segunda-feira , 18 janeiro 2021
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Gisele Flausino, responsável pela Vigilância Epidemiológica, fez novo balanço dos casos de Covid

Coronavírus: Município entra em fase de estabilidade

Coordenadora da Vigilância diz que expectativa pela mudança de fase é grande, mas sem relaxar

No dia 6 de novembro a rádio Difusora entrevistou novamente Gisele Flausino, responsável pela Vigilância Epidemiológica, no “Jornal do Meio Dia”. Ela fez um balanço do cenário de casos do coronavírus na cidade, falou da possibilidade da região passar à fase verde no dia 16 e outros assuntos.

Estabilidade

Gisele começou a entrevista mencionando a atual situação dos casos da covid-19 no município. “Estamos em dias estáveis. Porém continuamos com um acompanhamento desses números para ver se a partir desses dias de estabilidade vamos conseguir nos manter dessa forma, esperamos que sim”, relatou.

“É justamente o cenário que encontramos hoje no município que nos deixa em dias estáveis. A maioria dos casos positivos são pessoas com sintomas mais leves. Acredito que isso se dê ao fato das pessoas estarem procurando atendimento já no início dos sintomas, isso é muito importante, faz com que possamos intervir e acompanhar já no começo da doença. Por conta disso, atualmente temos duas pessoas internadas na ala Covid. E faz três dias que não temos nenhum paciente na nossa UTI. As duas pessoas que estão internadas estão em estado moderado na enfermaria. Isso é uma notícia boa”, destacou.

Segundo Gisele, o município tem atualmente 31 pessoas com a doença ativa. “A maioria, como citei, são casos mais leves, que estão sendo acompanhados nos domicílios”, afirmou.

Dia de finados

“No feriado de segunda-feira, Finados, fizemos uma parceria com a Fundação Educacional. Os alunos do curso técnico de enfermagem foram até a entrada do cemitério e verificaram temperatura, disponibilizando álcool em gel e orientando os munícipes que adentravam o local. Teve bastante movimento, mas foi constante ao longo do dia, não ocasionando períodos de aglomeração. O principal objetivo foi esse, evitar aglomeração”, completou a enfermeira.

Possível mudança de fase

Gisele afirmou que mesmo que a região consiga passar para a fase verde do Plano SP, não significará um relaxamento. “Será uma flexibilização, expansão da capacidade de atendimento mas com juízo e responsabilidade. Se a situação se agravar em questão de casos e mortes, como antes, imediatamente regrediremos para o vermelho, e teremos que fechar tudo”, alertou.

A reclassificação do Plano SP estava marcada para ocorrer no dia 6, sexta-feira. Mas o governo do estado resolveu alterar a data para o dia 16 de novembro, um dia após as eleições. “Nossa expectativa é conseguir permanecer nessa fase de estabilidade para podermos avançar para a verde. A diferença entre a amarela é verde, não é que vai flexibilizar mais setores, pelo contrário. Nós só iremos ampliar a porcentagem. Hoje trabalhamos com 40%, na verde a capacidade será de 60%”, explicou.

“As Vigilâncias Epidemiológicas da região conversam o tempo todo, temos reuniões semanais com a nossa regional, e a expectativa é que passaremos para a fase verde. Claro que algum imprevisto pode acontecer, mas é a primeira vez que estou com a expectativa de que vamos conseguir avançar. Só que o mais importante, é conseguirmos nos manter depois”, destacou Gisele.

“Estamos alcançando a vitória de poder passar de fase, retomando a economia e os esportes, graças a todo o trabalho que temos feito até agora, que foi muito sacrificante para todos. Conseguir flexibilizar é realmente uma vitória, mas não podemos relaxar e regredir”, reforçou a entrevistada.

Velórios

Segundo Gisele, para os velórios permanece a orientação de evitar aglomeração e manter o distanciamento. “Pedimos que as pessoas tenham bom senso com relação a número de familiares, distanciamento, mesmo nesse momento doloroso, e o sepultamento tem que ser feito de acordo com os protocolos que todas as funerárias já estão seguindo”.

Retomada dos buffets

Na fase amarela, é permitido utilizar até 40% da capacidade dos locais de eventos feitos por buffets. “Tudo vai depender da capacidade do local que sediará o evento. Temos todas as realidades de buffets e de salões. De acordo com o local contratado terá que ser trabalhado os 40%, respeitando o espaço físico onde será realizado”, informou.

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