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População de Poços em alerta pelas barragens

População de Poços em alerta pelas barragens

Após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o assunto tem mobilizado a população de Poços de Caldas nas redes sociais e aplicativos de mensagens, por conta da atividade mineradora no município, havendo certa preocupação dos moradores quanto ao assunto. Para tentar tranquilizar a comunidade, o Ministério Público disponibilizou informações sobre as condições das barragens de rejeitos na cidade, a partir do Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais, do Governo do Estado de Minas Gerais, Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM).

O relatório foi divulgado em fevereiro de 2018, em função dos acidentes já ocorridos no estado e do potencial de dano ambiental e social que esses acidentes podem ocasionar. O objetivo é atualizar as informações referentes às ações gerenciais desenvolvidas no ano de 2017, além de avaliar a evolução do Programa de Gestão de Barragens. O relatório deste ano ainda não foi divulgado.

No documento, constam 17 barragens de rejeitos registradas em Poços de Caldas, todas da tipologia “indústria”. O promotor de Justiça, Sidnei Boccia Pinto de Oliveira Sá, ressalta que não há barragem de Mineração em Poços, mas sim de atividade industrial em geral, mesmo que decorrente de empresas mineradoras. “O que ocorre em Poços é diferente da extração de minério do solo, como em Brumadinho e Mariana, tanto na limpeza como no beneficiamento. Por isto, a questão tem que ser apreciada com calma”, alegou.

Como medida de precaução e também para tranquilizar a população, o prefeito Sérgio Azevedo está solicitando às empresas instaladas em Poços que encaminhem ao município relatórios de acompanhamento da situação das barragens. Além disso, a convite do Ministério Público, devem ser realizadas visitas às empresas, com participação de representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Prefeitura. Cabe ressaltar que, nestes casos, o trabalho de fiscalização técnica cabe ao Estado.

Hoje, as 17 barragens de Poços constantes do Banco de Declarações Ambientais (BDA) de Minas Gerais são das empresas Alcoa Alumínio S.A., Ferrero do Brasil, General Cable Brasil Indústria e Comércio de Condutores Elétricos, M&G Fibras Brasil e Mineração Curimbaba. Todas têm estabilidade garantida pelo auditor.

A condição de Estabilidade Garantida se refere à situação em que o auditor, após estudos geotécnicos, hidrológicos e hidráulicos, análises visuais, avaliações das condições de construção e/ou condições atuais das estruturas, garante que as mesmas estão estáveis tanto do ponto de vista da estabilidade física do maciço quanto da estabilidade hidráulica (passagem de cheias) e, portanto, não demonstraram, no momento da realização da auditoria, risco iminente de rompimento.

Em nota, a Alcoa também destacou que “as Áreas de Resíduo de Bauxita e Lagoas de Rejeitos que são usadas pela empresa em Poços não têm similaridade em termos de engenharia e conteúdo com as barragens de rejeitos de minério de ferro operadas por outras empresas, sendo projetadas, construídas e operadas dentro de rigorosos padrões e práticas nacionais e internacionais”.

– Fonte: Prefeitura de Poços de Caldas

 

 

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Sul de Minas possui 45 barragens

Poços de Caldas é a cidade do Sul de Minas com maior número de barragens – 17 -, seguida pelos municípios de Guaranésia (6), Nazareno (6), Passos (6), São Tiago (6) e Fortaleza de Minas (2).Todas elas, porém, passaram pela inspeção da Agência Nacional de Mineração, o que significa que, teoricamente, têm garantia de estabilidade e não correm risco de rompimento.

Há também duas barragens em Caldas e estas, segundo informações divulgadas no G1 Minas, não têm garantia de segurança da ANM. Segundo o órgão, uma auditoria atestou falta de dados e documentos técnicos. No município, as barragens são de responsabilidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e estão no cadastro da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM).

Minas Gerais tem hoje 698 barragens cadastradas na Fundação Estadual do Meio Ambiente. No Sul de Minas, são 45 em sete cidades. Essas barragens passam por auditoria da ANM, que determina se elas estão em situação estável ou não.

 

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