terça-feira , 16 agosto 2022
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Cabo Henrique do Corpo de Bombeiros foi entrevistado durante o Jornal do Meio Dia

Número de incêndios na região duplicou em comparação a 2021

De janeiro até o momento, foram registradas 76 queimadas em área de vegetação

Em 2021, São José do Rio Pardo e região enfrentaram grandes problemas com incêndios em áreas de vegetação, durante o longo período de estiagem. Para se ter uma ideia da proporção das queimadas, apenas no ano passado, segundo dados da Defesa Civil, as autoridades ligadas à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente registraram 5.025 focos de incêndio no estado.

Os incêndios florestais são considerados uma das maiores ameaças à biodiversidade e conservação ambiental, causam a morte de animais silvestres, prejudicam a vegetação, aumentam a poluição do ar, diminuem a fertilidade do solo e podem levar até mesmo à interrupção do fornecimento de energia elétrica.

O Cabo Carlos Henrique de Souza, do Corpo de Bombeiros de São José do Rio Pardo, que é responsável por cinco municípios da região, participou essa semana do Jornal do Meio Dia, da Rádio Difusora, e falou sobre a questão dos incêndios.

Durante o período de estiagem, o Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo, promove durante todos os anos a operação Corta- Fogo. “Nos mobilizamos para um maior número de atendimentos relacionado a incêndio de vegetação. Aqui em nosso município, temos um programa junto com a Secretaria da Agricultura, que está mobilizando os agricultores, as equipes que trabalham em sítios, fazendas. A orientação é feita junto com o policiamento ambiental, policiamento de área local, do sistema AgroRede que está relacionado a informações. Temos um programa de acionamento e prevenção que tem dado resultado”, disse Henrique.

“Esse trabalho que o Corpo de Bombeiros está realizando junto com a Prefeitura, vem sendo feito todos os anos. Além dos bombeiros, temos os agricultores e as pessoas da região, que trabalham próximo aos locais, e estão passíveis também de serem acionados como colaboradores e voluntários para ajudar nos combates aos incêndios. Esse trabalho de prevenção foi focado nos primeiros atendimentos, até porque nem todos os locais são acessíveis para uma viatura do Corpo de Bombeiros, que foi feita para incêndios estruturais, então contamos com voluntários e com a colaboração para podermos atuar nessas áreas”, explicou. 

De acordo com o bombeiro, a corporação em conjunto com o município, tem reunido agricultores e colaboradores em algumas propriedades do município e região, para ministrar treinamentos sobre combate a incêndios.  “Mostramos como se faz os primeiros combates até a chegada dos bombeiros no local, e principalmente no tocante as prevenções que podem ser tomadas no local para evitar grandes incêndios”.

Do início de janeiro até julho de 2021, foram 46 incêndios em vegetação na região. Já em 2022, o número duplicou, de janeiro até o momento, foram 76 incêndios. Segundo cabo Henrique, a maior parte das ocorrências são causadas por fatores humanos.

“A maioria dos incêndios são criminosos. Dificilmente temos fatores que podem estar relacionados com a natureza, mas são muito raros. Há algumas ocasiões em que os bombeiros conseguem identificar a causa do incêndio, saber como ele surgiu. Em outros casos precisa de perícia técnica para descobrir”, concluiu.

Bombeiro fala sobre prevenção ao afogamento

Em 2021, a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) adotou uma Resolução sobre Prevenção Global de Afogamento, em que 25 de julho foi designado como o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, que é considerado uma das maiores causas de morte no mundo todo entre crianças de 1 e jovens até 24 anos de idade.

Durante a entrevista para a Rádio Difusora, cabo Henrique aproveitou e também comentou sobre o assunto, motivo de alerta inclusive para muitos pais de crianças pequenas.

“Quando falamos sobre prevenção do afogamento, temos que entender que ele está relacionado ao meio líquido, que vai desde uma simples bacia com água, até o mar. Na nossa região, onde temos cinco cidades sob a nossa jurisdição – Tapiratiba, Divinolândia, Itobi e Caconde, além de São José do Rio Pardo, todas essas cidades fazem divisas e são limitadas pelo Rio Pardo, então temos uma área muito propícia para afogamento. O corpo de bombeiros, atualmente, sempre vem atendendo ocorrências que estão relacionadas a esse tipo de acidente”, contou.

Segundo o profissional, considerando as estimativas de registros médicos, uma pessoa pode ser reanimada de 15 a 20 minutos após a submersão, no entanto, não é uma regra. “É uma questão relativa, porque vai desde o momento que a pessoa submergiu, até o momento que ela é encontrada, mais os procedimentos de reanimação. Um fato importante também a ser considerado, são as pessoas que conseguiram visualizar e ter a precisão do momento exato em que a vítima submergiu”, disse.

“Nunca devemos deixar uma criança sozinha. Quando a criança for acessar a piscina, é muito importante que de preferência ela tenha um equipamento regularizado pelo Inmetro, como salva-vidas ou boias próprias para crianças. Além disso temos a opção da prevenção anterior a isso, que é a edificação do local onde se encontra a piscina. Muitas pessoas colocam grades de proteção de acordo com a altura das crianças, são cuidados primordiais para ter uma maior tranquilidade. Mesmo assim, quando as crianças estão nesses locais, não devemos desgrudar os olhos delas”, aconselhou. 

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