Dez mil agulhas são encontradas nas ruas
Comerciante as viu e avisou a Prefeitura, que enviou o serviço de coleta de lixo
O serviço da coleta de lixo de São José do Rio Pardo recolheu segunda-feira, 26 de novembro, cerca de 10 mil agulhas incorretamente descartadas em uma calçada da Rua Siqueira Campos, próximo ao estádio do Bonsucesso. Ao presenciar as caixas no local, um comerciante acionou a Prefeitura.
Aparentemente sem uso, o material estava em caixas fechadas e as embalagens continham informações quanto ao lote, data de fabricação (2009) e prazo de validade (2014). Os produtos foram recolhidos e encaminhados ao serviço de incineração.
A Prefeitura aproveita a oportunidade para alertar sobre o risco que esse tipo de material pode causar aos funcionários da Coleta de Lixo ou mesmo aos cidadãos, crianças, idosos, adultos ou aos animais de estimação.
Recomenda às empresas para que, diante da necessidade de descartar esse tipo de material, acionem o Serviço da Coleta de Lixo (3682-7828), o qual adotará as medidas necessárias e seguras para a destinação final dos produtos.
(Assessoria de Imprensa)
As caixas com as agulhas foram recolhidas da calçada da rua Siqueira Campos
Promotora pede ajuizamento da ação por ato de improbidade administrativa
Na quinta-feira, 29 de novembro, a promotora de justiça Marília Molina Schlittler tornou público o conteúdo da ação de responsabilidade civil por ato de improbidade administrativa a ser ajuizada, se seu pedido for acatado, contra o prefeito Ernani Vasconcellos e filhos, contra a clínica oftalmológica da qual a família é proprietária e ainda contra a Prefeitura Municipal.
A promotora menciona o contrato 151/2017, firmado entre a Prefeitura e a clínica oftalmológica, para prestação de serviços de oftalmologia aos servidores públicos municipais, com dispensa de licitação.
Após várias argumentações, a promotora conclui seu pedido de ajuizamento pedindo a suspensão imediata do contrato entre a Prefeitura e a clínica; a notificação das partes acusadas na referida ação; e o início da etapa de apresentação da defesa dos mesmos, para que, ao final de todo o processo, o juiz possa formular sua sentença.
Pede ainda a devolução do dinheiro pago pela Prefeitura pelos serviços prestados pela clínica durante a vigência do contrato (cerca de R$ 78 mil). E, se as partes denunciadas foram condenadas, pede a perda das funções públicas e dos direitos políticos dos acusados pelo período previsto em lei.
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Ernani diz que só falará algo após tomar ciência do teor
O prefeito Ernani Vasconcellos foi procurado na manhã de sexta-feira, 30 de novembro, antes mesmo de ir para a Prefeitura, por Luis Henrique Artiolli Tobias (Difusora AM) para falar sobre o assunto.
Ele disse que não havia recebido, até aquele momento, qualquer intimação ou documento para assinar e tomar ciência do teor ou conteúdo da denúncia formulada pelo Ministério Público.
Ernani explicou que, assim que chegasse na Prefeitura, procuraria averiguar se já havia chegado alguma intimação oficial da parte do Ministério Público para se manifestar e, posteriormente, preparar sua defesa. “Vejo assim: não se pode investigar o prefeito e sim o ato, o objeto que ele é acusado. Esse ato ou teor eu não sei”, comentou, dizendo ainda que não vê redes sociais, nem faz por elas quaisquer postagens.
“Na Câmara e no Ministério Público, eu só fui ciente de que abriram alguma coisa, mas o teor de um e o teor de outro, eu não sei”, reiterou. “Depois disso, depois de eu saber o que aconteceu e o teor, o objeto daquilo que está sendo proposto ou denunciado, a gente vai tomar providência e aí eu vou me pronunciar”.