sexta-feira , 23 outubro 2020
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Gisele Flausino, enfermeira responsável pela VE, e o médico otorrinolaringologista, Hamilton Torres

Médico fala sobre danos causados pelo calor excessivo

Dr. Hamilton desmente fake news sobre inatividade do coronavírus no calor e Gisele Flausino fala sobre casos da doença

A responsável pela Vigilância Epidemiológica, Gisele Flausino e o médico otorrinolaringologista, Hamilton Torres, foram entrevistados pelo repórter Luis Fernando Benedito, na rádio Difusora, no dia 9 de outubro, e falaram sobre o aumento da temperatura e sua influência na saúde das pessoas. Doutor Hamilton desmentiu algumas fake news que afirmam que o coronavírus fica inativo com o calor.  Além disso, Gisele comentou sobre os casos ativos de covid-19 na cidade, que diminuíram consideravelmente, porém, segundo ela, 26% dos casos são de moderados a graves.

Onda de calor

O estado de São Paulo registrou no dia 7 de setembro a maior temperatura de sua história, de acordo com dados oficiais do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). E o dia 7 foi o 12º dia consecutivo em que o estado de São Paulo registrou temperaturas iguais ou acima dos 40 graus, de acordo com o Climatempo. Além disso, segundo órgãos internacionais, setembro de 2020 foi o mês mais quente da história do planeta, superando em 0,05 graus centígrados o mês de setembro de 2019, que tinha o recorde anterior. No Brasil, o calor e a secura levaram o INMET a emitir um alerta de risco de morte em algumas cidades da região Centro-Oeste.

O médico comentou a situação. “Nunca tivemos uma fase de calor que eu me lembre, tão forte como está acontecendo agora. Sinais de alerta são muito importantes, porque o corpo humano tem seus limites. Quando eles são ultrapassados, danos vão acontecer. O sol pode causar danos na pele, como câncer, hipertermia, que é o aumento da temperatura corporal, insolação. Normalmente no calor as pessoas ficam largadas, indispostas. Isso tudo acarreta danos à saúde, principalmente se você já possui alguma comorbidade”, disse Hamilton.

“Temos que nos hidratar, tomar cuidado com as crianças, com o excesso de roupa. É preciso deixar a casa bem ventilada, umidificar o ambiente, porque a umidade do ar caiu muito. Se a pessoa não tiver um umidificador, coloque toalha molhada, bacia com água nos quartos. Não devemos exagerar nos esforços físicos também. O pessoal que trabalha em construção civil me sensibiliza muito, eles estão sofrendo bastante com o calor e o sol, precisam estar sempre bem hidratados, é bom usar chapéus também. Todas essas medidas são importantes para ajudar nosso organismo a sofrer menos com isso”, destacou.

“Para fazer exercícios, as pessoas devem evitar o horário das 11h00 às 16h00, são horários em que o calor está mais intenso. E sem exageros, devemos ter moderação”.

Alta temperatura e covid

“Uma notícia que foi muito veiculada pela mídia, é que essa onda de calor contribuiria para que o coronavírus ficasse menos ativo, agisse menos. Isso não é verdade. Não há nenhuma demonstração científica que o calor deixe o vírus inativo. Se fosse assim, cidades como Cuiabá nem teriam o vírus circulando, ou o índice seria bem menor”, disse.

“O vírus veio, está aí de uma forma crônica, e teremos que lidar com ele durante um bom tempo”, afirmou.

Para Gisele, uma das grandes preocupações, é que com o calor, as pessoas sentem dificuldade em permanecer com a máscara no rosto. Segundo ela, a troca de respiração acaba sendo prejudicada. “Devemos tomar cuidado com as crianças menores de 3 anos que não tem indicação para máscara por risco de sufocamento, é bom não sair com essa criança para a rua”, alertou.

Casos ativos

“Atualmente temos 34 pacientes com o coronavírus ativo. É a primeira vez que estamos com um índice desse, mas isso não nos mostra que tivemos estabilidade. Desses 34 pacientes, cerca de 26% encontram-se em estágio de moderado a grave da doença. A maioria não são casos leves, o que não nos dá uma perspectiva de que todos terão um desfecho favorável. Ainda temos pessoas correndo riscos”, explicou a enfermeira.

“A chegada do feriado nos preocupa, pois pode haver um relaxamento muito grande dos protocolos de prevenção, principalmente com relação ao uso da máscara, aglomeração”, encerrou.

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