terça-feira , 16 agosto 2022
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( Imagem divulgada pelo site da Cooxupé-Guaxupé)

Cooxupé teme a falta de fertilizantes

Contratos futuros de exportação do café para países em conflito também estão suspensos

A Cooxupé, importante cooperativa de cafeicultores que reúne produtores desta região paulista e do Sul de Minas, ainda não foi afetada pela falta de fertilizantes, mas a questão preocupa.

Segundo Humberto Souza Moraes, gerente do Núcleo Rio Pardo da Cooxupé, a logística dos fertilizantes já estava complicada nos últimos meses, desde que entraram em vigor sanções econômicas em Belarus, provocando o fechamento de portos e dificultando as exportações de fertilizantes. Agora a situação foi agravada totalmente por conta da invasão russa na Ucrânia.

“Por enquanto as empresas que fornecem para a Cooxupé ainda têm do estoque”, comenta Humberto Moraes, explicando que a cooperativa não compra diretamente dos russos e ucranianos, mas sim de empresas importadoras.

Ele observa que a demanda em alta vai afetar os preços. “E hoje as empresas não têm nem preço para nos passar. Não estamos conseguindo comprar e nem vender para nossos cooperados”, completa.

A cooperativa também está preocupada com o café que vende para a Rússia. Vários contratos futuros de exportação já estavam fechados e poderão ser suspensos ou cancelados.

Humberto afirma que a logística da exportação também estava prejudicada, pela falta de contêineres. “Agora, com a guerra, fica mais complicado ainda”.

A cooperativa ainda aguarda o desenrolar do conflito, para poder avaliar os impactos no mercado de exportação do produto.

Até outubro

De acordo com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil deve aguentar até outubro, podendo afetar a safra de verão, no final de setembro e outubro. A chamada safrinha, de meio do ano, principalmente a de milho, já está assegurada.

A Rússia é o principal fornecedor dos fertilizantes ou matérias-primas para o mercado brasileiro. Há ainda a Belarus. Mas com o comprometimento da logística dos dois países, restaria ao Canadá abastecer a necessidade brasileira, entretanto, a procura lá deve aumentar também, gerando atrasos nas entregas ou mesmo a indisponibilidade dos produtos.

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