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25-07-2011 - 11:17:59
A cachorrada está solta pelo centro
Felínio Freitas

Caetano Veloso cantou: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João...”. Alguma coisa também acontece no meu coração quando cruzo ou pelo menos tento cruzar/transitar a rua 13 de Maio com a Coronel Marçal, aqui em Rio Pardo. No caso, eu tenho medo de ser mordido pelos cachorros que vivem naquela região. O bando de tão famoso até foi carinhosamente apelidado de a “Gangue peluda”.
Certo domingo fui até a Padaria Riopardense comprar pão para o café da tarde e fui surpreendido pela “Gangue”. Dei meia volta e tive que ir por outra rua para chegar à minha casa. Quando morava na rua Francisco Glicério também fui “atacado” por cachorros que transitavam por aquela região. Em frente à locadora JB Vídeo, também é possível ser alvo de cães para os desavisados que passam depois das 10 horas da noite.
Ao contar a história para um conhecido fiquei sabendo que algumas pessoas que não querem mais os seus cães arremessam esses bichos dentro do canil mantido pela União Rio-Pardense Protetora dos Animais (Unir). É de se ficar horrorizado ao imaginar essa cena. Pelo que soube de uma voluntária da Unir, atualmente o local possui cerca de 200 cães.
Assim como em outras cidades, também acredito que aqui em Rio Pardo existam pessoas que acabam cuidando desses animais, mesmo sem ter um espaço físico adequado ou até mesmo condições financeiras.
Acredito que nenhum ser humano gostaria de ser arremessado por cima de um muro ou ser abandonado em caixas de papelão no sol, em matagal ou até mesmo em bueiros com apenas alguns dias de vida, como geralmente ocorre com gatos e cachorros. Seria importante pensar que os animais também sentem fome, dor e além de tudo precisam ser respeitados/cuidados, e que antes de soltar cachorros ou gatos nas ruas, pense que eles podem virar um problema.

Felínio Freitas é jornalista



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