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Pesquisa dá esperança e pode mudar o futuro da cebola no município

Pelo quarto ano seguido o resultado é promissor; cebola bulbinho também é aprovada

Implantada em 1995 em uma gleba de terra de 5,5 alqueires, a Fundação de Pesquisa e Difusão de Tecnologia Agrícola de São José do Rio Pardo, que leva o nome de Luciano Ribeiro da Silva, finalmente tem agora resultados concretos relacionados ao cultivo de cebola, trazendo esperança de novos tempos para os cebolicultores. Esses resultados apontam para variedades resistentes às variações climáticas e que podem ser plantadas e colhidas fora de época.

Pelo menos três variedades de cebola plantadas por muda e algumas do tipo bulbinho já estão aprovadas pela Fundação de Pesquisa para cultivo fora de época. E o melhor: resistem bem ao excesso de chuvas.

Tiago Factor, engenheiro agrônomo e pesquisador científico da empresa Apta (Mococa), um dos responsáveis pelos experimentos na Fundação de Pesquisa, diz que o resultado atual referenda o que já vinha sendo constatado em anos anteriores. “Realmente existem algumas variedades que aguentam bem as chuvas intensas”, confirmou.

Ele lembrou que este ano de 2019 vem sendo considerado atípico no tocante ao volume de chuvas. Nas duas primeiras semanas de abril caiu cerca de 200 milímetros, enquanto em março chegou a 300 milímetros. “É uma coisa extraordinária de chuva”, avaliou.

O agrônomo assegura que na Fundação de Pesquisa há três variedades de cebola que, quando plantadas por muda, já demonstraram ser resistentes ao clima adverso. São elas as variedades BRS Riva, Alfa São Francisco e Alfa Tropical.

Por outro lado, variedades plantadas mediante semeadura direta não estão apresentando bom resultado ao serem submetidas a muita chuva.

Testes com bulbinho

No tocante à cebola conhecida como bulbinho, que foi semeada este ano pela primeira vez na Fundação de Pesquisa, Tiago explica que foram 23 tipos diferentes, entre variedades e híbridos, e alguns estão sendo aprovados.

“Eu não teria como dizer o quanto vai produzir até este momento, mas a gente já desponta alguns materiais com potencial para uso de bulbinho”, afirmou.

Ele revelou que estão sendo feito contatos com pesquisadores e empresas da Holanda e da Alemanha, países que trabalham com máquinas para o plantio mecanizado de bulbinho.

“A gente acha que existe aí um gargalo grande para o plantio manual do bulbinho. Para desenvolver essa tecnologia, porém, além da variedade tem que ter máquina e estamos trabalhando para importar ou montar uma aqui, caso tenhamos um parceiro que aceite entrar nesta parada, de maneira a viabilizarmos o cultivo fora da época normal”.

Tiago prevê que em 40 ou 50 dias todos estes experimentos de cebola já vão estar concluídos na Fundação de Pesquisa, quando então os resultados finais serão divulgados. Este é o quarto ano seguido com experimentos envolvendo cebola de verão e o resultado parcial, até o momento, é bastante animador: “Algumas variedades produziram bem todos estes anos”, concluiu.

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