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Postos de combustíveis continuam desabastecidos

Postos de combustíveis continuam desabastecidos

Rede Maga ainda tem algum etanol e diesel, mas vários postos ficaram sem combustível

Boa parte dos postos de combustíveis de São José do Rio Pardo está sem álcool, diesel e gasolina desde quinta-feira, dia 24. A Rede Maga, segundo informações de Filipe Magalhães ao repórter Luis Fernando, ainda tinha nesta sexta-feira, 25, um pouco de etanol e diesel na maioria de seus postos, mas pouquíssima gasolina. Se o abastecimento a partir de Paulínia e Ribeirão Preto não for normalizado neste final de semana, também estes postos ficarão vazios. No posto Taurus (R3) a enorme fila de carros verificada quarta-feira à noite esgotou praticamente todo o combustível.

Nos demais postos da cidade a situação é crítica. O posto Petrovic, ao lado do viaduto para a Vila Formosa, está fechado desde quinta-feira. O posto RVM, antigo São Judas, não tem combustível desde a noite de quarta-feira, dia 23. O posto Centro Rio, de bandeira Ipiranga, no centro, tinha diesel na quinta-feira à tarde, já que álcool e gasolina haviam acabado por volta das 11h30; depois o diesel acabou.

Alguns postos já tinham encerrado o atendimento aos clientes naquele mesmo dia, já que não havia nada nas bombas para vender aos donos de carros, nem previsão de quando receberiam novos fornecimentos. O posto Potência, ao lado da Ritmo Veículos e na saída para São Sebastião da Grama, tinha somente diesel na quinta-feira à tarde porque o etanol havia acabado quarta-feira e a gasolina acabou na manhã seguinte.

No Posto RVM, antigo São Judas, tudo havia acabado na noite de quarta-feira, dia 23.

Filas de carros no posto Taurus e no Maga da avenida Brasil, na noite de quarta-feira: combustível acabou

 

 

Saúde prioriza os pacientes com câncer

A secretária municipal de Saúde, Márcia Biegas, afirmou à Gazeta nesta sexta-feira, 25, que a Prefeitura está priorizando, por enquanto, o transporte a outras cidades dos pacientes que fazem quimioterapia e radioterapia. Viagens ocorreram quinta e sexta-feira para Campinas, São Paulo e Barretos com esta finalidade, mas o transporte de pessoas dentro de São José do Rio Pardo para fisioterapia, por exemplo, ou outros procedimentos que não envolvessem risco de morte foi suspenso.

Segundo Márcia, foi preciso que a Prefeitura fizesse uma compra emergencial em um posto da cidade que ainda tinha combustível para assegurar também eventuais viagens neste final de semana, caso sejam de urgência. O posto de gasolina que havia vencido a licitação aberta pela administração municipal para tal finalidade (Potência) ficou sem combustível desde quinta-feira.

A secretária disse, por fim, que por enquanto a chegada de medicamentos ao município está normal.

 

Transporte escolar garantido até quarta-feira

O secretário José Caetano Minus, da Educação, disse na manhã de sexta-feira, dia 25, que não havia muito o que fazer em relação ao transporte escolar dos alunos pela provável falta de combustível. Afirmou, no entanto, que o serviço continuaria ocorrendo enquanto houvesse condições dos veículos se locomoverem.

À tarde, Lucineia dos Santos Agostineli, chefe do Setor de Transporte Escolar,  afirmou à Gazeta, após uma reunião com representantes da Tuga, que a empresa garantiu que continuaria transportando alunos normalmente até quarta-feira da próxima semana – com o diesel disponível na empresa.

Lucineia observou, no entanto, que os perueiros cujos veículos são movidos a álcool haviam conseguido algum combustível e, por isso, alguns deles trabalharam na sexta-feira. Outros, porém, não fizeram o transporte.

 

 

Tuga tem diesel só até segunda-feira

Eduardo Nasser, diretor presidente da Viação Tuga, disse ao jornal que em São José do Rio Pardo reduziu de 20% a 25% a circulação de sua frota de ônibus urbanos, fazendo algo semelhante também em Espírito Santo do Pinhal e em Guaxupé. Nas linhas onde foi possível unir itinerários, como as dos bairros Eduardo Cassucci e Carlos Cassucci, isso foi feito.

Ele acredita ter óleo diesel para a frota de seus ônibus até esta segunda-feira, dia 28, mas se o fornecimento de combustível por parte da Petrobras e o transporte do produto pelos caminhoneiros não forem normalizados nesse período, toda a frota poderá parar nas três cidades. “Os estoques em todos os lugares estão vazios”, assegurou o diretor.

Até a Viação Cometa, segundo ele, que tem linhas de São Paulo a Poços de Caldas e para centenas de municípios em alguns estados do Brasil, reduziu pela metade todos os seus horários.

