sexta-feira , 18 outubro 2019
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Bebê com DNA de “três pais” nasce na Grécia

No processo, o bebê é parente da mãe, da doadora de óvulos e do pai

Segundo uma reportagem produzida pela revista Galileu, um bebê com DNA de três pessoas nasceu na Grécia após um controverso tratamento de fertilidade. De acordo com os médicos, a mãe e a criança, que nasceu pesando 2,9 kg, passam bem. Os médicos acreditam que estão “fazendo história na medicina” e que o tratamento poderia ajudar casais com problemas de fertilidade em todo o mundo.

No processo, o bebê é parente da mãe, da doadora de óvulos e do pai. Isso porque o óvulo doado dá à criança suas mitocôndrias – estruturas produtoras de energia que possuem seu próprio material genético. Ou seja, uma pequena fração do DNA do embrião é da doadora.

O tratamento foi realizado no Institute of Life na Grécia. Segundo os médicos responsáveis, isso marca um avanço histórico, já que é a primeira vez que uma técnica de fertilização in vitro envolvendo DNA de três pessoas foi usada com o objetivo de abordar problemas de fertilidade.

O método já havia sido utilizado para garantir que crianças não tivessem doenças genéticas fatais transmitidas pela mãe através das mitocôndrias.

Os médicos afirmam que as mitocôndrias também desempenham um papel na gravidez bem-sucedida e sugerem que a técnica poderia ser aplicada de forma mais ampla como um tratamento de fertilidade. A mulher de 32 anos já havia passado por quatro rodadas de fertilização in vitro sem sucesso.

Nuno Costa-Borges, o embriologista espanhol que colaborou com a clínica do Institute of Life na Grécia, disse que poderia ajudar “inúmeras mulheres” a se tornarem mães e descreveu o avanço como uma revolução nos tratamentos de fertilidade.

No entanto, outros disseram que essas afirmações não foram testadas. Tim Child, professor associado da Universidade de Oxford e diretor médico da Fertility Partnership, disse em entrevista ao jornal The Guardian: “Os riscos da técnica não são totalmente conhecidos, embora possam ser considerados aceitáveis ​​se forem usados ​​para tratar doenças mitocondriais, mas não nessa situação”.

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