Quatro meses após o início das negociações entre patrões e empregados e dois meses depois da data-base dos empregados no comércio, ainda não há perspectiva de acordo entre as partes.
As discussões acontecem em São Paulo e delas tem participado, como diretor da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, o presidente do Sincopar rio-pardense, José Ibrahim Cury.
Ele e mais dois diretores patronais – um de Bauru e outro de Catanduva – vêm mantendo reuniões periódicas com representantes da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo, mas a situação chegou a um impasse.
Falando à Gazeta sobre o assunto, Ibrahim explicou que as negociações tiveram início entre junho e julho e que a data-base dos comerciários é em 1º de setembro. A proposta patronal inicial, superior ao índice inflacionário de 4,4% verificado entre setembro de 2008 a setembro de 2009, contemplava três faixas de reajuste: 8,2% para empregados das grandes redes, 7,2% para funcionários das EPP (empresas de pequeno porte) e 6,2% para os que trabalham nas ME (microempresas). Com isso, haveria uma redução de 5% para empregados das EPP e de 10% para as de ME, em função do menor potencial pagador dessas empresas.
Em contrapartida, a classe patronal pediu um horário diferenciado de 25 horas semanais, o que, no entendimento dos patrões, beneficiará as empresas e empregados por permitir a contratação de pessoas para os finais de semana e feriados. Dessa forma, estaria aberta a possibilidade de todas as empresas funcionarem aos sábados, domingos e feriados, como já ocorre com as grandes redes na maioria das cidades.
A Federação dos Empregados, porém, não aceita esse horário e vem lutando por jornada única de 40 horas semanais, segundo informações que constam na edição de julho/agosto da revista “Repórter Fecomerciários”, daquela entidade.
A negativa dos representantes dos empregados no último encontro, ocorrido há poucos dias na capital paulista, levou os três representantes patronais, incluindo Ibrahim, a oferecer apenas 6% de reajuste linear, ou seja, igual para todos os trabalhadores no comércio, independente do porte da empresa em que trabalham. O impasse, assim, permanece.
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