segunda-feira , 16 dezembro 2019
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Cebola já ensacada e o ônibus dos catadores na região do Aeroporto

Preço da cebola dispara e chega a R$ 150 na roça

Qualidade, porém, ainda não é das melhores e só 1/3 da safra rio-pardense está sendo colhida

A cebola disparou de preço e, esta semana, chegou a R$ 140/150 o saco de 45 quilos na roça. A qualidade, porém, é precária porque ela ainda não está no tamanho ideal para vender, razão pela qual os poucos produtores rio-pardenses que já estão colhendo só conseguem negociar a parte mais desenvolvida. Se tentam colocar as cebolas menores junto, o produto recebe resistência por parte dos compradores.

“O preço da cebola é animador e essa é a notícia boa. A notícia ruim é que o município de São José do Rio Pardo e a região têm pouca lavoura de cebola”, diz Rodrigo Vieira de Morais, zootecnista da CATI, em entrevista a Paulo Sérgio Rodrigues para a Gazeta do Rio Pardo.

“Tem pouco produto neste momento e serão poucos os produtores que serão beneficiados com esse preço elevado da cebola”, previu, já antevendo que, com a maturação da safra atual no município, o valor tenha uma queda. “Mas acredita-se que não recue tanto como nos anos anteriores”.

Rodrigo explicou que o município está com 1/3 da safra atual sendo colhida neste momento, enquanto produtores de cebola em Casa Branca e Vargem Grande do Sul estão com a safra mais adiantada, já tendo colhido metade da produção. “Mococa também está com 1/3 da colheita e São José do Rio Pardo deverá ter o grosso de sua colheita em meados de setembro”.

Temores

O zootecnista disse ainda que os cebolicultores têm um pouco de receio da chuva prevista para este final de semana, que pode afetar um pouco o produto na roça. Eles também temem que a provável importação de cebola da Holanda, anunciada pelo governo, tenha algum impacto negativo no mercado. Rodrigo acha, porém, que essa importação não suprirá a demanda interna do país.

“A tendência é a de manter um preço não tão elevado como agora, que é um valor muito caro. É bom para o produtor, mas é caro, com tendência a reduzir um pouco. Quando a cebola de toda a região ficar maturada e a colheita for mais rápida, a tendência é cair um pouco. O problema é que a lavoura de cebola em toda esta região está muito pequena. Se não houver cebola em outras regiões, talvez possa acontecer um aumento dessa cebola no final da safra daqui da região”, concluiu.

Catadores ganham R$ 3,00 por saco, mas há desconto

O jornal ouviu alguns catadores de cebola na região em que as fotos desta matéria foram feitas – perto do Aeroporto, no Sítio Novo. Eles explicaram que a remuneração “é de R$ 3 reais a cada dois meio sacos”, mas “esse valor tem um desconto do condomínio” ao qual estão vinculados.

Na prática, eles recebem cerca de R$ 1,50 por saco inteiro, já excluídas as cebolas muito pequenas e de qualidade mais inferior. É esse condomínio também que cuida dos registros trabalhistas e de toda a parte legal do trabalho.

O ganho líquido diário de cada catador de cebola varia de acordo com a capacidade de cada um em encher um balde ou saco do produto. O ganho médio, porém, deles é de aproximadamente R$ 50 por dia.

Casal recolhe cebola junto: cada meio saco equivale a um inteiro, após descarte das menores

Sacos cheios à espera do carregamento em caminhão: só 1/3 da safra está sendo colhida

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