sexta-feira , 23 outubro 2020
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O mato arrancado entre as leiras de repolho ajuda a reter um pouco a umidade do solo

Produtor confirma: sol forte e falta de água tem afetado as plantações

Essa escassez de água foi confirmada quinta-feira, 8 de outubro, pelo produtor rural e sitiante Marcelo Cesar de Andrade, que arrenda dois hectares e meio de terra na região conhecida como Sertão Grande, próxima ao Cassucci. Marcelo está com produção de alface e repolho na propriedade, mas relatou ao jornal o que ocorreu nas últimas semanas por conta do calor.

“Aqui aonde estamos deve ter chegado a 45 graus no período da tarde na quarta-feira desta semana. E a gente aguenta só porque, de manhã, faço a irrigação por aspersão e isso deixa a terra molhada por um período. O problema é que teve dias que não havia água no brejo (córrego) pra gente puxar e aí tudo o que foi plantado sente”, lamentou.

“E mesmo agora, depois da chuva que deu alguns dias atrás e da melhora no volume de água do córrego, é preciso molhar mais a terra para não perder a plantação. Estou gastando bem mais água e energia elétrica nessas últimas semanas por conta desse calor”, continuou, explicando que a alface é a que mais sente o sol excessivo.

Marcelo conta que, toda manhã, liga o sistema de irrigação durante 40 minutos, alcançando toda a área plantada. “Você pode observar a área da alface. Tem lugar que ela pegou bem e tem lugar que não deu muda nenhuma ou deu bem menor. Não foi por irrigar mais uma área que a outra. Foi pelo sol forte mesmo e porque faltou água algumas semanas atrás”, disse.

Ele comenta também que a alface está em falta no mercado, talvez até em função desses problemas já mencionados. Na roça, ela é vendida em grades e cada grade estava cotada esta semana a R$ 12. Já o repolho de Marcelo ainda demorará um mês ou 40 dias para ficar no ponto para a colheita e venda.

Marcelo diz lutar para recuperar os prejuízos que a pandemia lhe causou. “Os meses de março e abril são os melhores para a venda de alface e repolho. No começo da pandemia eu tinha 8 mil grades de alface para vender e o repolho, que estava sendo vendido a 25 reais, caiu para 10 reais no final de março. Fecharam os restaurantes e lanchonetes e eu tive um prejuízo de 100 mil reais. Estou tentando reverter isso”, concluiu.

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