quinta-feira , 2 julho 2020
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Daniel Tardelli e Fernanda Botezelli foram entrevistados novamente pela Difusora FM

Desemprego eleva atendimento da Assistência Social em 60% na cidade

Quanto aos moradores de rua, há 24 recebendo atualmente o benefício do Bolsa Família

O secretário Daniel Tardelli, da Secretaria da Assistência e Inclusão Social (SAIS), e Fernanda Botezelli, educadora social, foram entrevistados novamente pela Difusora FM esta semana. Falaram sobre a influência da pandemia no atendimento às famílias que ficaram sem emprego e revelaram que isso aumentou 60% de março para cá. A entrevista foi conduzida por Paulo Sérgio Rodrigues e Luis Fernando Benedito.

“O que se observa é que essas pessoas vão à Secretaria em bandos. Outro dia havia 8 pessoas da mesma família, sendo que uma só seria atendida e os demais ficariam todas do lado de fora. Não há necessidade disso. Eles devem, sim, procurar o serviço usando máscara e estaremos sempre à disposição”, recomendou o secretário. “Atendemos 60% a mais do que tínhamos de público (antes da pandemia) e agora com uma equipe reduzida”.

Essa equipe reduzida, conforme explicou, é formada atualmente por 34 servidores, de um total de 50 da SAIS. Por conta da Covid, alguns estão em casa por conta da idade e outros estão afastados por razões diversas, incluindo amamentação.

Famílias carentes

Sobre as 400 famílias ou pessoas do município em situação de pobreza, que ele e Fernanda haviam mencionado em uma entrevista anterior, uma boa parte delas foi contemplada com o auxílio de R$ 600 do governo federal e recebeu cesta básica da SAIS. Essas cestas, segundo Daniel, foram o resultado de eventos e iniciativas voluntárias promovidas por colaboradores e que beneficiaram muitas famílias da cidade. Também máscaras foram doadas a muita gente necessitada.

O secretário salientou a ajuda prestada pela Secretaria Municipal de Educação à SAIS, mediante doações de alimentos: “E tudo cadastrado. A Kátia, com tanto rigor, colocou até um quilo e 200 gramas de cheiro verde na lista, além de salsinha, mandioquinha, cebola, coisas que estavam em freezer. Estes itens eu entreguei ao Asilo Lar de Jesus, que passou por aquela situação tão delicada, e à Casa Bom Pastor. A Educação, portanto, também tem colaborado conosco”.

R$ 30 mil da Câmara

Indagado sobre R$ 30 mil que a Câmara destinou do duodécimo à Prefeitura para aplicação na SAIS ao atendimento dos moradores de rua, Daniel afirmou que os trâmites dessa doação estão no Jurídico da Prefeitura. A intenção é transferir ao PEVI o gerenciamento desses recursos, por ser uma entidade já acostumada com esse público alvo. “Caso a parceria venha a se confirmar, temos que ter a prudência de escolher uma casa no centro da cidade. Houve o trabalho na Casa de Passagem e, é importante citar, (uma nova casa) requer a participação da Guarda Municipal porque existem conflitos. E, além disso, agora tem o Covid. Então, se houver a parceria será com o PEVI utilizando possivelmente o dinheiro da Câmara ou o dinheiro que o governo federal irá disponibilizar”, prosseguiu o secretário.

Fernanda confirmou que essa parceria continua em estudo. Ela explicou que os moradores de rua, em sua opinião, devem primeiro passar por um atendimento no CREAS e, depois disso, serem encaminhados à casa que vier a ser destinada para esse trabalho, para higiene pessoal e pernoite. “Também pensamos nos que não são da cidade. Como já temos uma verba de passagem intermunicipal, poderíamos também fazer esse atendimento e encaminha-los para seus lugares de origem. Mas tudo ainda está em análise, não há nada fechado ainda e estamos esperando pelo Jurídico”.

Daniel mencionou a Lei dos Benefícios Eventuais, mediante a qual o Estado de São Paulo favorece 400 municípios paulistas com cestas básicas, auxílio funeral, passagens de ônibus. São José receberá R$ 14 mil, sendo que R$ 11 mil serão destinados para compra de cestas básicas (quando a verba vier).

CREAS e CRAS

O CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social) está com sede na rua Treze de Maio, 522, e ali são atendidas pessoas vítimas de violação e que necessitam de acompanhamento familiar ou individual, trabalho feito por uma assistente social e uma psicóloga. Há também uma educadora social encarregada de acompanhar menores infratores com liberdade assistida, enquanto Fernanda faz a parte da abordagem social. Idosos também são atendidos lá.

O CRAS, Centro de Referência de Assistência Social, é considerado a porta de entrada para os benefícios sociais do município, enviados pelo governo federal. São José tem um CRAS no Cassucci e outro no Vale. Neles são acolhidas famílias a serem encaminhadas ao CadÚnico, local em que é gerado o cadastro para o NIS (Número de Identificação Social), ou seja, a identidade da pessoa perante o governo federal, para que tenha direito a participar de mais de 20 programas assistenciais.

Orçamento da SAIS

Daniel disse que a SAIS recebe entre 3% a 4% do orçamento municipal, percentual que ele considera muito pouco. Indagado se o prefeito irá destinar ao setor alguma parcela dos R$ 6 milhões que receberá, em parcelas, do governo federal, o secretário disse acreditar que Ernani já deva ter seus planos, “mas se tiver algum investimento que possa ser revertido para a área social, será muito bem-vindo”.

“Antes dessa pandemia, estávamos comendo o pão que o diabo amassou. Há mais de um ano não recebíamos nada do governo federal e, quando vinha, era em parcelas picadas. E, por parte do governo estadual, não havia um aumento dos valores em relação até as entidades que nós repassamos pelos trabalhos que são prestados. Então, a ideia é trabalhar com os recursos estaduais e, sobretudo, com esse recurso federal, para o qual estamos elaborando um plano de trabalho”, concluiu Daniel.

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