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Start ups e inovação foram detalhados no JONN

Start ups e inovação foram detalhados no JONN

Dorival Dourado e Thiago Cassini falaram sobre suas experiências particulares

 

O evento JONN, que aconteceu em julho em São João da Boa Vita, teve um bate papo muito interessante sobre start ups e inovação, com duas pessoas consideradas especialistas no assunto: Dorival Dourado, natural de Itobi, e Thiago Cassini, nascido em São João. Ambos, porém, trabalham e moram há algum tempo em São Paulo. O conteúdo do que disseram, mediante abordagens feitas pelo professor Pascoal, da Unifae, é sintetizado aqui, na página Questão de Oportunidade.

Tanto Thiago quanto Dorival fizeram um resumo de suas experiências profissionais. Thiago iniciou sua carreira no ano 2000 atuando em uma das primeiras start ups do país, a Buscapé (site de comparação de preços); depois saiu dela para montar sua empresa, a primeira ad networking (rede de entrega de anúncios pela internet) do Brasil, além de outras iniciativas que perduram até hoje.

Dorival Dourado, por sua vez, trabalhou 22 anos no Grupo Abril a partir do início da década de 1990 – quando a Abril se lançou no mercado televisivo e de internet (em 1992 ele fez parte da equipe de criação do Brasil Online, que depois virou a UOL); em seguida trabalhou no grupo Serasa e no Boa Vista SCPC. Mais recentemente iniciou atividades em start ups de tecnologia voltadas à prestação de serviços financeiros, ou seja, virou investidor.

Conexão

Coube a Dorival Dourado acionar a conexão, durante o evento, com Marcos da Easy Crédito – este, falando diretamente de Goiânia (GO). A proposta dessa empresa, que teve investimento de Dorival, é antecipar análises de crédito para empresas ou pessoas físicas que estão fora do mercado por estarem negativadas ou porque não preencheram as inúmeras e burocráticas exigências bancárias – mas que, na opinião da Marcos, têm condições de receber empréstimos e saldar seus débitos.

Em seguida, Dorival retomou a palavra e previu que até 2015 a maior parte das profissões terá passado por inovações tecnológicas sem precedentes no Brasil. Lembrou, no entanto, que hoje as grandes movimentações financeiras está nas mãos dos cinco maiores bancos do país, fato que engessa bastante o mercado. “Mas, ao mesmo tempo, abre espaço para uma série de novos modelos de negócios, uma série de empresas que vêm ocupar este espaço e que consigam entender melhor a demanda do cliente, que chamamos de experiência do cliente. Então, quando a gente fala de empresas de crédito, pessoa a pessoa, você poder captar dinheiro de investidores e emprestar diretamente a quem está precisando, sendo do outro lado pessoa física ou jurídica, ou quando tem cartões de crédito que você opera totalmente pelo APP no celular, quando fala de conta digital, ou seja, é uma grande transformação que está ocorrendo neste momento”, prosseguiu.

Tudo isso, segundo Dorival, faz com que o custo de transação seja reduzido para o cliente por fugir das negociações tradicionais. E esse modelo pode ser aplicado também para o agronegócio, para a educação, a saúde e até mesmo a área do direito. “Hoje existem as empresas de tecnologia na área jurídica, aonde tecnologias novas propiciaram grande desenvolvimento. Não precisa mais de um advogado. Se você tem uma ação hoje e a coloca dentro de uma máquina de inteligência artificial, ela te diz qual probabilidade de ganhar aquele processo, a melhor linha de argumento que tem que utilizar, qual juiz que condena mais ou absolve mais a causa, qual tribunal ou Vara. Ou seja, nosso nível de informatização está chegando a patamares bastante relevantes”.

Cenário atual

Thiago, por seu turno, disse no JONN que incentiva muito seus amigos a serem empreendedores por conta da democratização e expansão da tecnologia no Brasil, com o surgimento das inúmeras start ups. “Acho que hoje o cenário é totalmente favorável para que se crie novos modelos de negócios. Invista na sua ideia, creia em seus próprios sonhos. Eu acreditei no meu, deu muito certo, embora também tenham ocorrido iniciativas dentro do empreendedorismo que não deram muito certo. Mas acho que você tem sempre que buscar se desenvolver, o mercado está aí com fóruns como o JONN e muita informação, vários cursos sobre empreendedorismo e o próprio Sebrae”.

Dorival, ao ser indagado sobre algo que possa falar aos municípios desta região, disse que a região tem uma economia relevante, com uma população jovem expressiva, boas escolas, mas carente de organização da sociedade civil.

 

 

Maria Helena: ‘A paixão pelo tênis ainda perdura’

“Meu esporte começou no grupo Tarquínio Cobra Olintho jogando queimada na escola“. Assim começou a entrevista com a esportista Maria Helena Xavier Barbosa no programa Encontro Marcado, da 88+FM, dentro do projeto Mulher que Faz, que visa contar a trajetória empreendedora de mulheres rio-pardenses.

Há mais de 30 anos no mundo do esporte jogando tênis com o patrocínio da Associação Atlética Rio-pardense e somando mais de 300 troféus na carreira, ela conta que até hoje, quando ainda participa de competições para tenistas de sua faixa etária, recebe o prêmio de melhor em sua categoria: 80 anos.

A esportista lembra as viagens internacionais que ainda realiza para competir e assegura que fez muitas amizades em vários países ao longo das décadas como atleta. “E essas amizades conquistadas nessas aventuras permanecem até hoje”, garantiu.

Maria Helena revela que seu maior sonho é continuar com disposição e jogando para poder viajar a outras nações e continentes por conta do esporte e ainda atuar como tenista representando o Brasil. Ela não deixou de deixar seu recado para os mais jovens: “A nova geração tem obrigação de praticar esportes, senão vai se arrepender no futuro”.

O esporte, segundo lembrou, traz uma condição saudável ao ser humano, independentemente da idade, além de influenciar as famílias, filhos e netos de forma positiva. Ela lamentou, entretanto, o estágio atual do tênis no Brasil, afirmando que falta dinheiro e ele não é mais tão valorizado como antes.

Mesmo assim, Maria Helena incentiva todas as pessoas a praticarem esse esporte sofisticado e garantiu: “Pretendo jogar até quebrar as pernas ou os braços”.

Priscila Abreu, Rayra Romero e Maria Helena no estúdio da 88+FM

 

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