segunda-feira , 12 abril 2021
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Cidade tem três homicídios em 4 meses

Outros dois casos suspeitos foram descartados pela polícia civil, mas município deve cair no ranking sobre segurança

São José do Rio Pardo deverá cair algumas posições no ranking estadual acerca dos municípios paulistas mais seguros, que leva em conta principalmente a questão dos homicídios e assaltos a mão armada. Durante um certo período a cidade não teve homicídios e isso pesou para sua ótima classificação em anos anteriores.

Neste ano de 2020, porém, a situação mudou. Só no mês de novembro aconteceram duas mortes violentas – na funcionária de um supermercado no dia 30 e de uma idosa de 72 anos no dia 15 -, sem contar mais uma suspeita de assassinato (não confirmado) no dia 7. E no dia 24 de outubro houve outra suspeita, envolvendo um homem de 82 anos, mas também neste caso isso não foi confirmado.

O homicídio mais recente aconteceu dia 30 de novembro, no bairro São Bento, região do Vale do Redentor, quando uma moradora de 42 anos, Roseane Santos Cerqueira, foi morta pela sobrinha de 16 anos por asfixia. O crime chocou a cidade porque a vítima, funcionária de um supermercado em São José do Rio Pardo, era conhecida de uma parte da população e havia trazido a sobrinha da Bahia para cuidar dela. Seu corpo foi escondido pela autora em um guarda-roupas e só foi achado no dia seguinte ao homicídio.

Na madrugada de 15 de novembro foi morta uma mulher de 72 anos, na Rua Itororó, Vila Pereira. Ela foi assassinada pelo próprio irmão, de 63 anos, que depois fugiu e tentou se matar num córrego da região central da cidade, mas não conseguiu. Foi preso e enviado para a cadeia pública de Casa Branca, ficando à disposição da Justiça. O crime foi presenciado pela sobrinha do autor e neta da vítima, uma jovem de 16 anos, que viu quando ele, ajoelhado ao lado da cama da irmã, segurava-a pelo pescoço para enforca-la. Uma faca foi achada no local e também teria sido usada no homicídio.

Suspeitas não confirmadas

Dois outros casos recentes e suspeitos de homicídio no município não tiveram essa qualificação confirmada. O jornal contatou o delegado Cristiano Fávaro esta semana e ele descartou a hipótese de assassinato em ambos, embora ressalvasse que os inquéritos só ficarão conclusos após o resultado final dos laudos periciais. 

O primeiro desses casos ocorreu no dia 7 de novembro, nas margens da rodovia SP 350, quando moradores encontraram um homem de 44 anos caído e chamaram a ambulância da Renovias, que o levou ao Pronto Socorro Municipal. Sem documentos, ele foi internado na UTI em estado grave por suspeita de hemorragia, sendo identificado depois como R.Z., residente em um sítio do município. Ele faleceu depois e a polícia, naquela ocasião, levantou a hipótese de “suspeita de homicídio”. O delegado assegurou que o mais provável foi que ele morreu por overdose.

O segundo caso, também inicialmente suspeito de homicídio, aconteceu na noite de 24 de outubro, quando foi encontrado sem vida um homem de 82 anos no Sítio Fartura. Ele estava no chão de uma das casas da propriedade, com a cueca abaixada, um furo na perna direita na altura do joelho, uma corda amarrada no pulso esquerdo e toda a casa estava revirada. O delegado Cristiano afirmou que não houve homicídio e ele faleceu por conta do próprio estilo de vida que levava.  

Outra morte, mas por legítima defesa

No dia 9 de agosto aconteceu o assalto ao escritório de advocacia no centro de São José, que resultou na morte de um dos autores. Ele foi atingido por uma bala disparada pela arma de uma das vítimas, que agiu, segundo a polícia civil, em legítima defesa.

Atropelamentos fatais

São José teve também, entre setembro e novembro, dois atropelamentos com vítimas fatais, sendo que o primeiro foi causado por um motorista que, segundo a polícia, estaria bêbado. A vítima, em setembro, foi um homem de 48 anos que faleceu na Rodovia Lupércio Torres no dia 5 de setembro. O delegado disse, porém, que o motorista conseguiu provar que a vítima entrou na frente do carro.

E em novembro, no dia 25, em um acidente ocorrido no cruzamento da Praça Tiradentes com a Rua Dr. João Gabriel Ribeiro, um ônibus rural atropelou e matou um homem de 57 anos.

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