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Vereadores vão ao Centro de Alimentação

Vereadores vão ao Centro de Alimentação

Nutricionista Gabriela de Melo falou das compras e dos produtos servidos às escolas

 

Uma semana depois que Maria das Graças Barbosa, presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, falou na Tribuna da Câmara sobre o assunto, o Centro de Alimentação Escolar da Prefeitura Municipal, na Vila Formosa, foi visitado pelos vereadores Luiz Henrique Tobias, Itamar e Paulo Sérgio Ferreira no início desta semana. Os três foram conferir a qualidade dos produtos usados na merenda escolar servida às creches e escolas municipais de São José do Rio Pardo e conversaram com a nutricionista Gabriela de Melo Cândido, uma das responsáveis pelo setor. A outra nutricionista é Priscila dos Reis Silva.

Gabriela informou, inicialmente, que hoje o setor fornece produtos alimentícios para 26 unidades escolares do município, incluindo algumas filantrópicas, atendendo 3.800 alunos. A função do Centro de Alimentação é fazer a compra dos produtos e a distribuição para as escolas, além de acompanhar tudo in loco para assegurar que os alunos estão recebendo o que lhes foi planejado.

“Tudo o que é comprado aqui segue normas e regras, não sendo comprado de forma aleatória, mas estudada. E segue também burocracias para que a compra seja feita de forma correta e justa, sendo efetuada por edital ou pregão. Todos esses produtos que estão aqui passam por este processo burocrático”, revelou a nutricionista.

 

‘Chamamento’

Explicou ainda que, anualmente, há um processo chamado “chamamento”, ou seja, trinta por cento ou mais das compras têm que ser feitas da agricultura familiar – de produtores de São José e região. Essas compras são feitas com verbas federais, geralmente insuficientes para a demanda total do município. Então, simultaneamente ao “chamamento”, é feito o pregão, a compra nos Ceasas com recursos municipais para o suprimento complementar dos produtos faltantes.

“Hoje, aqui em São José do Rio Pardo, a maior parte dos nossos produtos ainda está vindo da agricultura familiar e, assim, estamos conseguindo favorecer os nossos produtores locais. A qualidade é excelente, temos a garantia de que são usados menos agrodefensivos e a gente consegue uma negociação de perto. Tem a sazonalidade, então tem mês que a nossa cenoura está linda, espetacular, mas há meses em que virá um pouco menor, com aparência diferente, mas não que esteja imprópria para consumo”, exemplificou.

Gabriela e uma outra nutricionista não apenas verificam os produtos que chegam no Centro de Alimentação Escolar, mas tiram fotos e as mostram para um agrônomo da Prefeitura. E indagam dele o porquê, por exemplo, que a mexerica em determinado dia está com uma mancha. Recebem a explicação de que nesta época do ano ocorre algo que ocasiona aquilo, mas sem afetar o sabor da fruta. E, segundo a nutricionista, se os produtos que chegam ali realmente não estão bons, há negociação com o fornecedor para que ele os troque por outros, melhores, solicitação que nunca é negada.

“Costumo brincar que eu não acho isso nem no mercado para comprar para minha casa”, assegurou Gabriela. “”Hoje a agricultura familiar manda para mim os melhores produtos dela e, graças a Deus, de ótima qualidade, de sabor impecável, porque, se houver algum problema ou alguma reclamação de escola, a gente troca. Nosso intuito é uma parceria. Pensamos não só na nossa qualidade de fornecimento, mas também no agricultor familiar, na economia local. E o que quero deixar claro é que todos esses produtos que a gente compra e que zela muito para que seja de boa qualidade, é pensando no aluno”, continuou.

 

Congelados

O trio de vereadores quis saber também sobre os alimentos congelados. Gabriela explicou então que são oferecidos as carnes, as polpas de frutas e os pães de queijo. A polpa de fruta também vem da agricultura familiar, enquanto o pão de queijo é de um produtor da região. Quanto às carnes, são das variedades in natura (idêntica às usadas nas casas) e as que têm algum processamento industrial, mas de boa qualidade e dentro dos limites de quantidade permitidos pela legislação. Há as salsichas, mas sem conservantes, de peito de peru e sem aromatizantes, não envoltas em película artificial ou natural.

“A legislação fala que a gente precisa levar em consideração não só a qualidade nutricional, ou seja, quanto que a criança terá de proteína, de carboidrato e de lipídeo, mas também a qualidade emocional dessa criança, o que ela está acostumada a comer, o que a deixará feliz na hora de comer. Então, sim, oferecemos esporadicamente um hambúrguer, um processado como os tequitos, que são os empanadinhos de frango ou a própria salsicha. Os próprios alunos gostam e se sentirão felizes ao comer. Não quer dizer que é todos os dias assim, isso é calculado, o cardápio é montado dentro daquilo que a legislação nos diz, mas também levando o que ela também fala sobre a felicidade emocional do aluno que está comendo”, concluiu.

 

Os vereadores e as funcionárias do setor: tudo feito seguindo a legislação

 

Da agricultura familiar vem boa parte dos alimentos aqui comprados

 

 

 

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