domingo , 5 abril 2020
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Anestesiado para exames e instalação de brinco de identificação, o lobo foi depois devolvido à natureza

Projeto ‘Lobos do Pardo’ captura o oitavo lobo-guará em São José

Foi o primeiro animal capturado em 2020 na região atendida pela AES Tietê; depois ele foi solto

A AES Tietê, em parceria com a ONG Instituto Pró-Carnívoros e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) do ICMBio/MMA, participa do projeto “Lobos do Pardo”, que tem como objetivo avaliar as ameaças à sobrevivência dos lobos-guarás encontrados na região da bacia do Rio Pardo. O projeto também procura traçar estratégias para melhorar as condições de sua sobrevivência. No final do mês de janeiro, o oitavo lobo-guará foi capturado em São José do Rio Pardo. Na região, que inclui não só São José, mas Mococa, Caconde e outros municípios nos quais a AES Tietê atua, este foi o 23º lobo-guará monitorado, desde que a parceria com as duas outras instituições teve início.

Este 8º lobo-guará “rio-pardense”, um macho saudável, recebeu o nome de Ricco. Ele é de grande porte, tem aproximadamente dois anos de idade e pesa 27,5 quilos. “Na captura, o lobo Ricco não se mostrou agressivo. Nele foi colocado uma coleira com tinta refletiva e um brinco de identificação. Inicialmente, vamos monitorar este animal por meio de armadilhas fotográficas espalhadas na região, como a maioria dos lobos vem sendo acompanhada”, explica Guilherme Freitas, analista administrativo de meio ambiente da AES Tietê.

O projeto busca contribuir para o avanço de estudos e pesquisas, cujos resultados poderão ser aplicados em políticas públicas ou ações institucionais de conservação ambiental. O projeto Lobos do Pardo foca no direcionamento de estratégias de conservação para aumentar as chances de sobrevivência a longo prazo da espécie, que atualmente está listada como vulnerável à extinção no estado de São Paulo.

Com essa nova captura, já são oito (8) lobos acompanhados de perto pelo projeto. Um total de 22 lobos são monitorados desde o início de 2018 pelas lentes das armadilhas fotográficas espalhadas ao longo de 1.800 km2 nas imediações das Usinas Hidroelétricas de Caconde, Euclides da Cunha e Limoeiro. Destes, sete lobos foram aparelhados com coleira de monitoramento por GPS e transmissão de informações via satélite. Todos os lobos capturados têm sua saúde avaliada constantemente a partir do primeiro contato.

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