Sem dinheiro, patrocínio e orçamento, evento vai ficar para o próximo ano, diz presidente do DEC
Prometido para setembro e adiado para a última semana de novembro, o Festival de Música da Primavera não acontecerá mais neste ano. Quem informa é o presidente do DEC, Agenor Ribeiro Neto, que vem falando constantemente sobre as dificuldades financeiras para tocar o projeto adiante.
Criado no final dos anos de 1980, sem uso de dinheiro público, bancado por patrocínio da iniciativa privada e por recursos oriundos de bilheteria, o Femp teve várias edições, interrupções e retomadas – a última delas em 2015, com financiamento obtido também do setor privado. O retorno da atração foi uma das propostas de campanha do atual prefeito.
Segundo o presidente do DEC, houve problemas para levantamento dos patrocínios, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAc) do Governo do Estado. Ele afirma que o calendário eleitoral dificultou a captação.
Agenor havia comentado ainda que buscava uma grande atração musical – artista de renome, do cenário nacional, para se apresentar no evento, mas tinha apenas R$ 50 mil para investir, sendo que a maior parte dos shows estão muito acima disso: Alceu Valença, Diogo Nogueira, Zé Ramalho, Gabriel Sater foram alguns dos nomes que segundo ele têm o perfil do festival, mas os custos estão bem acima da capacidade de caixa do DEC.
As inscrições para o festival, segundo ele, tiveram participantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Rio Grande do Sul e Amapá, que passaram na seletiva inicial e serão mantidas para uma próxima data. De São José do Rio Pardo foram 16 músicas inscritas.
Com o adiamento, o maestro diz que a data futura para o festival será como antes, na abertura da Primavera, nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2023. A data, segundo ele, favorecerá a captação de recursos, via Proac e também Lei Rouanet.