l No final da semana passada os amantes do samba de boa qualidade puderam aplaudir de perto os músicos do Exaltasamba. Foi um grande show, ao ar livre, no poliesportivo do Rio Pardo F.C. Mas os moradores do centro da cidade e Vila Pereira, principalmente, não gostaram de ter o sono prejudicado pelo som em alto volume que se espalhou pela cidade. O empresário e produtor de eventos Luciano Magalhães me contou que este problema deve acabar no próximo ano. Uma grande área para eventos está sendo preparada bem longe do perímetro urbano. Uma boa notícia.
No curso Interidades
No dia 20 de outubro, o grupo de participantes do “Interidades”, da UNIP – Rio Pardo teve uma tarde diferente, agradável e motivadora. No programa constava uma Oficina de Sobremesas, contando com a presença de Dona Cotinha de Souza, exímia quituteira, famosa pelas sobremesas elogiadíssimas, com que sempre brinda os convidados dos jantares dos filhos e noras – Wanderley, Carlos Alberto, Maria Rosa e Raquel. Por esse motivo foi dado o nome à oficina de “Doçuras de Dona Cotinha”. A ilustre convidada enviou para digitação algumas de suas mais famosas receitas, tendo o evento atraído muitas admiradoras que vieram prestigiá-la. Foi o maior “Ibope” do curso. Mais do que as receitas famosas que trouxe, às quais acrescentou outras explicadas de improviso, Dona Cotinha encantou a todos pela melhor receita, a sua receita de vida. Narrando suas memórias, relembrou fatos desde sua infância em Igaraí, estudos em Tapiratiba, Guaranésia, Mococa e Casa Branca, até completar a Escola Normal. Depois as aulas na zona rural, por dez anos na fazenda de José Junqueira, indo e voltando a pé. Citando palavras do fazendeiro: “a Cotinha foi a melhor professora que já passou por aqui”. Casada com o Sr. Waldomiro de Souza, farmacêutico já falecido, foi também professora na EE “Tarquínio Cobra Olyntho”, onde se aposentou. Contou que sempre procurou fazer tudo na sua vida da melhor maneira possível e que, “quando chegar lá em cima, não estará devendo nada”. Dona Cotinha tem 94 anos e é um exemplo para todos. Lê o jornal todas as manhãs, prepara suas refeições, está sempre fazendo quitutes para os netos e crochê, muito crochê. A tarde prepara-se para a missa vespertina diária, que nunca perde, na capela do Educandário. Gabou-se de nunca negar suas receitas a quem pede, de passá-las corretamente, sem esconder nada. O segredo de tanto sucesso? Fazer tudo com muito amor, senão tudo “desanda”. Outra informação amorosa: “Nunca gostei muito de sair de casa, quem gostava era meu marido, que estava sempre presente nas festas e me recriminava porque não o acompanhava. Mas sabem de uma coisa? Eu gostei muito de ter vindo aqui”. Muitas palmas recebeu Dona Cotinha, abraços, flores e, quem diria, nessa idade, mais um diploma: diploma de honra ao mérito pela sua brilhante receita de vida. (texto e foto enviados pela diretora da UNIP, professora Carmen Cecília Maschietto Trovatto)

Celina Mendes Saran, Maria Tereza Lauria Dib, Dona Cotinha e Carmem Cecília Trovatto Maschietto
O médico fotógrafo
Paulo Tavares Simas clicou a primavera em flor em trecho da Rui Barbosa, na calçada das residências de Lygia Cagnoni Cobra e Ivanisa dos Santos
Moreira Ribeiro