 

 

Viação Nasser/Santa Cruz cancela 3 horários para SP

Três dos cinco horários diários que a Viação Nasser/Santa Cruz tem com destino a Campinas e São Paulo foram cancelados. A empresa mantém apenas os que saem de São José do Rio Pardo às 7h30 e às 18h30 e esse esquema continua até segunda-feira, 28 de maio. Se o abastecimento de óleo diesel for normalizado, os outros horários poderão voltar já a partir de terça-feira, dia 29; do contrário, isso não ocorrerá. As informações são de Carlos Eduardo Mustafé, responsável pelo guichê da empresa na Rodoviária.

Indagado sobre a reação dos passageiros ao cancelamento dos três horários diários, ele assegurou que têm sido a melhor possível. “O pessoal está sendo super compreensível com a gente e maioria é a favor da greve”, garantiu, explicando ainda que os horários cancelados momentaneamente são os da 05h45, das 11h40 e das 15h20.  Quantos aos ônibus que vão diariamente para São João da Boa Vista, Carlos Eduardo disse que os cinco horários estão mantidos, por enquanto.

 

Petrobras reduz preço de custo, por enquanto

Em meio à greve dos caminhoneiros  a Petrobras anunciou  redução no preço de custo de seus produtos, ao menos por enquanto. O preço do litro da gasolina baixou 0,62%, passando de R$ 2,0433 para R$ 2,0306. Já o do diesel caiu 1,14%, de R$ 2,3351 para 2,3083. O preço final da gasolina e do diesel é composto basicamente por quatro fatores: gasto do produtor ou importador, no caso a Petrobras, incluindo custo e lucro; custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel); tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide) e margens de distribuição e revenda.

Tudo começa com o preço pelo qual a gasolina chega aos distribuidores vindo das refinarias – sejam da Petrobras ou privadas. Além da gasolina pura comprada, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol anidro, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor, em proporção determinada por legislação (atualmente no percentual de 27% por litro). As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor.

Os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos, 11% é o custo do etanol, que, por lei, deve compor 27% da gasolina comum, e 12% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 45% são tributos, sendo 29% ICMS, recolhido pelos Estados, e 16% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro – o de PIS/Cofins, por exemplo, é de R$ 0,7925 por litro de gasolina; a Cide, de R$ 0,10 por litro.

O ICMS, por sua vez, é um percentual sobre o preço de venda – ou seja, cada vez que ele sobe, os Estados recolhem mais impostos.

Diesel

No caso do diesel, os valores praticados pela Petrobras são mais da metade (55%) do preço pago pelo consumidor nos postos; 7% é o custo do biodiesel, que, por lei, deve compor 10% do diesel e 9% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 29% são tributos, sendo 16% ICMS, recolhido pelos Estados, e 13% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

Gasolina teve 12 altas

A Petrobras alega estar adotando, até antes da greve dos caminhoneiros, novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Somente na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos.

Desde julho de 2017, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 54,51% e, o do diesel, de 55,09%, segundo o Valor Online.Em maio, já foram anunciadas 10 altas e 6 quedas no preço do diesel e 12 altas e 3 quedas no da gasolina.

Na sequência dessa matéria estão reproduzidas algumas das medidas anunciadas pelo governo federal e pela ANP quinta-feira à noite , junto com a Petrobras, como tentativa de normalizar o abastecimento no país.

Bandeiras liberadas

A ANP estima que 65% das vendas de gasolina são feitas por postos com bandeira. Hoje o posto bandeirado de uma marca não pode vender o combustível de outra. Medida similar foi tomada para as engarrafadoras de gás de cozinha.

“Desse modo, a flexibilização do modelo oferece alternativa de suprimento por distribuidores cujas bases não tenham sido afetadas pelos bloqueios”, disse a ANP.

No caso do diesel, 66% da distribuição é feita nos postos com bandeira. Para o etanol, o percentual é de 56%.

Mistura de etanol e biodiesel

As adições de 27% de etanol e 10% de biodiesel, respectivamente, na gasolina e no diesel vendido nos postos deixam de ser obrigatórias temporariamente.

“A exigência da mistura torna mais complexa a logística na cadeia de distribuição, pois adiciona o fluxo entre a usina produtora e o distribuidor, o qual, geralmente, é rodoviário. Esse fluxo também está sendo prejudicado pela paralisação, impedindo a realização de mistura em diversas bases que já têm o diesel A e a gasolina A, mas não o biodiesel e/ou o etanol anidro em quantidades suficientes. A flexibilização da obrigatoriedade de adição de 10% de biodiesel ao diesel e de 27% de etanol anidro à gasolina irá liberar os distribuidores a já expedirem os produtos para venda”, disse a ANP.

(Fonte: G1 e Globo)

 

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Nas principais rodovias do país esta foi a cena mais comum: caminhões parando próximos a um posto

 

 

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