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31-01-2011 - 08:52:02
Estação das chuvas prejudica lavoura
Foto Legenda 1
Comerciantes garantem que abastecimento está normal e preços não aumentaram
Estação das chuvas. É nessa época do ano, que abrange um ou mais meses e vai até meados de março, em que se dá a maior parte da precipitação média anual. No mês de janeiro, entretanto, choveu além de todas as previsões climáticas, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais.
Além das catástrofes ambientais provocadas pelas enchentes, o excesso de água no solo prejudica a agricultura e aumenta o risco de doença nas plantas. Com isso, há perdas na produção e redução da qualidade dos produtos para venda.
“O excesso de chuva e logo depois o sol escaldante atrapalham o crescimento de verduras e legumes, como brócolis, alface, rúcula, cenoura”, conta o proprietário da Banca do Toti, Edvaldo Donizeti Callegari. Mesmo assim, ele garante que o preço dos produtos não foi alterado. “Os pés estão menores, até os clientes notam, mas o preço continua o mesmo”, diz. Isso ocorre, em parte, porque o tempo ruim tem feito com que os produtores comecem a colher as hortaliças antes do tempo.
A mistura de calor e chuva faz com que as folhas fiquem amarelas, enferrujem, quando não apodrecem na horta, principalmente as mais sensíveis como alface, rúcula e repolho. Já os tomates ficam menores e com dificuldade para amadurecer. Geralmente, a qualidade volta a partir de março com a diminuição das chuvas, mas não a ponto de voltar a agradar os consumidores.
“Mudanças bruscas de temperatura sempre são prejudiciais para a lavoura. Nessa época aparecem muitas doenças, como bactérias e fungos”, informa o supervisor da empresa intermediária de Roque Machitte, Reinaldo Giovanelli Barbosa. Segundo ele, por conta desses problemas, os produtores precisam aumentar a quantidade de defensivos na plantação.
A produtora Maria Deuselinda Martins Guerino, do Sítio Belmonte, garante que na sua lavoura a quantidade de agrotóxicos é muito pequena, mesmo nessa época. “A gente chega a perder uma parte da plantação, mas mesmo assim não aumenta o defensivo. Além do fato de que ninguém vai aguentar comer as verduras, esses agrotóxicos são muito caros e o prejuízo fica ainda maior”, explica.
Há mais de 50 anos sua família vive da produção agrícola, atualmente com as culturas de alface, chicória e couve. Apesar de uma vida dedicada à agricultura, Maria confessa que não é uma tarefa fácil. “A gente depende do clima, por isso, tem época do ano que as perdas são maiores que os ganhos, e nem por isso podemos aumentar nossos preços”, diz, completando que “melhor vender pouco do que nada”.

Grande produção agrícola

A rica produção agrícola de São José do Rio Pardo e região permite que os comerciantes tenham muitas opções para aquisição de produtos. “Temos abundância de produção, e isso faz com que os produtos não faltem à mesa do consumidor”, diz Reinaldo Barbosa.
Além da produção local, muitas frutas, verduras e leguminosas são adquiridas de outras regiões do país. “Assim, driblamos os problemas do tempo ruim e seguramos o preço”, declara.

Opções para o consumidor
De acordo com a coordenadoria de comunicação e marketing da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – Ceagesp, a dica é o consumidor fazer a substituição por produtos mais resistentes ou que não foram atingidos pelas condições climáticas negativas, como batata, cebola, berinjela, pimentão, milho verde e mandioca.
“As frutas estão em situação normal, exceto a laranja e o abacaxi, que apresentam problemas em relação à produção; a laranja em razão da maior exportação de suco pela indústria e estiagem, e o abacaxi por problemas na produção do norte do país. O consumidor deve, então, optar pelos produtos em safra, como mamão, uva, melão, melancia, limão, manga e banana, entre outros”, informa a Ceagesp.
Higienização dos alimentos
Frutas, saladas ou legumes e verduras cozidos, antes de irem para a mesa, precisam ter a garantia de que estão livres de bactérias e larvas. E nessa época do ano, com o aumento da quantidade de defensivos aplicados nas plantações, a dica é seguir os procedimentos corretos e ficar de olho!
Solução de vinagre – colocar duas colheres de sopa de vinagre para cada litro de água e deixar as verduras e as frutas mergulhadas neste preparado por 30 minutos. Se existirem larvas vivas, o vinagre não vai matá-las, mas faz com que se soltem das folhas. Então, é preciso passar novamente em água corrente para eliminá-las da salada.
Solução de água sanitária - colocar uma colher de sopa para um litro de água e deixar os alimentos por 15 minutos, para eliminar larvas e bactérias. Depois, lavar em água corrente. Para quem ainda fica com receio do cheiro do produto de limpeza, é só colocar os vegetais em uma solução de vinagre.
Solução com Hidrosteril - vendido em supermercados e farmácias, é um preparado que ajuda a higienizar os alimentos, eliminando larvas e bactérias. O recomendado é colocar duas gotas do produto em meio litro de água e deixar por 15 minutos. Em seguida, é preciso lavar os alimentos em água corrente.

Foto Legenda1: Toti: “O excesso de chuva e logo depois o sol escaldante atrapalham o crescimento de verduras e legumes” Foto Legenda 2: Maria Deuselinda: “A gente chega a perder uma parte da plantação, mas mesmo assim não aumenta o defensivo”

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Foto Legenda 2



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