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Governador João Doria é neto de rio-pardense

Governador João Doria é neto de rio-pardense

Raul Spínola Dias, seu avô, nasceu em 1896 na Fazenda Tubaca, em São José

Ogovernador João Doria Jr é descendente direto de rio-pardenses, sendo neto do engenheiro agrônomo Raul Spínola Dias, que nasceu na Fazenda Tubaca em 21 de outubro de 1896. Raul casou, em primeiras núpcias, com Silvia Vieira de Moraes, mãe de Maria Silvia Moraes Dias, que, por sua vez, foi a mãe de João Dória.

Maria Silvia era empresária do setor têxtil, tendo nascido em 5 de dezembro de 1937 e falecido em 11 de agosto de 1974, segundo o livro Capitão Vicente e Seus Descendentes, de autoria do empresário rio-pardense Eduardo Dias Roxo Nobre. Casou-se com João Agripino da Costa Doria, advogado, psicólogo, ex-deputado federal pela Bahia (1962/1964).

Da união de Maria Silvia com João Agripino nasceram João Doria Jr (jornalista, ex-secretário de turismo e ex-prefeito da cidade de São Paulo e agora governador) e Raul Fernando Dias Dória (publicitário).

Ambos são descendentes, portanto, da tradicional e numerosa família Dias de São José do Rio Pardo, dentre a qual se destacou, entre outros, Francisquinho Dias, que hoje empresta o nome a uma das principais ruas do centro da cidade.

Francisco Spínola Dias, o Francisquinho Dias, nasceu em 19 de agosto de 1895 e faleceu no dia 21 de dezembro de 1960. Foi agropecuarista, líder político e teve grande atuação na vida rio-pardense. Influenciando dirigentes de órgãos do governo, trouxe vários benefícios para São José do Rio Pardo. Foi casado com Maria Antonieta Junqueira de Andrade, com quem teve o filho único Osmany Junqueira Dias, que se destacou também na nossa comunidade.

Carreira

João Agripino da Costa Doria Júnior, 62 anos incompletos, nasceu em São Paulo em 1957. Iniciou a carreira na propaganda e na TV. Nos anos 80, foi presidente da Paulistur, estatal de turismo, na prefeitura de Mario Covas. Doria ficou mais conhecido nos anos 90 após virar apresentador do Show Business, um talk show com empresários e personalidades do mundo econômico.

Em 2010 ele substituiu Roberto Justus como apresentador do reality show O Aprendiz. Em 2016, apadrinhado por Geraldo Alckmin (PSDB), venceu as prévias para disputar a prefeitura pelo PSDB. Dizendo-se um gestor e negando a política tradicional, ele foi eleito no 1º turno com 53,3% dos votos válidos.

A gestão de um ano e cinco meses na prefeitura foi marcada por polêmicas. Assim que assumiu, se vestiu de gari. No entanto, não conseguiu melhorar a zeladoria como havia prometido. A principal vitrine do primeiro ano de gestão foi o programa Corujão da Saúde, que contratou exames de hospitais particulares para acabar com a fila para os procedimentos na cidade. Depois disso, a fila voltou a crescer e o tempo de espera não chegou a atingir o máximo de 60 dias, como prometido.

No final de 2018 João Doria venceu a apertada disputa para o governo paulista por cerca de 700 mil votos a mais que Márcio França, o outro candidato. Na posse oficial dele e de sua equipe de secretários no dia 1º de janeiro, o destaque ficou para a ausência de Gilberto Kassab, que está respondendo a processos judiciais por conta de cargos anteriormente ocupados em São Paulo e/ou Brasília.

O grande desafio de João Doria agora é recuperar a confiança dos paulistanos. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em abril, quando Doria deixou a prefeitura para concorrer ao governo, 66% dos moradores da capital paulista acreditam que ele agiu mal ao renunciar. Além disso, 47% dos paulistanos consideram sua administração ruim ou péssima.

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Raul Spínola Dias, em pé (o segundo da esquerda para a direita), era avô do agora governador paulista

João Doria e a esposa Bia, que é formada em educação física

Secretariado escolhido pelo governador, com ausência de Gilberto Kassab

 

BOX

Cassado no regime militar,

pai dele morou na França

João Agripino da Costa Doria, o pai do agora governador de São Paulo João Doria Jr., nasceu em 1919 em Salvador (BA). Foi deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC) quando o regime militar assumiu o controle sobre o Brasil, em 1º de abril de 1964. Ele foi cassado nove dias depois, perdeu os direitos políticos por dez anos e optou por deixar o país, indo morar na França com a família, de onde retornou após o fim do regime militar.

 

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