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Museu mudará exposição antes da reforma

Museu mudará exposição antes da reforma

Cristina Andrade diz que haverá duas novas exposições a partir do dia 15 deste mês

O Museu Rio-pardense continua com seu trabalho de expor objetos, documentos, fotos e instrumentos raros e históricos, mas já há previsão de nova exposição e, mais para o final do ano, o início da reforma prometida para o prédio. Sob a curadoria de Cristina Andrade, ele permanece, por enquanto, expondo aquilo que foi inicialmente apresentado ao público na Semana Euclidiana (9 a 15 de agosto).

Cristina explica que, baseado em um livro de Carmem Cecília Trovato Maschietto, esta exposição atual versa a respeito das Semanas Euclidianas do passado, com fotografias de bailes das debutantes, atividades esportivas e culturais, desfiles ocorridos etc.

“Tem camisetas, fotografias, objetos alusivos aos sertões de Canudos”, confirmou a curadora, assegurando que a exposição está muito diversificada e atraente, ressalvando, porém, que ela só irá até o dia 13 de setembro, quinta-feira. Depois disso, uma nova exposição estará sendo montada no Museu, começando provavelmente dia 15 e permanecendo até dezembro.

Essa nova exposição, na verdade, estará focada sobre dois temas: a Ditadura Militar (1964 a 1984) e Hélio Navarro (deputado federal já falecido). “Fizemos reunião com Marco de Martini (para a exposição sobre a Ditadura) e com a viúva de Hélio Navarro, a médica Maria Tereza Navarro, e haverá objetos dele, a vida e obra que ele fez”, explicou.

Reforma do Museu

Cristina Andrade aproveitou a entrevista, concedida a Luis Fernando Benedito, para falar que o prédio do Museu Rio-Pardense deverá passar pela esperada reforma a partir do final deste ano. Ela lembrou da importância disso porque nesta semana aconteceu o incêndio no Museu do Rio de Janeiro, que destruiu parte da história do Brasil.

“Foi muito triste, perdeu tudo pelo descaso dos que falavam que iam reformar e não reformaram, sabiam do quanto de verba que deveriam dar e não deram. Aconteceu esta fatalidade e agora não tem mais volta. Muito triste para um Museu que começou em 1808, era a casa do dom João VI”, lamentou, recordando que esteve lá quando tinha 14 anos de idade.

A curadora garante que o Museu Rio-pardense é bastante procurado, principalmente por escolas que levam seus alunos ali, mas também pelo público em geral e até mesmo por turistas. Sobre o acervo atual, detalhou: “Temos tijolos antigos, capacete da revolução de 1932, réplica da Maria Fumaça, aparelhos gráficos antigos e muitos outros objetos”.

Cristina lembrou, por fim, que o prédio é quase totalmente original, mantendo a estrutura e as características centenárias de sua edificação. A reforma prevista para daqui poucos meses deverá fazer retornar o piso original, com melhorias também no telhado por conta da deterioração em que se encontra.

 

O prédio do Museu Rio-pardense passará por reforma no final do ano

Livros e documentos antigos fazem parte do acervo histórico do Museu

Televisores, carteiras e outros objetos estão na exposição atual

Material encontrado décadas atrás no município estão na exposição

 

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