segunda-feira , 21 junho 2021
Início / Cidade / Atiradores são levados às trincheiras da Tubaca
Atiradores durante o percurso até as trincheiras

Atiradores são levados às trincheiras da Tubaca

Construções foram usadas pelos soldados para defender a cidade na Revolução de 32


O Tiro de Guerra 02-038 promoveu, na última quinta-feira (3), a marcha de 8 km, ocasião em que os atiradores, sob o comando do 1º Sargento Lenildo Pereira da Silva, se dirigiram à Fazenda Tubaca. Dentre as atividades do treinamento, puderam conhecer uma área da propriedade onde estão preservadas trincheiras utilizadas pelos soldados paulistas durante os confrontos na Revolução de 1932.

Já tradicional, a visita compõe os conteúdos escolares e de formação dos atiradores rio-pardenses, que tomam maior conhecimento sobre este período da história do Brasil, marcado pela luta que tinha por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte.

A área visitada confirma a presença dos soldados paulistas, posicionados para o ataque/defesa da cidade, em um ponto privilegiado nas terras da fazenda Tubaca, de ampla visão para a estrada de ferro e a estação. Além da parte principal, onde ficavam os soldados e os armamentos, há outras escavações que serviam de cozinha e de banheiro para os militares.
A atividade foi acompanhada pelo professor Marcos De Martini, responsável por apresentar o assunto aos atiradores e falar da participação rio-pardense no movimento, cujo desdobramento, uma nova Constituição, somente ocorreu em 1934.


História

Também chamada Guerra Paulista, a Revolução Constitucionalista se deu após a repressão a um protesto na capital em 23 de maio de 1932, que resultou na morte de três jovens, dando origem a um movimento clandestino intitulado MMDC, que lembravam os nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – os jovens mortos no conflito paulistano.
“Os confrontos armados começaram no dia 9 de julho/32 (hoje feriado em SP) com várias frentes de combates. Aqui em São José houve avanços e recuos de soldados na direção de Minas Gerais. Nossa cidade foi tomada pelos mineiros, causando grande temor na população”, ressaltou o professor De Martini, lembrando das muitas publicações feitas pelo historiador Rodolpho José Del Guerra, acerca da participação da cidade no movimento armado.

Na oportunidade, o sargento Lenildo também falou sobre a participação dos três pracinhas rio-pardenses que serviram à Força Expedicionário Brasileira, na Segunda Guerra Mundial

Confira também

Com falta de vacinas, estudo clínico avalia eficácia de meia dose da AstraZeneca

Pessoas com neuropatias crônicas foram inseridas no grupo prioritário de vacinação O Brasil atingiu 500 mil …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *