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João Maldonado e Luciana expuseram as dificuldades que a proibição acarretou aos loteadores

Proibição de novos loteamentos é questionada

João Maldonado pede e vereadores farão reunião com Ernani e equipe sobre o assunto

O empresário e corretor de imóveis João Batista Maldonado e suas filhas Luciana e Rossana estiveram na Câmara Municipal terça-feira, dia 2, para falar sobre o assunto “Proibição de Loteamentos no município de São José do Rio Pardo”.  Expôs o que isso dificultou aos loteadores e pediu apoio dos vereadores para acabar com tal proibição. Uma reunião entre vereadores, loteadores e representantes da Prefeitura deverá acontecer para solucionar o impasse.

João Maldonado lembrou, a princípio, que sua empresa Malca está no setor imobiliário há 43 anos e, em 1978, fez a primeira parceria com uma empresa de São João da Boa Vista, a qual pediu para ver o Plano Diretor de São José do Rio Pardo antes de oficializar a parceria – que resultou no loteamento Jardim Santa Teresa. A Malca faria, nas décadas seguintes, mais 17 loteamentos, totalizando mais de 4 mil lotes.

“Ocorre o seguinte: já faz algum tempo que a gente está com um problema. Eu conheço loteadores que estão passando extrema necessidade porque têm lotes para lotear e a Prefeitura não deixa. Acho isto um absurdo e quero que vocês (vereadores) consigam marcar uma reunião com o Fernando (Passos), que estava aqui, com os outros engenheiros e advogados da Prefeitura, com o prefeito, com Hélio Escudero, pra gente ver o que o prefeito quer”.

João lembrou que há dois anos foi promulgado um decreto municipal pela Prefeitura, proibindo que novos loteamentos sejam lançados na cidade.  “Com a demanda de casas que existe no Brasil, eu participei de mais de mil casas populares. Está ali o conjunto habitacional Chico Xavier, com 212 casas, que quem pôs o nome fui eu. Eu ia vender as 212casas. Abri mão da minha comissão, 600 mil reais, 3 mil reais por casa, porque o João Santurbano pediu. Participei, na época do Celso Amato, de mais de mil casas”, prosseguiu.

Luciana Maldonado falou em seguida e questionou qual seria o interesse da Prefeitura em manter a proibição, já por mais de dois anos, de se fazer o lançamento de novos loteamentos no município.

Exagero

Em seguida, alguns vereadores fizeram alguns questionamentos. Um deles, Rubens Lobato Pinheiro Neto, disse que o decreto surgiu para examinar os loteamentos caso a caso, para corrigir irregularidades, mas que dois anos de proibição é um exagero.

“É um prazo que já extrapolou para se fazer a análise caso a caso. Sugiro que a gente faça um requerimento em conjunto, assinado por todos os vereadores, e vou levar em mãos para o Ernani. Vou solicitar uma reunião com os vereadores, com os loteadores, com o Fernando (Passos), para a gente delimitar essas situações porque não é justo”, finalizou Rubens.

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