• Notícias
  • |Anuncie
  • |Assine Gazeta
  • |Contato

+ Página Inicial
  • Editorial
  • Mural
+ Notícias
  • Agricultura
  • Artigos
  • Casamentos
  • Cidade
  • Economia
    Empregos
  • Educação
  • Esportes
  • Obituário
  • Policial
  • Política
    Direto Brasília
  • Regionais
  • Religião
  • Saúde
  • Seu Bairro
  • Tecnologia
+ Colunas
  • Francisco Braghetta
  • Marcelo Trecenella
  • Mauro Boaro
  • Rodolpho del Guerra
  • Culinária
 » Francisco Braghetta

23-02-2010 - 08:59:46
Folia morna

Folia Morna

O carnaval em São José continua sendo uma festa popular sem muita expressão. Analisando friamente chego à conclusão que o rio-pardense não é nada carnavalesco. E essa minha afirmação é baseada em muitos anos de observação. Já tivemos alguns picos de boa folia, em outras décadas, quando algum novo modismo se impôs por pouco tempo. Nada durou muito. Como exemplo, nos anos 60 e 70, a onda de blocos de fantasias, os bons anos de autenticidade da Banda do Grelo, a disputa saudável entre os concorridos bailes nos dois principais clubes da cidade, e por aí vai. Tudo foi passageiro, sem criar tradição e renovação. Ao contrário, como o caso da Banda do Grelo, o que se assiste hoje é uma degradante deturpação dos objetivos carnavalescos dos tempos de sua criação. Nos clubes, só a AAR ainda mantém os bailes, para um público mais abastado, com altos investimentos que nem sempre são compensadores. Neste ano a idéia de se fazer os bailes ao ar livre, ao redor das piscinas, deu certo porque o tempo ajudou, não chovendo nas quentes noites. Os bailes populares do DEC, com uma sofisticada e bem organizada estrutura agregam aqueles, principalmente os jovens, que não podem sair para outras cidades da região com mais apelo de animação. Em relação a escolas de samba, nas últimas décadas o destaque continua para o Tradisamba, um autêntico grupo de sambistas que atuam sem nenhum incentivo financeiro. Enfim, o carnaval deste ano foi morno, sem muito para se comentar ou acrescentar. Ainda não explodiu entre nosso povo a vocação de foliões para a cidade ser considerada um marco referencial nos festejos momísticos. Quem sabe algum dia isso acontecerá!

Entrelinhas

A lei estadual que proíbe o fumo em ambientes públicos fechado tem causado um estrago nos negócios de bares, restaurantes e casas noturnas. Fumantes que frequentavam estes ambientes estão migrando para onde ainda se pode fumar sem causar problemas. Aqui em São José os fumantes descobriram que no Restaurante Empório tem uma grande área aberta nos fundos onde podem ficar a vontade sabendo que não estão perturbando os demais freqüentadores da casa, espalhados pelos outros ambientes do concorrido estabelecimento. Lá o público e o faturamento dobraram. Quando se criam opções satisfatórias, sem burlar a tal lei, ganham os comerciantes criativos.

O sucesso do já tradicional e concorrido carnaval de Caconde, e o agora procuradíssimo “point” que é Muzambinho, trouxe muitos foliões turistas para São José. Eles estiveram por aqui apenas para se hospedarem nos bons hotéis que temos. Descansar com conforto é aqui, na hora da folia é por lá. Isso é que podemos chamar de integração turística regional espontânea, pois nada foi programado ou divulgado. Simplesmente estes foliões descobriram que aqui temos uma boa estrutura de hotéis e restaurantes.

Já que o carnaval aqui está difícil de emplacar, o negócio é divulgar a cidade, nos próximos anos, como o lugar certo para se descansar após as festas momísticas nas cidades paulistas e mineiras da região.

Muitos jovens foliões rio-pardenses mais abonados fugiram para carnavais em cidades mais distantes, como Votuporanga ou a estância mineira de São Lourenço.

O carnaval da Associação Atlética Rio-Pardense continua sendo o mais charmoso e concorrido para quem não fugiu da cidade. Só não dá para entender o porquê de a folia tricolor começar tão tarde. Os bailes programados para se iniciarem às 23 horas só esquentam após as 2 horas da madrugada.

No meu programa semanal de entrevistas, logo mais às 12h30, na Difusora AM, vamos conversar com o psicólogo Carlos Eugênio Alves. Além de clínico e professor, Carlos dá assessoria a grandes empresas. Uma conversa atual e esclarecedora sobre a psicologia no mundo moderno. Não percam!

Nossos políticos precisam urgentemente mudar seus conceitos de marketing. Nada mais ridículo do que ver a presidenciável Dilma Roussef no camarote da super pop Madona, no carnaval do Rio de Janeiro.
No Centro de Memória Rio-Pardense, entrada pelo Cine Colombo, já estão expostos as 17 grandes reproduções fotográficas sobre a história da cidade. São fotos dos séculos 19 e 20 que ilustram como era nossa cidade. Essas fotos gigantes foram doadas ao Centro da Memória pelos proprietários do Supermercado Fonseca. Vale a pena uma visita, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 16 horas.

Nesta segunda-feira, às 19h30 na sede do Centro Cultural Ítalo-Brasileiro terá início mais um Campeonato de Buraco. Ainda dá tempo de inscrever as duplas de jogadores. O telefone é 3608-4358.
 



 



+ Publicidade

Gazeta do Rio Pardo - Fundada em 03/01/1909 | ANO 101