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Alimentos: Daniel Tardelli refuta as acusações

Alimentos: Daniel Tardelli refuta as acusações

Secretário da Promoção Social defende as compras e fala dos serviços aos necessitados

 

O novo secretário da Assistência e Promoção Social, Daniel Tardelli, foi à Câmara Municipal terça-feira, dia 20, e usou a tribuna para refutar as acusações feitas por alguns vereadores na semana anterior sobre supostas irregularidades na compra de alimentos. Ele foi acompanhado por funcionários da Secretaria, que divulgaram uma carta de repúdio sobre o assunto.

Daniel Tardelli disse, inicialmente, que retornou para São José do Rio Pardo, sua cidade natal, após 29 anos. Neste período ele foi atuante na área social por 38 anos, dos quais seis foram como secretário municipal de Mococa, dois como chefe de gabinete e quatro como vice-prefeito, tendo assumido a Prefeitura daquela cidade em sete ocasiões.

Falando sobre a denúncia que Rafael Kocian fez na sessão anterior da Câmara acerca da compra de alimentos por parte da Secretaria da Assistência e Promoção Social, disse o seguinte: “Percebi que à medida em que ele anunciava alguns itens daquela extensa lista, por parte de alguns membros desta Casa e do público, fomos motivo de chacota, de risadas e de outras coisas que prefiro nem mencionar, mas estão nos áudios, que tive oportunidade de ouvir e ver”.

Daniel afirmou ter chegado a uma conclusão: “Infelizmente muitos, que talvez estejam no exercício deste mandato tão sublime, desconhecem o nosso trabalho e a forma como nós o realizamos. O primeiro ponto é de esclarecimento”.

 

Motivos da ida

O segundo ponto, segundo ele, foi decidir fazer-se presente naquela sessão da Câmara junto com toda a sua equipe de trabalho –  foi ela que teve a iniciativa de ir aos vereadores naquela noite. “Unidos no propósito de mostrar a nossa seriedade e o valor do nosso trabalho, seja para sindicância da Prefeitura, seja do Ministério Público ou da população em geral. Quem nada teme e trabalha com a verdade, nada tem a esconder”.

O terceiro ponto que ele destacou, que considerou o mais importante, é fazer-se solidário com quem acompanhava a sessão da Câmara pela internet. “(Quero) ser solidário com vocês, porque se tornaram motivo de gozação, de que são consumidores de palha italiana, como se vocês, na linguagem que por aí usam, os pobres e miseráveis, deveriam ser tratados na forma como vocês muitas vezes vivem nas suas casas: à base de água, de pão com manteiga e bolacha de maizena”.

 

‘Pobres e miseráveis’

Daniel, em seguida, perguntou aos vereadores se eles partilhavam das mensagens dos zapps, que chamam o público atendido pela Assistência Social de pobres e miseráveis. “Esses são chamados por nós de usuários, pessoas que foram feridas em seus direitos basilares e primordiais, e que encontram respaldo na Promoção Social para terem referência, criar vínculos e resgatar as suas dignidades”.

O secretário continuou, dizendo ter sido informado pelos funcionários da Secretaria que muitos da Câmara Municipal não conhecem o trabalho social e assistencial ali prestado. “Faz-se então necessário conhecer o contexto, para entender os nossos gastos. Em primeiro lugar, a nossa estrutura é uma Secretaria, que se desenvolve em serviços. Não somos assistencialistas e, a esse respeito, partilho da mesma indignação dos profissionais que já fizeram e vão publicar à comunidade uma carta aberta, mostrando a nossa indignação, não pelo direito que vocês (vereadores) têm de fiscalizar, mas da maneira que iniciaram, contribuindo não para esclarecer, mas para desconstruir um trabalho que nos custa muito no dia a dia, com tão pouco recurso que temos e pelas condições de trabalho que enfrentamos”.

 

Os pregões

Dirigindo-se diretamente ao vereador Rafael Kocian, Daniel mencionou que o que ele leu na sessão anterior da Câmara diz respeito aos pregões 112, 113, 114 e 115. “E todos os itens que totalizam os quatro pregões somam R$ 189.533,44, se tudo fosse comprado. No entanto, talvez por descuido, o que não foi feito é ter lido o item oitavo de cada contrato, que diz exatamente o seguinte: ‘A contratante (Prefeitura) não está obrigada a adquirir todos os itens da planilha’. Portanto, esta planilha, que está sendo divulgada no zapp, é planilha que não corresponde à realidade porque ali trata-se de uma estimativa e possibilidade para nove meses. No entanto, só foi assinado em julho e terá vigência até 31 de dezembro deste ano”.

Ele mencionou dois itens: a palha italiana (motivo de piadas e chacotas no facebook) custa R$ 29 o quilo, mesmo preço do quilo do pão de queijo mineiro e do doce carolina. “Um quilo da (palha italiana), nobre vereador, corresponde a aproximadamente 110 pedacinhos. Sabe quantos quilos nós gastamos nestes cinco meses, cujo contrato acaba em dezembro? Dos 105 quilos, que era uma estimativa pois em Prefeitura sempre se joga a mais, nós usamos até agora 21 quilos, sendo que oito quilos foram para os idosos. O guaraná pet, que foram 842, até o presente momento só utilizamos 316. E os biscoitos e os Bis, são para as crianças no Dia das Crianças”.

Finalizando, Daniel pediu aos vereadores que não mais falem assuntos como este da forma como o fizeram na reunião anterior, assim como no facebook. “Os nossos usuários ficaram profundamente magoados e a equipe (da Secretaria da Promoção) sentiu que o nosso trabalho, que dá tanto trabalho pra construir, foi desconstruído”.

 

Pedro

O vereador Pedro Giantomassi fez uso da palavra após a fala de Daniel Tardelli. Disse que diariamente é abordado por gente pobre nas ruas pedindo algo e que sempre ele as recomenda a ir à Secretaria de Assistência Social.

Pedro garantiu, entretanto, ter ficado contente com os esclarecimentos feitos por Daniel Tardelli na Câmara. O secretário, por sua vez, o convidou a acompanhar in loco a forma como os alimentos comprados são usados nas confraternizações de Dia das Crianças, Dia das Mães, Dia dos Pais etc.

 

Kocian

Rafael Kocian também falou e, entre outras coisas, disse não concordar com a compra de palha italiana e do doce carolina pela Prefeitura porque, a seu ver, há outras prioridades alimentares. Afirmou que o deboche decorrente da divulgação da lista de alimentos, lida por ele na semana passada na Câmara, “surgiu pela criatividade do brasileiro que ri de sua própria desgraça”. Recomentou melhorar o diálogo das Secretarias Municipais da Prefeitura com a Câmara.

Em sua resposta, Daniel sugeriu que os usuários, especialmente os idosos, sejam consultados acerca de retirar ou não a palha italiana da lista dos alimentos, sugerida pelo vereador. Ele condenou, porém, a forma como Kocian divulgou o assunto nas mídias sociais: “Foi um desserviço pra nossa equipe e, por isso, a nossa indignação e a nossa carta”.

FOTOS

Daniel Tardelli fez longa defesa dos trabalhos realizados pela Secretaria da Assistência

 

Funcionários da Secretaria da Assistência estiveram na reunião da Câmara

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