sexta-feira , 18 outubro 2019
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Dia dos namorados : Casal se conheceu através de uma discussão

“Eu tinha uma certa raiva dele. Mesmo assim, achava ele bonitinho”, conta Priscila

Para celebrar o Dia dos Namorados, o jornal preparou uma matéria diferente para os leitores: a história de Priscila e Alan. Priscila Bálico Fernandes Coppede, rio-pardense, 35 anos, engenheira química, contou como conheceu seu marido, Alan Coppede, ribeirão-pretano,33 anos, advogado. Atualmente o casal reside em Ribeirão Preto.

                                          Aaron, Priscila e Alan

Uma mera discussão

“Eu estava no cursinho, fazia COC em Ribeirão Preto e ele também. Nos conhecemos praticamente através de uma briga. Naquela época, você não podia entrar no COC de bermuda, calça de cós baixo, blusa decotada, enfim. Eu pegava um ônibus para ir para o cursinho, e ele também, da casa dele. Cheguei na porta do COC e já fazia uns 15 minutos que estava atrasada. Pedi para entrar porque eu ainda estava dentro do limite de atraso, porque o ônibus atrasou. Quando eu cheguei lá, estava com uma calça de cós um pouco baixo, eu era bem magrinha, e eles vieram falar pra mim que eu não poderia entrar por causa da calça”.

“Discuti com eles, porque precisava entrar, e naquela semana ia ter um simulado, era uma aula importante. Então partindo do princípio que eu não podia entrar por causa da calça, enquanto estava conversando com o cara da portaria, indignada por não poder entrar, veio um moço, que só levantou a mão, cumprimentou o porteiro e passou. Só que ele estava de bermuda, ou seja, ele também não poderia entrar. Na hora eu falei pro moço da portaria que se ele fosse entrar, eu também iria. Ficamos uns dois minutos ali fora, no fim os dois entraram. Eu fiquei nervosa, esse moço, que era o Alan, entrou dando risada, e eu descobri que ele tinha entrado na mesma sala que eu. Era um auditório imenso, cheio de alunos, e os professores sempre sacaneavam quem chegava atrasado”.

Bilhete

“Nessa época, eu estava solteira recentemente, estava tranquila estudando. Ia ter um show da Cláudia Leite, que ainda fazia parte do Babado Novo. Juntei minhas economias para ir ao show com a turma do cursinho. Coincidentemente, algumas pessoas do meu grupo eram amigas do grupo do Alan. Só que até aí eu tinha uma certa raiva dele. Mesmo assim, achava ele bonitinho. O show ia ser dali duas semanas, e mandei um bilhetinho para ele, para dar uma xavecada, só que eu sentava no fundo, e ele na frente. Eu passava o bilhetinho para ele, mas não falava quem era. Eu queria sacaneá-lo, primeiro por causa da discussão da roupa, e segundo porque ele era bonitinho”.

“Passaram alguns dias, e eu ia ficar para uma palestra referente a redação do vestibular, em uma sexta-feira. Escrevi um bilhete para ele descrevendo a roupa que eu ia estar usando, porque se ele quisesse saber quem era, deveria procurar uma pessoa como na descrição. Ele, muito curioso, procurou e achou. Naquele dia eu enrolei muito, não ficamos. Aí veio o bendito show. Eu achando que eu era o máximo porque estava enrolando ele. Ficamos no show uma vez, depois que eu fui olhar pro lado, ele estava de rolo com outra menina. Descobri que essa outra, era uma ex-namorada, mas fiquei tranquila”.

Namoro

“Foi passando o tempo, ele vinha chorar as pitangas dessa ex para mim. Ela não queria saber dele e ele gostava dela. Com isso, fomos ficando amigos. Ficamos juntos, mas eu estava muito tranquila porque ia prestar vestibular em julho e eu ia embora. Não queria enrosco, queria ir pra faculdade solteira. Doce ilusão a minha. Começamos a ficar mais sério, ele se afastou da ex namorada, e quando saiu o último resultado dos vestibulares do meio do ano, eu não passei e ele também não. Resolvemos namorar. Começamos em julho de 2005 oficialmente, mas começamos a ficar juntos em fevereiro”.

Distância

“Entramos na faculdade, começamos a fazer estágio, cada um na sua área, e depois de quatro anos de namoro, ele simplesmente me anunciou que ia fazer um intercâmbio para Portugal com um amigo dele, já que a faculdade tinha um convênio para isso. Eu ficava pensando em como eu ia ficar, mas ao mesmo tempo não podia impedir ele de ir. Tivemos muitas brigas antes dele viajar, pra decidir se íamos terminar ou ficar juntos, mas aí resolvemos continuar o namoro para ver o que seria”.

“Ele embarcou no dia do aniversário da minha irmã, nunca esqueço. Fui com ele até São Paulo, e ele foi embora. Comprei um computador, e seguimos namorando pelo Skype. Nós dois trabalhávamos e estudávamos nesse período. Ele trabalhava em um bar lá em Portugal. O pai mandava dinheiro para ele, mas como ele queria viajar com os amigos que estavam lá, trabalhou e juntou dinheiro para conhecer outros países. Eu apoiava tudo isso, achava muito legal. Lembro que ele me mandava presentes. Quando ele voltou, depois de um ano, começamos a discutir porque eu estava com outra cabeça, estava mais independente, ganhando meu dinheiro, aí terminamos. Mas o término durou três semanas e logo reatamos”.

Casamento

“Trabalhamos para comprar um apartamento e lutamos para pagar.  Nos casamos, e o apartamento atrasou um ano para ficar pronto. Enquanto isso moramos um ano com minha sogra. Logo que fomos para o apartamento descobri que estava grávida. Estamos até hoje juntos, graças a Deus. A convivência não é fácil, mas quando amamos, respeitamos. O casamento é respeito, acima do amor. Porque se tiver só amor, sem o respeito, não dura. Temos o nosso filho, o Aaron, que está conosco há um ano e dez meses, que é nosso maior desafio. Faremos 14 anos juntos em julho de 2019”.

              Priscila e Alan se conheceram através de uma discussão
 Por Júlia Sartori

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