terça-feira , 10 dezembro 2019
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Michela Teixeira apresenta os objetivos de seu projeto sobre a ONG ‘Asa Amiga’

Ex-jogadora profissional de vôlei cria ONG para mulheres

‘Asa Amiga’ quer ajudar as deprimidas e conseguir sustento para as mulheres que sofrem violência

Michela Teixeira, natural de São José do Rio Pardo e ex-jogadora de vôlei profissional, está implantando uma ONG para as mulheres rio-pardenses.  O objetivo da “Asa amiga”, é trabalhar com um coletivo de mulheres, desde idosas, vítimas de violência doméstica e habitantes da periferia.

“Hoje estou com um projeto de uma ONG, que irá fazer um trabalho com as mulheres, para apoia-las e acolhe-las, no sentido de tira-las de dentro de casa, onde temos a ideia de começar com as idosas, para que não fiquem deprimidas, sozinhas, além de trabalhar o combate à violência contra as mulheres”, destaca.

 

 “Nossa sede ainda está em construção, mas a ‘Asa Amiga’ já está atuando nessa proteção. Estamos procurando a Delegacia da Mulher, que tem em Rio Pardo, mas a maioria das mulheres não sabe. Além disso, estamos correndo atrás da cooperativa de lixo reciclável para dar um sustento para essa mulher que sofre violência doméstica, mas não sai de casa porque depende do marido”, explica Michela.  “Nossa sede ainda está em construção, mas a ‘Asa Amiga’ já está atuando nessa proteção, pois se uniu ao grupo de mulheres existente chamado “Coletivo de mulheres TODAS Rio Pardo”, prosseguiu

“Quanto as idosas, queremos leva-las à nossa sede, para fazer bordado, organizar um chá da tarde, para que elas tenham companhia e passem a tarde lá, porque muitas ficam deprimidas por conta da solidão”, continua.

“Para conseguirmos manter o básico da ONG, faremos ações para arrecadar dinheiro como vender pizza, fazer um bingo. Para cada grupo de mulheres, uma ação diferente será trabalhada”, diz Michela.

Para mais informações sobre o projeto, entre em contato pelo telefone (19) 99757-5210

Esporte

Segundo Michela, o esporte ensina a disciplina. “Você entende que tem que viver no coletivo, porque sozinha você não consegue fazer nada, ele te dá o respeito ao outro, é muito importante. Devo ao esporte tudo o que vivi, os países que conheci, os idiomas que aprendi a falar, como polonês, italiano, um pouquinho de francês, inglês e espanhol. O esporte transforma vidas”, encerra.  

Carreira no vôlei levou-a a vários países da Europa

Michela começou cedo no voleibol, nas aulas de educação física da escola Professora Stella Couvert Ribeiro, com a professora Lurdinha, que descobriu seu talento para o esporte.

“Desde pequena sempre adorei esporte. Na verdade eu jogava futebol na rua com os meninos. Mas quando estudava no Stella a dona Lurdinha percebeu meu potencial e me mandou para o Tartarugão. Depois disso fui jogar com o Paulinho Ferreira no Rio Pardo, em seguida comecei a carreira profissional. Aos 13 anos fui para Ribeirão Preto como jogadora profissional, porque já recebia como uma atleta. Joguei em Serra Negra, São José do Rio Preto, Bauru e joguei a Super Liga por Londrina, Paraná”, relembra. 

“Em 2000 fui para a Espanha e participei de um campeonato, fiquei por lá. Fui para a Suíça, Itália, fiquei cinco anos na Polônia e joguei na Alemanha”, completa. “Infelizmente tive um problema nos dois joelhos, precisei fazer uma cirurgia que não correu muito bem, aí tive que encerrar a carreira. A ideia era jogar até os 40, mas não consegui”.

Entrevista: Paulo Rodrigues

Texto: Júlia Sartori

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