quinta-feira , 26 novembro 2020
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Hélio Escudero, presidente do Vasco F.C.

Futebol amador deseja voltar, mas esbarra na impossibilidade de testes

Hélio Escudero, presidente do Vasco F.C., diz que o retorno dos jogos depende do Comitê de Gerenciamento da Crise

A expectativa dos esportistas locais e da região é muito grande quanto a volta do futebol amador e dos esportes em geral, mesmo sem público. O que dificulta esse retorno, segundo Hélio explicou, é que as Ligas e clubes não têm condições de efetuar os testes necessários contra o Covid nos jogadores e comissão técnica, como ocorre com o futebol profissional neste momento no Brasil e América Latina.

O ex-presidente da Liga Riopardense de Futebol acha, contudo, que essa dificuldade seria superada se houvesse uma maior conscientização das lideranças dos clubes quanto a eles mesmos se responsabilizarem pelas normas de higiene e segurança de seus atletas: aferição de temperatura antes das partidas, álcool em gel, máscara até momentos antes da entrada no campo etc. Faltaria, no entanto, os testes específicos contra a Covid que são realizados no Campeonato Brasileiro, Libertadores etc., por impossibilidade financeira e estrutural dos clubes amadores em bancarem isso.

Retorno depende do Comitê de Crise

Hélio acha que o público que, no caso de São José do Rio Pardo, assistia aos jogos amadores de futebol, não fará aglomeração porque antes mesmo da pandemia ela já não ocorria. Ele previu que, no caso do Vasco, o retorno ocorrerá através de partidas dos Veteranos e aos sábados, mas também isso dependerá de um parecer do Comitê de Gerenciamento da Crise da área da saúde municipal.

“Esperamos até agora, então, se voltarmos, temos que voltar com segurança. Até porque, no caso de alguém infectado ali na partida, essa pessoa levará para casa o problema e infectará outros de sua casa. Assim, irá se complicando cada vez mais. Se pudermos voltar, terá que ser com segurança, para que não se passe o problema para mais gente”, explicou.

No caso do Vasco F.C., a sobrevivência financeira, segundo Hélio, vem ocorrendo graças às propagandas, aluguéis e algumas atividades extracampo que o clube vem mantendo desde o início da pandemia. “Mantemos um funcionário trabalhando para conservar a estrutura física do Vasco em ordem, inclusive o campo de futebol. Fizemos alguns reparos na pintura do prédio, para conservação, e terminamos uma parte da arquibancada, retirando o alambrado e colocando grade. Mas há clubes amadores que passam por dificuldades, inclusive com os donos tirando dinheiro do bolso, embora isso já ocorresse antes da paralisação do futebol. Manter, porém, praça de esportes como a do Vasco, do Botafogo, do Bonsucesso, da Associação, do Grêmio Municipal e mesmo do Vale, é difícil”.

Hélio lembra que o mínimo que os clubes amadores precisam fazer é manter o gramado de seus campos em ordem, pois, do contrário, crescerão as ervas daninhas e surgirão formigueiros, entre outros problemas. “Também porque, talvez em breve, a Liga Riopardense e os próprios clubes venham a programar algum reinício gradual das atividades esportivas na cidade”, destacou, lembrando que São José do Rio Pardo ainda tem muitos empresários e empresas que colaboram até financeiramente com o esporte.

Questionado sobre orientações que os clubes do interior recebem da Federação Paulista de Futebol, Hélio disse que ela não tem passado nada. “Campeonatos Amadores do Estado sempre começavam em agosto, mas este ano eu acredito que não haverá evento algum promovido por ela. Da parte da Federação, creio que só acontecerá alguma coisa no ano que vem”, previu.

Sonhos

Como presidente do Vasco há 3 anos, Hélio ainda tem sonhos ou projetos: terminar a cobertura das arquibancadas e construir sanitários masculino e feminino no estádio; ser campeão estadual amador com o Vasco; e colocar o time em alguma série profissional do campeonato paulista, desde que tenha apoio de empresas e empresários locais. “Trouxemos o Juventus no início do ano para a pré-temporada do Campeonato Paulista da Série A2 e a estrutura que o Juventus tem não é muito diferente do que a que o Vasco tem hoje. Não é impossível, embora difícil, um sonho que ainda tenho, até para levar o nome de São José do Rio Pardo para outros lugares e revelar mais jogadores, dentre tantos já revelados ao longo dos anos, mas jogando por uma equipe da própria cidade”, concluiu.

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