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15-02-2010 - 11:49:05
O nosso sossego – parte 2

O nosso sossego – parte 2

Na edição passada comentei sobre a falta de visão dos órgãos municipais quando da concessão de licenças e alvarás para funcionamento de estabelecimentos comerciais sem detalhada análise dos problemas de ordem ambiental que pudessem causar. Sugeri que os órgãos responsáveis, hoje, tivessem mais rigor, analisando os possíveis efeitos danosos às pessoas ao se conceder qualquer tipo de licença.
Coincidentemente no sábado passado dois eventos aconteceram na cidade e acabaram servindo de exemplo para minha tese sobre esses cuidados. Sem nenhuma paixão política, explico melhor e os leitores vão entender meu ponto de vista. No agora batizado “Mercado Cultural”, na Praça Barão do Rio Branco, a Secretaria de Turismo promoveu o “Baile de Máscaras”. Um evento interessante, direcionado para um público adulto na tentativa de se resgatar antigas tradições carnavalescas. A idéia é correta e tem o meu apoio. Mas na escolha do local não foram analisados incômodos que acabaram acontecendo: falta de sanitários em número suficiente para o público que lá esteve, falta de proteção acústica, o que acabou provocando revolta dos moradores ao redor da praça, principalmente quando se apresentou na madrugada uma bateria de escola de samba.
Outro evento, o primeiro aniversário do Club Lounge, um investimento de lazer para jovens, também correto nos seus objetivos, com ambiente bonito e boa estrutura. No entanto acontecem problemas sérios no trânsito com barulho excessivo que os jovens provocam com seus sons e carros nas ruas que circundam o estabelecimento. Tenho certeza que os proprietários do Lounge nunca teriam imaginado, e não queriam causar estes problemas aos vizinhos moradores da Rua José Andreoli e adjacências. Aí volto a insistir, faltou visão e análise do que poderia ocorrer quando foi concedido o alvará de funcionamento. É por isso que abordei o assunto na edição passada e volto a escrever hoje, pois uma administração que quer acertar precisa estudar muito bem os prós e os contra de cada atitude a ser tomada.
Quanto aos dois eventos no sábado passado, só tenho que elogiar as boas intenções dos organizadores, tanto que ilustro esta matéria com fotos que o Zé Mauro Boaro me cedeu. Espero que daqui para frente se planeje com a preocupação de não errar e não causar danos ao bem estar dos cidadãos.

Entrelinhas
Em conversa com moradores, comerciantes e profissionais liberais ao longo da Rua Benjamin Constant, soube que já existe um consenso sobre a bizarra medida da Secretaria de Trânsito permitindo o estacionamento de veículos cada dia de um lado da movimentada rua. Todos concordam que o trânsito está fluindo melhor, apesar da redução de vagas, mas é inconcebível o rodízio de dias pares e ímpares. A grande maioria acha que já se pode determinar a permissão de estacionamento de um lado só, todos os dias. E na opinião dos interessados, o lado direito de quem sobre a rua é o melhor, pois há menos garagens, portanto mais veículos caberão ao longo dos quarteirões. Fica registrado aqui o pedido de vários moradores e profissionais estabelecidos naquela via.

Um assíduo leitor me conta um fato que merece registro. Rio-pardenses adoram a cidade de Poços de Caldas e a freqüentam muito. No entanto muitos folhetos turísticos da estância mineira, incluindo os oficiais, têm mapas indicativos das cidades da região que a circunda, sem o nome e a localização da cidade de São José. Já os folhetos de nossa cidade sinalizam as estradas e cidades da região incluindo Poços. Esta troca de gentilezas entre as duas cidades deveria ser uma constante, pois os turistas de outras regiões distantes poderiam visitar várias cidades que circundam Poços, como São José. A sugestão é para a nossa Secretaria de Turismo pedir aos responsáveis de lá a correção desta falha imperdoável. Os rio-pardenses agradecem!

O colunista Almir Reis, do “Correio Popular” de Campinas e SBT daquela região, está descansando em nossa cidade nesses dias de carnaval, curtindo a natureza e o conforto do Millennium Hotel. Hoje, ao meio-dia e meia, o amigo vai ao meu programa semanal na Difusora AM para contar as novidades da mega cidade que os rio-pardenses também gostam de curtir. Não percam!

Um dado interessante foi revelado nestes últimos dias: 19% dos dentistas do mundo são brasileiros. E o Brasil ainda é campeão na conta destes profissionais, pois temos 220.000.

Desde julho do ano passado, o álcool combustível já aumentou 38%, e somos o maior produtor do produto. Imaginem o preço na entre safra se dependêssemos da produção externa?

O Brasil está mudando a cara das cédulas de nosso real. Mas é a primeira vez nos últimos 68 anos que acontecem mudanças sem alterar o nome da moeda ou cortar zeros, ou seja, sem alterar o padrão monetário. Finalmente uma boa notícia econômica.

Recente pesquisa feita entre estudantes brasileiros, às vésperas dos vestibulares, mostrou que os bons alunos não querem seguir o magistério, o que é um mau indicador para o nosso fraco ensino. Dos bons e bem preparados, só 2% dos estudantes do ensino médio (em escolas públicas ou particulares) cogitam seguir a carreira de professor.

Já os alunos despreparados pertencem ao grupo de 30% que, mesmo com as piores notas no boletim, escolheriam a profissão de professor, o que é muito preocupante.

De acordo com os dados do IBGE e da “Unione Italiana Del Lavoro” o Brasil tem hoje uma população de 182 milhões de habitantes, sendo 26,8 milhões descendentes de italianos, ou 14,7% da população. O estado de São Paulo, com 40 milhões de habitantes, a maior do país, 10 milhões são descendentes dos imigrantes italianos, ou 27% da população. Depois de São Paulo, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, juntos, abrigam mais 10 milhões de descendentes. A região nordeste do Brasil, com 9 estados, tem apenas 200 mil descendentes.



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