quinta-feira , 18 julho 2019
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Amélia Queiroz foi convidada para apresentar na Tribuna Livre o projeto Munícipio 2050 (Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal)

Projeto ‘Município 2050’ terá 80 encontros e demorará 12 meses

Esses e outros detalhes foram ditos por Amélia Queiroz na Câmara Municipal

 Presente na Tribuna Livre da Câmara Municipal na última terça-feira, 18 de junho, para detalhar aos vereadores o projeto Município 2050, Amélia Queiroz, diretora executiva da Agência de Desenvolvimento Regional do Leste Paulista e Sul de Minas, disse que o plano demorará de 10 a 12 meses para ficar pronto e exigirá no mínimo 80 encontros. Cada encontro, segundo explicou, demora de três a quatro horas. “Ele é um pouco mais lento porque precisamos conversar muito com a população”, justificou.

A participação de Amélia Queiroz na 20ª sessão ordinária da Câmara deu sequência às palestras que ela já realizou em São José para falar sobre o projeto. Ela explicou aos  vereadores as principais etapas do plano e, em seguida, respondeu perguntas formuladas por eles. O texto a seguir faz parte do que ela declarou na Câmara:

É uma proposta muito interessante, porque dá ao legislativo, a base para fazerem as escolhas, e dá para o poder executivo, a base do seu plano de governo. Só para terem uma ideia, a cidade que já tem o 2050, usa o plano de governo do Município 2050, e isso dá muita tranquilidade para todo mundo”, destaca Amélia.

1ª Etapa

“A primeira fase do plano chamamos de diagnóstico socioeconômico, que seria o levantamento dos dados da cidade, tanto do social, que precisamos estudar, como a população, a renda, o perfil, absolutamente tudo, de uma maneira científica e sem muita emoção. No perfil social, a gente precisa entender qual a faixa de renda por idade, quais são as atividades principais, quais são as atividades econômicas que esse município tem, o que existe regionalmente de atividade econômica, com quem Rio Pardo se comunica, de quem ele recebe negócio, quais são as cadeias reprodutivas na região para que possamos adensar”.

“Recentemente, o governador lançou o programa Polos Econômicos, e dentro desse programa, ele definiu alguns municípios que estarão sendo classificados dentre esses 11 polos. O município que estiver classificado vai ter algumas vantagens, seja de impostos, ICMS, seja na questão de investimentos, formação de mão de obra, e São José está classificado lá. Então o Município 2050 vai identificar tudo isso, as oportunidades, os parceiros econômicos, mas pra isso nós precisamos fazer esse diagnóstico e entender os números”.

2ª Etapa

“A etapa dois é o diagnóstico urbano. Essa etapa, não é obrigatória por município, mas ela é muito importante para uma cidade em crescimento. O diagnóstico urbano entra para dentro da prefeitura, colhe todas as informações que existem do crescimento urbano: quantos bairros tem, quantos terrenos, quanto é pago de IPTU, ou seja, faz uma radiografia da cidade para posteriormente discutirmos o quanto a cidade vai crescer.  A cidade irá discutir essa estrutura urbana, por isso precisa ter a parceria da prefeitura, para pegarmos todos esses dados e complementar”.

“Esse diagnóstico urbano também traça o que temos hoje de moradia, o que temos de demanda reprimida, ou seja, duas, três famílias morando em uma mesma residência, faz uma perspectiva de quais são as demandas para casas de baixa, média e alta renda. Então você vai ter até 2050 uma perspectiva do que você precisa nesse quesito”.

“Além disso, diagnosticar quantas unidades de saúde a cidade tem, quantas creches, como vai crescer, onde estão instalados, se atende ou não a população. Se tiver uma próxima creche, qual o melhor local para ela ser instalada, enfim, ele traz todas essas discussões”.

3ª Etapa

“A terceira fase é o contrato social. Que é a discussão com a cidade desses assuntos abordados, o econômico e o urbano. A nossa ideia é que tudo isso vá para a internet para ficar público. No contrato social, você vai até os bairros, une a população, provavelmente dentro das escolas e pergunta o que ela quer, como ela quer, em que prazo ela quer e mostra os dados. Você junta a juventude e conversa com eles, sobre o que eles pensam da cidade, o que eles querem e o que falta, já que em 2050 eles vão ter por volta dos seus 40 anos, e serão a próxima geração”.

Dirigindo-se então aos vereadores presentes na Câmara na terça-feira, Amélia Queiroz afirmou:

“Caso a gente faça o contrato social aqui, vocês vereadores que representam o povo, são peças fundamentais. Os eleitores de vocês terão que discutir isso, vamos ter que ir até os bairros e vocês precisam ir com a gente. Essa discussão tem que vir pra dentro da Câmara para que vocês escolham isso. É muito importante deixar claro que o Município 2050 é um projeto suprapartidário, ou seja, o partido desse projeto chama-se São José do Rio Pardo. Não vai contar nesse momento interesses de partidos, ou econômicos. É a cidade que está em jogo. Devemos definir as prioridades de São José do Rio Pardo. Quem participa disso são os empresários, que é a cadeia produtiva”.

4ª Etapa

“A quarta etapa é a redação, que vai documentar o que vai ser o plano do Município 2050. Isso não é um plano diretor, é uma proposta de cidade. É importante que exista uma instituição que seja a guardiã desse documento. Cada cidade decide qual será essa instituição, que é aquela que vai fomentar o tempo todo a discussão e a atualização. Não é porque vamos escrever agora que vai ser pra sempre assim. O mundo está mudando e teremos sempre que atualizar”.

“A ideia é que a cada quatro anos um grupo de pessoas voluntárias se reúna para estudar o 2050 e faça uma proposta de plano de governo baseada no Município 2050. Aí os candidatos vão avaliar se eles se comprometem ou não, e a população vai decidir se quer ou não aquele candidato”.

5ª Etapa

“Chamamos de implantação do núcleo de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. É uma etapa que começa desde o primeiro dia que iniciamos o trabalho do 2050. Na medida em que começamos a divulgar a cidade como organizada, planejada, onde as forças políticas, econômicas e sociais estão juntas para organizar a cidade, isso chama muito a atenção dos empresários. É muito comum isso transbordar regionalmente e começar a aparecer pessoas interessadas. O que a gente tem feito é capacitar alguém na cidade, para ser o captador de negócios, o instrumentador de todas essas ações, para que quando a gente vá embora desse processo, ele continue”.

 

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