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Conservatório de Tatuí aguarda decreto para evitar cortes

“Se isso acontecer, e vamos torcer para que aconteça, é motivo de bastante alívio e alegria”, diz Juliano

O governo do Estado de São Paulo anunciou possíveis cortes nas verbas destinadas à Cultura, envolvendo também o Conservatório de Tatuí e, consequentemente, o Polo Musical de Rio Pardo, que está instaurado na cidade desde 2006 e atende cerca de 200 alunos de vários municípios da região. Gazeta procurou o coordenador do polo, Juliano Marques Barreto, para falar sobre a atual situação do Conservatório.

“No início do ano de 2019, fomos chamados a Tatuí, onde nossa assessoria pedagógica e direção executiva, nos informou sobre um suposto corte que o governador do estado de São Paulo estava querendo fazer para as diversas pastas e secretarias. E que para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, esse corte geraria em torno dos 23%. Isso foi um motivo de bastante apreensão para nós, porque esse corte poderia limitar e até encerrar algumas atividades do Conservatório. Vale ressaltar que aqui em São José do Rio Pardo é a única extensão que segue as mesmas diretrizes, tanto pedagógicas quanto administrativas da nossa sede, que é o de Tatuí”, relata Juliano.

Segundo ele, a diretoria executiva participou de diversas reuniões, indo até São Paulo, para tentar reverter, evitar ou até amenizar o corte, se possível. “Todas as outras notícias sobre isso, fomos nos atualizando através das mídias sociais. Facebook, o próprio site do Governo do Estado e do Conservatório. Até teve um pronunciamento do Secretário do Estado de Cultura, sobre não ter mais esse corte.  Se isso realmente acontecer, e nós vamos torcer para que aconteça, é motivo de bastante alívio e alegria, uma vez que o polo de Rio Pardo atende mais de 25 cidades, temos vários grupos artísticos e pedagógicos que tocam aqui e em toda região. Os nossos alunos saem daqui para as melhores universidades, para os melhores grupos e temos alunos até no exterior”, comenta o coordenador.

“Não tivemos uma posição oficial ainda, nem da nossa diretoria executiva. E eu creio que esse decreto evitando o corte saia em breve pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Não têm um prazo para isso, mas espero que saia o quanto antes”, revela.

Juliano destaca as comoções que estão sendo feitas por todo o estado de São Paulo para evitar o corte. “Estamos vendo diversas manifestações. Não só o conservatório seria atingido, mas a EMESP, Museus, Pinacotecas, grupos de dança, entre outros. Muita coisa seria prejudicada. Deveríamos partir da premissa que cultura é educação. Cultura não é gasto, é investimento. Nós tiramos jovens das ruas, damos uma atividade para eles, um direcionamento. Temos pessoas que até vivem de música, se tornam professores. Enfim, a cultura é extremamente importante para todos, em todas as fases da vida. Então eu acho que se houver essa sensibilização dos nossos administradores, creio que vão evitar o corte”, completa.

Por enquanto as aulas do Conservatório permanecem sem alterações. “Estamos a todo vapor, as aulas continuam, temos diversos convites para concertos em Rio Pardo e fora da cidade. Continuamos normalmente até as próximas orientações”, finaliza.

Juliano Marques Barreto, coordenador do polo de Rio Pardo

 

Por Júlia Sartori

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