Flávio Dias da Silva segura cebolas no Sítio Beija Flor: local deverá colher 1.500 sacos
Produtores estão animados: safra é a melhor dos últimos tempos e sem doençasEduardo Eron
Os produtores de cebola de São José do Rio Pardo estão otimistas. Prestes a iniciarem a colheita, que deverá ocorrer a partir do dia 15, eles festejam a ótima qualidade da cebola deste ano e o bom preço no mercado até agora: R$ 50 o saco de 45 quilos, na roça. Caso as condições meteorológicas se mantenham como nas últimas semanas e o preço também, eles acreditam que esta poderá ser a melhor safra dos últimos anos no município e em toda a região. “A cebola deste ano está campeã, bonita mesmo, de primeira”, assegurou o produtor e comerciante Ayrton Feltran. “A única coisa que pode atrapalhar é se chover demais pois, do contrário, a qualidade permanecerá excelente. Como choveu pouco este ano, isso favoreceu bastante a cebola”. Esse clima favorável é, segundo ele, o fator principal do ótimo desempenho do produto nesta safra a ser iniciada, que inclusive apresenta uma produtividade melhor por alqueire semeado. Estima-se que São José produza 10% a mais em 2010, em relação a anos anteriores. Feltran explica que isso ajudou a reduzir drasticamente a aplicação de agrotóxicos na cebola, contribuindo para uma maior economia dos produtores (não gastaram tanto com defensivos, como em outras safras) e para uma qualidade final melhor, o que beneficiará os consumidores. “A cebola gosta deste clima, que também é muito bom para outros produtos como beterraba e cenoura, por exemplo”, prosseguiu. Mercado animado Feltran tem tido contato com outros produtores do município e da região e assegura que “o mercado está animado”. Lembra que a cebola rio-pardense, mais doce que outras, é considerada de sabor mais agradável ao paladar dos consumidores mais exigentes, sendo este também um fator que influencia positivamente o produto. “E com esta qualidade tão boa, a expectativa é muito positiva para este ano”. Feltran recorda que os maus resultados obtidos em anos anteriores deixaram vários produtores locais em situação financeira delicada, o que aumentou ainda mais a esperança de uma boa safra neste ano. “Todos nós estamos precisando por a casa em ordem”, admitiu. “Se o tempo ajudar e se a cebola não cair tanto de preço, os produtores terão lucro este ano”. Ele diz que se o saco de 45 quilos se mantiver, no decorrer da safra, acima de R$ 20 na roça, já resultará em lucro. Outros produtos, embora com cotação menor, também estão apresentando bons resultados financeiros: a beterraba estava entre R$ 11 e R$ 12 na roça; a batata, muito cultivada em Vargem Grande, São João, Mococa e Divinolândia, estava em R$ 50 o saco de 50 quilos (o custo é de R$ 25). Em compensação, a cenoura foi vendida esta semana entre R$ 5 a R$ 7 a caixa e estes preços não são bons para os produtores, assim como o repolho, que está sendo vendido por apenas R$ 1 ou R$ 2 a grade (10 a 12 pés), valores muito aquém do que os produtores esperavam. A cebola, com isso, poderá salvar a situação financeira de muitos produtores rio-pardenses este ano caso o preço se mantenha estável.
Colheita no sítio No Sitio Beija Flor, onde se planta cebola “de meia”, ou seja, em parceria entre proprietário e produtor, acredita-se que na pequena área plantada que aparece na foto sejam colhidos neste ano 1.500 sacos. Flávio Dias da Silva, que na fotografia segura algumas cebolas quase no ponto para consumo, informou que seu pai, Oliveira Flávio da Silva, deverá iniciar a colheita dentro de aproximadamente 15 ou 20 dias. A propriedade está localizada nas proximidades do Sitio Novo.
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Gazeta do Rio Pardo - Fundada em 03/01/1909 | ANO 101