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Piranhas lotam o rio Pardo e viram ameaça

Peixe proliferou muito nos últimos dois anos e vem matando outras espécies nesta região

 Piranhas fisgadas esta semana no rio Pardo: ameaça às demais espécies é real (Foto: Gazeta do Rio Pardo)

Piranhas fisgadas esta semana no rio Pardo: ameaça às demais espécies é real (Foto: Gazeta do Rio Pardo)

O rio Pardo está ficando cada vez mais infestado de piranhas e isso preocupa os pescadores em geral. Esse peixe, extremamente carnívoro e agressivo, poderá em pouco tempo acabar com todas as demais espécies se alguma providência não for tomada. Como a piranha age em bandos, até peixes maiores como o dourado correm risco de extinção no rio.

O alerta é do aposentado Laércio Cortez Desordi, que há mais de 40 anos pesca no rio Pardo e assegura nunca ter visto ameaça tão real assim, oriunda de um predador. “De uns dois anos para cá, da usina do Limoeiro até a região do Barreirinho há uma infestação cada vez maior de piranhas”, assegurou, com conhecimento de causa.

Origem provável

Laércio diz conhecer toda essa extensão do rio e os locais nos quais os pescadores costumam pescar, não havendo agora qualquer lugar isento da ação das piranhas. Indagado sobre a origem do problema e a forma como elas chegaram ao rio Pardo, ele diz acreditar em uma única hipótese: “Provavelmente soltaram, anos atrás, alevinos de piranha misturados com os de pacu, mas pensando que fossem todos de pacu, e aí eles se proliferaram rapidamente”.

Ele ressalvou, porém, que as piranhas já eram encontradas anos atrás no rio Pardo, mas ficavam restritas a algumas áreas das usinas Limoeiro e Euclides da Cunha. De 2014 para cá, entretanto, elas se multiplicaram em número e hoje tomam conta do rio Pardo em toda a extensão já mencionada. E com um agravante: já estão sendo encontradas também nos córregos e afluentes que desaguam no rio Pardo.

Peixes mutilados

A forma como as piranhas vêm agindo no rio é típica da ação predatória que as caracteriza. Elas atacam os peixes menores e comem parte de suas caudas; depois esse peixes são fisgados por pescadores, mas já estão mutilados.

“Elas vivem atacando os demais peixes o tempo todo e atacam até quem pesca. Quando a gente fisga uma piranha, ela emite um som típico, um chiado, algo diferente dos demais peixes e ao saírem da água através do anzol elas também se mostram agressivas”, detalha Laércio.

O aposentado desconhece alguma técnica ou forma de acabar com elas, sugerindo que algum especialista seja consultado pela Prefeitura ou por quem se preocupa com o assunto. Ele acha que peixes maiores, como dourado e tucunaré, podem ser uma forma de combatê-las, mas, ainda assim, isso poderá levar anos de procriação e crescimento em número para fazer frente à quantidade atual de piranhas.

Fonte: Gazeta do Rio Pardo

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