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Houve pronunciamentos de apoio aos professores e contra as medidas do governo federal

Professores aderem ao manifesto nacional contra o corte de verbas

Adesão em São José foi pequena, mas expressiva e de apoio ao protesto no país

Professores de quase todo o país fizeram na quarta-feira, dia 15, um manifesto contra o corte de recursos federais na Educação. Houve protestos nas grandes capitais e também no interior. Em São José do Rio Pardo algumas dezenas de profissionais da área se reuniram em frente a escola Euclides da Cunha, em adesão ao manifesto nacional.

O professor Marcos de Martini, um dos participantes, explicou que, embora poucos em número, os educadores rio-pardenses que se concentraram em frente a escola Euclides expuseram sua adesão ao protesto nacional contra as medidas do ministro da Educação.

“Somos representantes de diversas escolas e, embora não tenha ocorrido uma grande adesão, o importante é estarmos aqui. Estamos marcando presença e mostrando a nossa indignação contra essa atitude (do governo federal). Infelizmente a educação nunca foi um projeto nacional e agora, com cortes tão pesados como este, fica muito difícil a vida das instituições nacionais”, lamentou.

Marcos reconhece que a situação econômica do Brasil não é das melhores e que cortes em várias áreas são esperados, mas não da forma como ocorreu na Educação. “Foi um corte brutal que interfere na vida das grandes instituições. Esperava-se medidas de incentivo e valorização da educação básica, da qualidade das escolas, na formação de professores e isso não veio ainda. Veio a tesourada pesada, que pegou as grandes instituições do país de surpresa”.

Ele afirmou, por fim, esperar que, com a mobilização e a pressão política de deputados sobre o ministro da educação, o governo ceda e se sensibilize a ponto de tratar esse assunto de forma não tão drástica como a que aconteceu agora.

Quem conhece

O professor Arioswaldo Rizzo de Andrade disse que são eles, os professores, os que conhecem a realidade dos alunos e, por isso, precisam ser consultados. Ele lembrou que está no magistério há quase 30 anos e, quase sempre que há uma mudança, há inicialmente apoio mas, depois, não se vê fruto daquilo.

“É uma pena que, infelizmente, os governos não escutem os professores. As mudanças nas aulas que vão acontecer vão prejudicar os alunos. Estamos com os alunos durante seis horas aulas, numa sala de aula. Se ficarmos com sete horas aulas, será muito difícil”, previu.

Ele disse que a maioria das escolas do estado de São Paulo não está preparada para isso, não tendo espaço físico adequado, nem lugar para os alunos ficarem para suas merendas e se cansarão muito.

Arioswaldo falou ainda que os profissionais da área acreditam em um país no qual a educação é investimento, é futuro, razão pela qual os educadores não irão parar de lutar. Lembrou uma frase do hino nacional brasileiro: “Verás que o filho teu não foge à luta”.

 

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