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Qualidade e preço animam os cebolicultores

 

 

Preço da mão de obra na roça está em R$ 6 por saco, para o pessoal registrado (Foto: Arquivo)

A cebola rio-pardense está fechando a semana com quase os mesmos preços verificados nos 20 dias anteriores – média variando de R$ 40 a R$ 42 o saco – e a mesma ótima qualidade apresentada desde o início da safra atual. O valor chegou a R$ 50 em meados de julho, depois caiu um pouco e deu uma estabilizada. O tempo frio à noite e quente de dia tem ajudado muito o produto, que gosta desse clima, e os cebolicultores se mostram satisfeitos, embora receosos de queda maior no valor. Há também o temor de que a chuva possa “melar” as plantas ainda não colhidas, com risco de doenças.

Por conta desses dois fatores (preço razoável e medo de doenças), muitos deles têm adiantado a colheita, ou seja, arrancado e cortado a cebola antes do tempo normal, o que, segundo dizem, não afeta a qualidade final. Boa parte deles, no entanto, segurou o produto em seus armazéns ao invés de vendê-lo aos atacadistas ou supermercados. Com isso, não tem ocorrido excesso de oferta no mercado, fato que também coopera para a estabilidade do preço. O consumo do produto nos pontos de venda tem se mostrado igualmente estável.

As informações são de Nei Minussi, presidente do Sindicato Rural e da Coopardense, cooperativa dos produtores familiares de hortaliças. Ele fez um levantamento da situação da cebola não apenas em São José como nos municípios próximos e assegurou que o preço e a qualidade são os mesmos: quase R$ 1, em média, por quilo, lembrando que o saco vendido na roça tem 45 quilos, mas os produtores sempre colocam cerca de cinco quilos a mais por conta do descarte posterior das unidades que estragam.

“A produção deste ano por hectare varia de 40 a 50 toneladas, mas a área plantada diminuiu em toda a região por conta do fracasso no preço em 2016”, afirmou Nei. “Mas essa redução, pelo que a gente foi informado, aconteceu este ano em todo o país e não foi só com a cebola”.

Nei acredita que os preços atuais estejam sendo considerados bons pelos produtores. No entanto, como tiveram prejuízo em 2016, muitos deles usarão o dinheiro para pagar financiamentos ou quitar dívidas. O maior custo da safra atual, segundo ele, está na mão de obra com registro em carteira: media de R$ 6 por saco colhido. A colheita deverá acabar no final de setembro ou início de outubro.

Coopardense vende hortaliças para cinco municípios da região

A Coopardense – Cooperativa Agropecuária de São José do Rio Pardo e Região -, que hoje é integrada por aproximadamente 60 pequenos produtores agrícolas, está fornecendo hortaliças para cinco municípios da região: Mococa, Tapiratiba, Vargem Grande do Sul, Espírito Santo do Pinhal e Guaxupé. As hortaliças são utilizadas na merenda escolar servida aos alunos das creches e escolas municipais.

A cooperativa é presidida por Nei Minussi e atua recolhendo os produtos fornecidos pelos produtores e providenciando a entrega para as Prefeituras que fazem as encomendas à Coopardense. O trabalho é pago pelas Prefeituras mediante verbas federais financiadas pelo PENAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

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