segunda-feira , 12 abril 2021
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Lucas Vaz, sócio-proprietário do aplicativo Alfred foi entrevistado por Gilmar Ishikawa durante o Jornal do Meio Dia

Alfred já atua com 260 estabelecimentos e atende cerca de 10 mil pessoas na cidade

Aplicativo funciona como franquia e foi aberto em São José do Rio Pardo em fevereiro de 2020

Lucas Vaz, sócio-proprietário do aplicativo Alfred, um dos serviços de entrega a domicílio que mais cresceram em São José do Rio Pardo após o início da pandemia, foi entrevistado pelo Jornal do Meio Dia (Difusora) esta semana. Ele explicou inicialmente que, no Brasil, o Alfred (nome dado em referência ao mordomo do Batman) surgiu em Ribeirão Preto e logo se expandiu no país.

“A ideia é ter um aplicativo que faça tudo pra você, tanto é que o Alfred não entrega só comida, mas a gente trabalha com pet shop, farmácia, tendo até a opção do ‘peça o que quiser’. A gente faz serviço de logística, então realmente é um mordomo de bolso e a gente trabalha para caminhar no sentido de superaplicativo, de tudo um pouco, colocando mais funcionalidade além do delivery, para ser uma ideia de unir prestação de serviços dentro de um aplicativo só”, disse ele.

Lucas recorda que trabalhou no Alfred de Ribeirão Preto quando estava concluindo uma faculdade e, quando voltou para São José, abriu uma franquia da marca em fevereiro de 2020. “Hoje já são mais de 90 franquias pelo país inteiro. Voltei para cá, que é minha terra, montei sociedade com o Bruno e abrimos o Alfred aqui”.

260 estabelecimentos

Segundo ele, em São José do Rio Pardo o aplicativo já trabalha com mais de 260 estabelecimentos. Quanto aos motoboys, Lucas lembra que eles atuam “como nuvem”, ou seja, não têm vínculo algum com a empresa e trabalham para o aplicativo quando solicitados. Hoje cerca de 60 deles prestam serviços de entrega para o Alfred, havendo os que trabalham diariamente e os que atuam esporadicamente.

“O intuito do Alfred é a gente estar servindo como uma ferramenta para o empreendedor em Rio Pardo e a nossa remuneração vem de facilitar isso. Tem sido legal, a gente trabalha com uma comissão, sem um valor fixo, buscando ser remunerado de acordo com aquilo que entregamos, por isso não colocamos nada fixo para nenhum estabelecimento ou entregador. Mas a gente ganha cerca de 15 por cento em cima das corridas e uma comissão sobre o produto dos estabelecimentos”, revelou .

Entregadores e clientes

Lucas destacou também que o entregador “é um cara guerreiro, que passa por vários pontos, pelo estabelecimento e pelo cliente, dando-nos depois um feedback e a gente vai assim acompanhando (o trabalho de cada motoboy”.

Quando as atividades do Alfred começaram em São José, 90% da clientela estava na região central da cidade, mas depois se espalhou pelos bairros porque, segundo Lucas, muita gente perdeu emprego e começou a produzir algo na própria residência. “Enxergo o Alfred como um gerador de oportunidades. A gente está aí para oferecer uma ferramenta para essas pessoas que estão precisando realmente”.

Cadastro inicial

No primeiro contato com os estabelecimentos ou pessoas que queiram o serviço do aplicativo, o Alfred checa horários de entrega, se querem utilizar motoboys próprios ou terceirizados, etc. “Aí, após feito o cadastro, a gente passa o login e uma senha, eles entram na plataforma e começamos a atuar juntos”, explicou.

Ajudando desempregados

Segundo ele, valeu a pena o investimento feito na franquia e a pandemia encurtou o retorno financeiro, que estava previsto para ocorrer bem depois. “Mas gosto de destacar sempre o lado humano da coisa. Tem muita gente que perdeu o emprego e, mesmo em alguns estabelecimentos em que o delivery representava só 30 por cento da renda da pessoa, ele teve, de repente, que viver só disso. A gente fica muito feliz em saber que temos ajudado as pessoas a enfrentarem melhor esse momento”.

Conselho

Como empreendedor, Lucas aconselha pessoas que queiram produzir algo a começarem com pouco, divulgarem entre amigos e irem aos poucos aumentando o produto oferecido. “Quando comecei aqui, muitos me falaram que não daria certo porque São José é pequena e as pessoas não estava acostumadas a usar aplicativo. Mas o mundo inteiro estava partindo para isso e seria impossível São José ficar dentro de uma redoma . Hoje, só aqui na cidade (o Alfred dele atua também em Mococa), atuamos num universo de 10 mil pessoas”, concluiu.

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