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Creche do Cassucci sofre a 4ª invasão no ano

Creche do Cassucci sofre a 4ª invasão no ano

Emeb Natal Bortot teve mais um ato de vandalismo, com várias destruições

 

A Emeb Creche Natal Bortot, no bairro Carlos Cassucci, foi alvo de invasão e vandalismo na madrugada de domingo para segunda-feira, dia 10. Foi a quarta invasão ocorrida só em 2018, causando novamente consternação nos funcionários e pais das crianças ali atendidas.

A coordenadora Natália Mafud Ferracin, de 33 anos, confirmou à Gazeta do Rio Pardo que invasão aconteceu através da sala do Maternal, onde houve a destruição de várias coisas e furto de cobertores, rádio e jogos, além de objetos de uso pessoal de uma professora. Paredes e teto também foram atingidos com tinta.

Em seguida, os invasores foram a outra sala e fizeram muita bagunça, levando algumas lembranças que seriam entregues às crianças. Logo após eles se dirigiram ao pátio da creche e quebraram a árvore de Natal que havia sido montada pela instituição neste mês. Por fim, desligaram os disjuntores, deixando o prédio sem energia elétrica e, em consequência, causando a perda de vários alimentos.

Natália explica que a tristeza maior foi chegar na manhã de segunda-feira e verificar in loco o que havia acontecido. “Ficamos devastados! Temos um trabalho diário, temos muito amor pela escola, muito carinho pela comunidade e pelas nossas crianças. A gente trabalha duro pra conseguir as coisas aqui, as coisas não vêm fáceis. Então, chegar e encontrar o nosso patrimônio destruído foi muito ruim”, admitiu.

Ela lembrou ainda os prejuízos materiais sofridos com o vandalismo, pois será preciso repor os cobertores, o rádio e os jogos. Foi preciso cancelar o atendimento às crianças naquele dia porque não havia condições de fazer as sopas dos bebês, já que os alimentos congelados haviam estragado porque os disjuntores foram desligados. Policiais militares foram chamados e estiveram prontamente na creche, mas só puderam fazer o boletim de ocorrência. Como não há pistas ou denúncias de quem seriam os autores, ninguém foi preso por enquanto.

É preciso denunciar

Natália pediu que se alguém souber alguma coisa sobre o ocorrido, se tiver alguma denúncia concreta a fazer, que ligue no 190 e avise a polícia militar. Lembrou que os maiores prejudicados são os próprios alunos e pais que ali colocam suas crianças – e, por conseguinte, o próprio bairro Carlos Cassucci e arredores. “A gente não pode deixar de denunciar porque o que temos aqui é importante para a gente, importante para a comunidade, importante para as crianças”, confirmou.

“No tocante às perdas materiais, o prejuízo não foi muito. O que assusta é o vandalismo, a crueldade das pessoas, porque entraram, aos meus olhos, para destruir. Jogar tinta na parede, tinta no teto, estragar material, jogar tudo para o chão.O que chocou a gente foi o vandalismo, a falta de respeito”, lamentou a coordenadora.

Alunos e equipe

Natália afirma que a EMEB Creche Natal Bortot é uma escola que sempre está precisando da colaboração da comunidade onde está localizada. Por esse motivo, qualquer doação dos moradores para substituir o material roubado ou danificado nesse ato de vandalismo será bem-vinda.

A creche atende uma média de 122 crianças, do berçário à Fase 1, funcionando em período integral. A partir de 2019, no entanto, a Fase 1 deixará de ser oferecida. Há 14 professores atuando na instituição, seis ADIs (Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), duas merendeiras, três encarregadas da limpeza e ainda a própria Natália como coordenadora.

FOTOS

Invasores jogaram tudo no chão e deixaram muita sujeira exposta

Natália Ferracin (sétima da esquerda para direita) e funcionárias da creche

 

Poços: ‘Intramuros’ flagra plano em presídio

Estão no presídio de Poços de Caldas duas mulheres presas pela Polícia Civil por suspeita de levarem drogas para a unidade prisional durante as visitas íntimas. As prisões fazem parte das investigações da operação “Intramuros”, realizada em agosto deste ano.

Durante a investigação da Agência de Inteligência Policial, os investigadores chegaram até as duas mulheres, esposa e filha de detentos. A equipe interceptou uma ligação em que um dos detentos avisa a companheira sobre a entrega da droga na casa dele. Ele ordena que ela pese e pague pela droga e ainda para que levasse a droga para o presídio no dia da visita íntima.

No decorrer das investigações, as suspeitas foram monitoradas e, na sexta-feira, os policiais flagraram o momento em que uma das envolvidas fazia a entrega de um tablete de maconha e uma porção da mesma droga em uma bexiga na casa da segunda suspeita, no bairro Santa Augusta.

No interior do imóvel, os investigadores apreenderam também uma balança e embalagens plásticas usadas no tráfico. Já na casa da mulher que fez a entrega foram apreendidos mais 7 tabletes de maconha, 50 gramas de cocaína e 6 celulares, baterias e cabos USB em papel carbono e fita isolante visando burlar o detector de metais do presídio.

As duas mulheres foram presas em flagrante e levadas para a unidade prisional. Os detentos que iriam receber o material também foram identificados e serão indiciados por tráfico e associação ao tráfico de drogas. De acordo com o delegado Cleyson Brene, as investigações continuam.

Desde agosto, quando foi desencadeada a primeira fase da operação, a Polícia Civil de Poços já prendeu três pessoas que levavam drogas para dentro do presídio. Duas delas eram esposas de detentos. Outros dois detentos também foram identificados.

 

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