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Solucionado o caso de ataques a bovinos em São José do Rio Pardo

Dos três cães que lideravam a matilha, um foi atropelado e dois recolhidos ao canil

 Equipe do Centro de Controle de Zoonoses – Controle Animal

Equipe do Centro de Controle de Zoonoses – Controle Animal

Os casos de ataques de cães a bovinos na região da Santa Luzia estão solucionados, pois os cães que lideravam outros cachorros nesses ataques já foram identificados e levados para o canil. A informação é da médica veterinária Maria Angela Dal Bon Salvadori, do Centro de Controle de Zoonoses.

Segundo ela, os cães atacavam os bovinos porque estavam sendo alimentados por seus donos ou cuidadores com carne in natura, o que lhes instigava o desejo.

Maria Angela diz que os proprietários do lugar aonde aconteceram os ataques ficaram na espreita para descobrir quem eram os autores, sendo que a pessoa que perdeu os bovinos se empenhou muito nisso. Funcionários do Centro de Zoonoses também foram à região para averiguar e descobriu-se que dois proprietários de cachorros, que já haviam recebido auto de infração, eram os que os alimentavam com carne in natura.

“Um dos animais foi atropelado, sendo então tirado do contato com eles. Os outros dois foram identificados pela pessoa que perdeu os bovinos, retirados e levados para o canil”, confirmou a veterinária. “Conseguimos assim identificar os animais que são os líderes da matilha, pois não eram um ou dois, mas uma matilha que se juntava, mas sempre com esses líderes.”

A veterinária afirmou também que compete ao Centro de Controle de Zoonoses, em nome da Prefeitura, garantir o bem-estar dos animais e a qualidade de vida dos munícipes, enquanto saúde pública. Assim, os animais saudáveis que estão nas ruas permanecerão nelas, mas monitorados pelo órgão e sob a responsabilidade dos respectivos cuidadores, a serem cadastrados na Zoonoses. “Caberá ao Centro de Controle de Zoonoses fazer a vacinação, castração, vermifugação, microchipagem e monitoramento da saúde deles e aos cuidadores a alimentação correta. Se ficarem doentes, os cuidadores deverão entrar em contato para resolvermos o problema. Os animais de rua que forem atropelados, ou estiverem doentes ou agressivos e não tiverem condição de permanecer na rua, não tendo cuidador, serão levados para o canil.”

Lei em vigor

A lei 4.459, criada em 6 de março de 2015, diz que os animais devem ser alimentados adequadamente, ou seja, com ração, para terem bem-estar. A partir deste domingo, 6 de setembro, quem alimentar animais de rua com carne in natura, lavagem, ossos ou comida será orientado e receberá auto de infração. Se continuar alimentando erroneamente esses animais, será multado.

Sobre filhotes deixados em caixas ou colocados em frente o canil, os mesmos correm o risco de morrer em 15 dias, isso porque, segundo a médica veterinária Maria Angela Dal Bon, no canil há vírus circulante da parvovirose e da cinomose, razão pela qual os filhotes não podem ser recolhidos ali. Os donos desses animais é que são responsáveis por eles, cabendo-lhes cuidar da vida dos mesmos. “Eles não podem transferir para o município essa questão. Se eles forem pegos, responderão criminalmente e peço à população que nos avise se vir alguém agindo assim. Abandono de animal é crime.”

 Gastos no período

Maria Angela informa que de janeiro até julho foram gastos R$ 12.435,00 com clínicas médicas veterinárias conveniadas, para o atendimento dos animais capturados. Esses animais foram tratados e depois devolvidos às ruas ou levados ao canil municipal. O valor investido é considerado elevado pela Zoonoses, que a partir de agora só atenderá os animais que estiverem transmitindo doenças para o ser humano ou com risco de vida.

Os atendimentos prestados aos animais nos primeiros seis meses deste ano foram para quatro casos de atropelamentos, para 15 cães e seis gatos doentes, para seis eutanásias de cães, para 41 cães e seis gatos submetidos à castração e para um gato intoxicado. Além disso, dentro do programa Cãociente, mediante o qual o munícipe paga para uma clínica, foram castrados 387 animais. Houve ainda vacinação antirrábica em 48 cães e 48 gatos no posto fixo da Zoonoses, 160 vermifugações, 160 vacinas antirrábica e 160 microchipagens no canil e 19 solicitações de maus tratos.

Serão doados

Ela ressalvou, entretanto, que os 160 animais que atualmente estão no canil precisarão ser doados. O canil, segundo lembrou, precisa ser um lugar transitório e não mais um depósito de animais, onde os que ali estão perdem a garantia das suas 5 liberdades, em troca de comida e água. Interessados em adotar algum animal ou que tenham dúvidas sobre estes e outros assuntos correlatos podem entrar em contato com a Zoonoses pelo telefone 3682.9330 ou pelo e-mail controleanimal@saojosedoriopardo.sp.gov.br

Redação: Gazeta do Rio Pardo

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