sexta-feira , 20 setembro 2019
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Redes Sociais e Jogos Mortais ampliam suicídios

Redes Sociais e Jogos Mortais ampliam suicídios

Afirmação é da advogada Damaris Moura, palestrante do evento “Quebrando o Silêncio”

 

Foi realizado na noite de 22 de agosto, no Espaço FEUC, o evento “Quebrando o Silêncio”, que abordou os problemas do Suicídio e Feminicídio. A palestrante foi a advogada Damaris Moura, presidente licenciada da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB de São Paulo, sendo também membro da Comissão de Vitimologia e Criminologia daquela OAB.

Ao falar sobre Suicídio, Damaris informou que, no Brasil, de 2002 a 2012 houve um aumento de 40% dos casos envolvendo crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos. E, segundo ela, as duas principais vilãs para esse aumento são as novas tecnologias e os Jogos Mortais.

“As novas tecnologias têm sido apontadas hoje como uma das causas de suicídio. Essas novas tecnologias ou o uso indiscriminado da internet leva ao isolamento social. Como, porém, os indivíduos foram feitos para conviverem socialmente, o isolamento social desumaniza as pessoas. E elas podem se aprofundar tanto no isolamento social, apenas se relacionando virtualmente com outras pessoas, que isso desumaniza a pessoa ao ponto dela perder o interesse por viver em sociedade, em comunidade, em família”.

Sobre os Jogos Mortais, Damaris lembrou que, atualmente, eles estão disponíveis de forma ainda mais facilitada aos jovens, o que lhes aumenta consideravelmente o perigo. A advogada alertou para a necessidade de os pais ou amigos desses jovens ficarem próximos a eles, serem solidários, não ficarem só censurando. “Você pode não ser um profissional do comportamento humano, nem um psicólogo ou um médico, mas você tem ouvido para ouvir, braços para abraçar, ombro e colo para alguém ser acolhido. Então empregue aquilo que você tem de melhor nas pessoas que vivem este dilema”, aconselhou.

 

Feminicídio

Promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) de São José do Rio Pardo, o evento fez parte de um projeto educativo realizado desde 2002 em países da América do Sul. O Feminicídio (assassinato de mulheres) no Brasil foi o outro tópico abordado pela advogada.

Segundo Damaris, isso já é considerado uma questão de saúde pública porque uma mulher é vítima a cada uma hora e meia no país. A palestrante falou que o maior obstáculo a esse problema é o silêncio da vítima, o que incluiu idosos, jovens e crianças que sofrem violência.

Ao final de sua entrevista à Gazeta do Rio Pardo, concedida ao repórter Luis Fernando, Damaris deixou o número do Centro de Valorização à Vida (CVV), cuja ligação é gratuita:  188. Neste número as pessoas poderão ouvir mensagens de autoajuda e encorajamento, especialmente as que sofrem com depressão.

A advogada Damaris Moura falou também de feminicídio: problema de saúde pública

 

Público numeroso no Espaço FEUC, onde aconteceu o evento “Quebrando o Silêncio”

 

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