Nesta foto de arquivo, carro é abastecido com álcool no Posto Sitio Novo
Alguns postos de combustíveis de São José do Rio Pardo, a exemplo dos de outras cidades brasileiras, já estão encontrando dificuldades para abastecer seus tanques de etanol (álcool). Os pedidos de novas remessas do produto chegam sempre com atraso, independentemente de os postos terem ou não caminhão próprio. Pelo menos dois postos rio-pardenses teriam ficado sem álcool no último final de semana. No Posto Sítio Novo (perto do Distrito), dos irmãos Carlos e João Missura, o problema já vem sendo sentido desde quando o preço do álcool começou a cair. Carlos citou um exemplo típico e recente dessa dificuldade: “Na sexta-feira, dia 9, enviamos nosso caminhão a Paulínia para buscar álcool. Havia 107 caminhões na fila de abastecimento e o nosso só pode voltar com o produto na segunda-feira, dia 12. Quase ficamos desabastecidos”. O comentário geral a respeito da origem desse problema, segundo Carlos, é o mesmo: os usineiros querem forçar a subida do preço do álcool, que para eles não estaria tão lucrativo quanto o açucar, e o governo quer baixá-lo. Para forçar então a elevação no preço os usineiros estariam segurando o produto, que já estaria faltando até mesmo nas regiões produtoras e distribuidoras, como Ribeirão, Paulínia, Campinas etc. Os gerentes de outros postos locais também confirmaram essas situações citadas por Carlos Missura e se mostraram apreensivos quanto ao abastecimento futuro do álcool em seus estabelecimentos.
Chuvas afetam Na rede Maga, com sete postos em São José e outros na região, um dos proprietários, João Batista Magalhães (Joãozinho), garantiu que, por enquanto, não vem encontrando dificuldade para conseguir o produto. Alegou que, por serem quase todos esses postos de bandeira Petrobrás, esta empresa é obrigada a abastecê-los com álcool. Em contato com o radialista Paulo Sérgio Rodrigues, Joãozinho disse ter ouvido que o desabastecimento que vem ocorrendo em muitos lugares deve-se à dificuldade dos caminhões chegarem e saírem das fontes produtoras de álcool. Essa dificuldade, segundo ele ouviu, é atribuída às chuvas constantes que vêm caindo nesses locais e que, como conseqüência, estariam atrasando toda a cadeia produtiva do etanol.
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Gazeta do Rio Pardo - Fundada em 03/01/1909 | ANO 101