segunda-feira , 26 outubro 2020
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Dr. Eliezer e enfermeira Gisele pregam responsabilidade social ainda maior

Saúde alerta: hospital está com capacidade de atendimento chegando próximo do limite

“Se (casos graves de covid) continuar nesse nível, poderemos entrar num colapso de leitos e funcionários”, adverte Eliezer

O médico Eliezer Gusmão, diretor do Pronto Socorro, e a enfermeira Gisele Flausino, da Vigilância Epidemiológica, mostraram-se preocupados, na entrevista à Difusora FM no dia 14, com a capacidade de acolhimento hospitalar de São José do Rio Pardo em relação aos casos graves de covid. Essa preocupação aumenta com a autorização, desde segunda-feira, para que novos segmentos voltassem a funcionar parcialmente, com tendência a elevar os casos positivos. Por isso, ambos pregaram responsabilidade dos responsáveis por tais setores e da população, para que isso não ocorra.

Eliezer disse que esse aumento de casos já era esperado, mas não tanto. “As medidas de contenção não estão sendo tão eficazes e as pessoas, de certa forma, relaxaram. Também estão ocorrendo mais testes agora. No Pronto Socorro, por exemplo, todos os dias chegam muitos casos. A maioria é de casos leves e que podem ser tratados em casa, mas vários são moderados ou severos, que exigem internações. Estamos com nossa capacidade hospitalar ainda aguentando, mas quase chegando no limite e temos que tomar providências. Se continuar nesse nível, poderemos entrar num colapso quanto a leitos e funcionários”, advertiu o médico.

Ele lembrou que tanto a Santa Casa quanto o Pronto Socorro estão trabalhando com certo limite de funcionários, com vários deles afastados por terem tido contato com a doença e outros temerosos de pega-la. “Se começar a aumentar muito os casos, e já estamos receosos de que isso ocorra, teremos que tomar alguma atitude. Não é hora de relaxar, muito pelo contrário, pois agora o vírus está indo mais rápido e não há setor em que ele não esteja. Estamos, talvez, no período mais crítico de nossa região”, continuou.

Jovens com covid

Gisele concordou e adicionou outro fator para a elevação de casos: a demanda represada (exames cujos resultados chegaram agora). “Chama a atenção também a faixa etária, pois estamos tendo mais jovens chegando no Pronto Socorro nesse estado que o doutor referiu, de moderado para severo. Há uma média de dois a três jovens com esse quadro por semana, mas, felizmente, estamos também conseguindo entrar com suporte necessário ao tratamento preventivo e estamos conseguindo”, frisou a enfermeira.

Ela admitiu que, com a retomada de atividades em academias, bares, restaurantes, salões de beleza e cultos religiosos, há uma tendência ao aumento dos casos. “O que se espera é uma obediência rigorosa aos protocolos. A gente deposita uma confiança em todos esses segmentos de que todos estarão cumprindo à risca esse protocolo, porque só a partir daí a gente irá evitar um mal maior”, afirmou.

Eliezer lembrou que são 14 dias com horário reduzido para esses segmentos, para avaliar se os casos sobem moderadamente ou não, e Gisele defendeu as decisões do Comitê de crise, recordando que elas seguem as diretrizes do governo estadual.

Difícil discernir

O médico reconheceu que distinguir o que é gripe, dengue, pneumonia ou covid é muito difícil aos profissionais de medicina, na fase inicial dessas doenças. “Os sintomas são todos comuns e tudo depende da fase que está a doença. No início elas são muito parecidas, com quadro gripal. A gripe H1N1 é parecida com a covid e até a própria dengue. No início, tem febre, dores musculares e um monte de sintomas que, no começo, o médico pode não ter uma ideia. Daí a necessidade de passar por ele e, no Pronto Socorro ou no PPA, a gente tem testado quase todos que chegam com quadro gripal justamente para a gente não cometer erro”. 

“Os medicamentos que vêm sendo usados dependem da fase em que está a doença, mas na maioria dos casos com sintomas iniciais de covid os médicos dão azitromicina, ivermequitina e a hidroxicloroquina. Casos mais severos requerem anticoagulantes, corticoides em altas doses e outras drogas”, concluiu Eliezer. Ambos pregaram responsabilidade social ainda maior neste momento, para evitar que a covid cresça no município.

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