Fundação de Pesquisa testa mudas de citrus

São 300 pés de 15 variedades de laranja, mexerica e lima, para a mesa e não industriais O presidente da Fundação de Pesquisa, Rodrigo de Moraes, explicou que a experiência com laranja ocorre mediante uma parceria entre a instituição e o Escritório de Desenvolvimento Rural vinculado à Coordenadoria de Assistência…

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São 300 pés de 15 variedades de laranja, mexerica e lima, para a mesa e não industriais

O presidente da Fundação de Pesquisa, Rodrigo de Moraes, explicou que a experiência com laranja ocorre mediante uma parceria entre a instituição e o Escritório de Desenvolvimento Rural vinculado à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de São João da Boa Vista. Assim, o experimento é um projeto do governo estadual, que doou as mudas de laranja para São José do Rio Pardo. A Escola Agrotécnica de Pinhal também recebeu projeto semelhante.
“São quinze variedades de citrus. Assim, temos variedades de laranja, mexerica e lima. São todas para a mesa, não para fins industriais. Daqui a cinco ou dez anos os interessados poderão vir visitar a nossa unidade e ver qual variedade estará mais adaptada à região e qual porta-enxerto será a mais adaptada”, previu.
A Fundação de Pesquisa plantou dois tipos de porta-enxertos, um em frente ao outro, a fim de que, futuramente, os produtores percebam qual se adapta melhor à região. São quinze variedades de porta-enxertos citrumelo e quinze de limão cravo. Isto porque, segundo Rodrigo, cada região tem seu microclima diferenciado e tais experimentos deverão contribuir para que haja um impulso à produção de citrus.
Trezentos (300) pés de citrus estão plantados no espaço destinado pela Fundação de Pesquisa à experiência. A expectativa é que os produtores rurais de São José e região tenham nos citrus mais uma opção de plantio em suas propriedades, não necessariamente em larga escala, mas como alternativa de consumo.
“O governo hoje tem duas formas de compra direta do produtor: a da Merenda Escolar e a do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos. Existe uma demanda muito grande na parte de consumo de citrus, principalmente laranja de mesa para as escolas, e não existe oferta porque não tem produção. O estado de São Paulo tem uma vocação muito forte para a laranja industrial e produção de sucos, mas isso dificilmente chegará ao consumidor final de cidades pequenas”, continua.
Ele explicou que a área onde as laranjas foram plantadas foi preparada no início de 2015 e o plantio aconteceu em maio, tendo já ocorrido uma desbrota (retirada dos brotos laterais de uma planta) este ano. Foi feita adubação verde para proteger a terra e a expectativa é de que os pés comecem a produzir laranja dois anos após o plantio, ou seja, em 2018. Isso não significa, porém, que a Fundação de Pesquisa passe a vender tais mudas a partir daquele ano.
“A venda de mudas de citrus é protegida por conta de duas doenças, o cancro cítrico e o grinning. Assim, não é qualquer local em que se pode comprar mudas de citrus. O produtor rural interessado em mudas pode ir na Casa da Agricultura que a gente irá indicar a ele um viveiro adequado, registrado, com mudas fiscalizadas, para que ele faça a compra desses citrus”, esclareceu Rodrigo.

Foco é cebola
Rodrigo esclareceu que o forte da Fundação de Pesquisa é a cebola, especialmente em relação à sazonalidade. O problema de São José e região em relação a outros lugares do país que também produzem cebola é que tudo é plantado na mesma época, ocasionando problemas de competitividade. Em 2015 foi feito uma pesquisa, com um Dia de Campo para demonstrar o resultado, com cebola de verão.
“Faremos as mudas de cebola em dezembro para plantar em janeiro. Provavelmente teremos de cinco a dez variedades de cebola plantadas em regiões quentes do Brasil para ver qual o comportamento delas em São José do Rio Pardo. Ela estará pronta para chegar ao mercado possivelmente em final de maio. Nossa ideia é dar uma opção maior ao produtor rio-pardense”, confirmou.

Outras produções
Em relação a feijão, Rodrigo diz que a região tem dificuldade em conseguir sementes. A Fundação também já trabalhou com beterraba e agora está com uma área grande destinada a mandioca e batata. Em 2017 a intenção é trabalhar com batata não industrial e sim voltada à agricultura familiar, visando a que os produtores vendam-na à merenda escolar.
A Fundação de Pesquisa tem cerca de sete (7) alqueires, correspondendo a aproximadamente 15 hectares de área, mas há uma parte razoável destinada a proteção ambiental. Interessados podem visitá-la no período das 7 horas às 16 horas, na região da Fazenda Santa Lúcia.

Rodrigo de Moraes é o atual presidente da Fundação de Pesquisa
Rodrigo de Moraes é o atual
presidente da Fundação de Pesquisa
As mudas de citrus da Fundação de Pesquisa produzirão em 2018
As mudas de citrus da Fundação de Pesquisa produzirão em 2018

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