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Plano de Carreira é vindicado na FEUC

Plano de Carreira é vindicado na FEUC

Corte da gratificação por mérito mexe com professores da faculdade e causa mal-estar

 

A FEUC, sob nova direção administrativa, está reduzindo despesas e tentando aumentar a receita para sobreviver. Uma das medidas mais polêmicas já tomadas foi o corte da gratificação por mérito, ou seja, da remuneração adicional pela titulação dos professores, que causou mal-estar entre as partes no início.

Sebastião Luis Serafim, diretor administrativo, disse que entrou na FEUC para tentar sanear a parte financeira. “Ela já vem com um déficit financeiro de uns 18 anos para cá, mas nos últimos 10 anos agravou bastante essa situação. Nesse sentido a gente entrou para tentar reduzir as despesas”.

Ele tomou algumas medidas no sentido de cancelar alguns contratos pequenos, como de faxineiras, aluguel de impressoras, provedores de internet e outros, totalizando uma economia de R$ 6 mil mensais.

“E também decidimos que precisaríamos cortar uma gratificação por mérito que os professores vinham recebendo. Foi difícil tomar esta decisão porque a gente sabe da dedicação dos professores, que são muito capacitados. Todos eles têm mestrado ou doutorado. Enfim, eles merecem na verdade uma melhoria de salário, mas isso a gente vai tentar promover num plano de carreira, que é o que falta na FEUC”, continuou.

Parecer jurídico

Serafim recebeu um parecer jurídico contrário à gratificação por mérito dos professores na folha de pagamentos. Ele afirmou que não houve tempo de avisar os professores previamente sobre o corte desse benefício, o que gerou “uma situação difícil, sem dúvida nenhuma” e “uns três dias de um mal- estar entre a direção e os professores”. Explicou, porém, que se pagasse a gratificação em maio, referente aos salários de abril, o Tribunal de Contas lhe cobraria a restituição dos valores à FEUC por considerar tal pagamento ilegal.

Lembrou também que a gratificação por mérito não entra na aposentadoria, sendo esta mais uma razão para que seja elaborado um plano de carreira. Plano, aliás, que Leiri Valentim já vinha trabalhando como diretora pedagógica e que Serafim pretende aproveitar. De qualquer forma, com tais medidas já houve uma redução considerável na folha de pagamento da faculdade.

Mais receita

Além da preocupação em reduzir despesas, Serafim também está focado, junto com a direção pedagógica, em aumentar a receita. Por isso, em agosto será oferecida uma quantidade maior de cursos EAD (Ensino à Distância). Além disso, o curso de Biomedicina, que no início do ano não teve alunos inscritos em quantidade que justificasse a formação de uma turma, será novamente oferecido no vestibular de agosto. Agronomia será oferecida em 2018.

Outra iniciativa da nova direção administrativa da FEUC é buscar junto aos prefeitos da região o custeio de bolsas para os alunos que vêm de suas cidades fazer cursos presenciais. “Estamos com expectativa de mais de 100 bolsas da região advindas das Prefeituras”.

Verba viabilizada

Uma verba de R$ 250 mil, viabilizada pelo deputado federal Silvio Torres (PSDB), está sendo considerada por Serafim como “crucial para a gente finalizar todo o processo de viabilização do curso de Agronomia”. O diretor explica que, diante disso, a FEUC já está entrando na fase de licitação, com quase tudo aprovado junto ao órgão competente, para a liberação desse recurso.

Ele também destacou o empenho do deputado quanto ao convênio da FEUC com a Univesp, resultando atualmente em 50 alunos cursando a Univesp nas dependências da faculdade rio-pardense. Recordou que foi prometido pelo governo estadual que haverá reforma no prédio próprio da FEUC no Jardim Aeroporto, para que duas salas sejam usadas no projeto Etecri.

Serafim agradeceu, por fim, ao prefeito Ernani pelos repasses mensais de tudo o que está previsto em orçamento municipal para a faculdade.

Sebastião Luis Serafim, diretor administrativo:

 

 

 

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Leiri fala em preocupação  quanto ao futuro da FEUC

A diretora acadêmica Leiri Valentin explicou que, com a lei da gratificação por mérito, existente há 14 anos, os professores especialistas ganhavam 12% a mais sobre o valor da hora/aula, os professores mestres 32% e os professores doutores 52%. O valor da hora/aula na FEUC é de R$ 15,79.

“O Conselho Estadual de Educação exige que os professores de ensino superior sejam titulados. Então nos preocupa muito não apenas a questão financeira, que foi um baque (o corte da gratificação por mérito), mas o futuro da instituição sem Plano de Carreira devido ao reconhecimento dos cursos e a liberação de novos cursos para a nossa instituição”, disse Leiri.

A diretora admitiu que houve grande mal-estar entre todos os professores pela forma como o benefício foi tirado, sem aviso prévio. “Todos temos compromissos (a pagar) e os professores ficaram assustados porque não esperavam isso. Quando é algo avisado, que tramita há algum tempo, as pessoas se preparam, mas eles não se prepararam para este corte”.

Ela comentou que já houve um Plano de Carreira elaborado em 2017 e que é uma exigência legal, da qual o prefeito estaria ciente. A presidente do Conselho Estadual de Educação, Bernardete Gatti, teria mencionado isso a Ernani como condição para que novos cursos da FEUC fossem aprovados.

Leiri se mostrou esperançosa de que, através dos vereadores da Câmara, alguma compensação pela perda surja e um diálogo com o Executivo seja aberto.

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