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Natal: comércio espera crescer de 7 a 9%

Natal: comércio espera crescer de 7 a 9%

Mas Izonel Tozzini, do Sincopar, lembra que isso decorre de demanda reprimida

 

O comerciante e presidente do Sincopar – Sindicato do Comércio Varejista da Região de São José do Rio Pardo, Izonel Tozzini, disse esta semana que a expectativa dos comerciantes rio-pardenses é otimista em relação às vendas de dezembro. Lembrou que os índices de confiança do consumidor já vinham aumentando, ainda que timidamente, mês a mês em 2018, refletindo de forma direta no faturamento e até na geração de empregos diretos. “As expectativas da Fecomércio do estado de São Paulo, dentro de uma metodologia bastante bem apurada, e do Sincopar, para as vendas deste Natal são de um crescimento de 7 por cento”, apontou.

Izonel assegura ter conversado com comerciantes locais de várias atividades e setores da economia. Ouviu deles que o crescimento esperado nas vendas, em relação ao mesmo período de 2017, pode até chegar a 9 ou 10 por cento. “Esta semana começou bastante fraca, mas no dia 20 as empresas começaram a pagar o décimo-terceiro. Com isso, esta última semana (de dezembro) é a que realmente vem agregar um crescimento maior nas vendas e, aí sim, poderemos mostrar um valor real, que a gente já espera por essa expectativa de alcançar cerca de 10 por cento”.

Centro regional

Ele lembrou ainda que São José do Rio Pardo é, há bastante tempo, o centro comercial de sete cidades da região, fazendo com que os consumidores desses lugares venham fazer compras aqui. Falta, na opinião dele, um estímulo maior a isso e detalhes como vitrines mais bem elaboradas, talvez. Por outro lado, a abertura de lojas ou pontos de vendas que representam grandes redes do país deve indicar que tais empresas fizeram antes pesquisa do potencial econômico de São José.

“Temos quase 1.400 propriedades agrícolas, com áreas pequenas mas todas com plantio, e nosso comércio é forte por natureza, sem contar a parte industrial, que estamos bem equipados. Acho que é isso tudo que está atraindo estas grandes redes para São José do Rio Pardo”, opinou.

Demanda reprimida

Izonel ressalvou, entretanto, que a economia do país, ainda que em processo de recuperação, apresenta um aspecto delicado: a inflação e os juros estão baixos, mas são decorrentes de uma demanda muito reprimida. “O que estamos vendendo hoje e que iremos faturar este ano é o mesmo valor de 2012. Então, todo este aumento que está ocorrendo e que estamos falando que está melhorando e recuperando, ocorre em cima de números negativos. Mas, de uma forma geral, dá para tocar, tá indo e a gente tem boas perspectivas para o próximo governo, para ver se realmente ele mantém essa confiança aumentada e a gente possa recuperar esse espaço perdido”.

Ele considera os brasileiros um povo empreendedor, capaz de se virar com poucos recursos e de crescer se tiver incentivo, mas critica o Estado. “O Estado não produz nada, ele só arrecada e gasta. Aliás, nosso Estado é muito pesado, muito grande e agora, com esse problema de corrupção e má gestão, o nosso país está realmente à beira do abismo. Nós não aguentamos mais o peso do Estado, tem que haver reformas pontuais e fortes, que vão doer no bolso de cada  cidadão brasileiro. Mas eu espero que isso aconteça porque precisamos mudar o nosso pensamento. A globalização da economia exige isso. Nós, hoje aqui, não estamos mais competindo dentro de São José, a gente compete com o mundo. Pela internet eu compro um par de sapatos na Alemanha e trago para cá.A coisa está séria demais e não podemos brincar. Precisamos produzir mais e estamos produzindo pouco”.

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O comércio local atrai consumidores de vários municípios da região

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