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Missão e resultados da Fundação de Pesquisa

Missão e resultados da Fundação de Pesquisa

Ela atua no sistema agroecológico e faz pesquisas sobre cebola e outras culturas

 

A Fundação de Pesquisa e Difusão Agrícola de São José do Rio Pardo, presidida por Rodrigo Vieira de Morais, zootecnista da CATI, está trabalhando no sistema agroecológico de uma forma que a vincula diretamente ao que Euclides da Cunha pregou em sua época: combatendo a desertificação, o uso de queimadas, a aplicação excessiva de máquinas no solo etc.

Dessa forma, a instituição zela pela conservação do solo, da água e do meio ambiente em geral, além, claro de fazer aquilo para o qual foi criada: realizar pesquisas que ajudem o produtor rural a se adaptar ao sistema agroecológico, diminuindo pesticidas e outras práticas não recomendáveis.

Rodrigo explica que a parte ambiental é muito bem cuidada na Fundação de Pesquisa, havendo um processo de reambientação da parte destinada à APP (Área de Preservação Permanente). Isso resulta na promoção de mais infiltrações de água no solo para abastecer o lençol freático, o que evita a falta de água em período de estiagem. Por outro lado, na época de chuvas torrenciais a água que abastece toda a área da Fundação de Pesquisa fica sempre limpa.

 

Sustentabilidade

O zootecnista diz também que as pesquisas feitas ali trabalham a parte sustentável da produção agrícola, dando novas opções ao produtor, para que ele mantenha sua atividade. “O objetivo é que produtor não fique refém da safra da cebola. Queremos que a cebola de verão dê a ele uma outra opção de ganho e sustentabilidade, influenciando na produção agropecuária de todo o município e região”, confirmou Rodrigo.

Ele ainda lembra que na Fundação há uma unidade agroflorestal para produção de frutas e madeiras. “Nos dois primeiros anos o produtor pode plantar olerícolas naqueles espaços: mandioca, limão, mamão, palmito pupunha. E depois de 10 anos, tora de eucalipto e tora de mogno africano”, detalhou, concluindo que tem ocorrido Dias de Campo na Fundação com certa frequência.

 

Cebolas de verão

O engenheiro agrônomo Thiago Factor, pesquisador do IAC na unidade de pesquisa de Mococa, atua há 10 anos na Fundação de Pesquisa de São José do Rio Pardo mediante contrato de cooperação e pesquisa. Seu trabalho é voltado para as culturas da cebola e beterraba, envolvendo plantio direto e sistemas de produção. Mais recentemente, pesquisas de cebolas de verão começaram a ser desenvolvidas, assim como as opções de controle de ervas daninhas nesta cultura.

“O objetivo é buscar alternativas para o controle de mato e redução do uso de catação pela mão de obra e da fitotoxidade”, explicando que os resultados até agora apresentados apontam para uma tendência de alguns herbicidas pré emergentes funcionarem bem na cebola, enquanto a combinação de outros, pós emergentes, diminuírem a fitotoxidade.

“A meta com as cebolas de verão é aproveitar a janela de mercado, que hoje ainda é explorada em nossa região pela Argentina, Minas Gerais e Goiás”, prosseguiu. Como esta região do estado está bem próxima da capital paulista, que é o grande mercado consumidor do país, a cebola de verão deverá ser estratégica para a redução de riscos econômicos em função do excesso da oferta, cooperando para a manutenção do produtor na atividade. “Após três anos de pesquisa, temos aí duas variedades e um híbrido com grande potencial para ser cultivado no verão em São José do Rio Pardo”, assegurou o agrônomo.

Thiago diz que o trabalho envolve também o uso do sistema de gotejamento da fertirrigação para otimizar a produção e o aumento da produtividade. “É adubo em conta-gotas”, sintetizou.

Os interessados nos resultados dessas pesquisas podem contatar Rodrigo na Casa da Agricultura ou pelo telefone 3608.5280. O e-mail é:

fundaçãopesquisariopardo@uol.com.br .

 

Mandioca e batata

Além da cebola e da beterraba, algumas opções para o pequeno produtor local têm sido também pesquisadas na Fundação. A intenção é que elas auxiliem no atendimento aos programas sociais de aquisição de alimentos.

Thiago destaca, neste trabalho, a cultura da mandioca com novas variedades (coloração bem amarela da raiz e alto teor de vitamina A), a cultura da batata doce (variedades de polpa roxa, laranja e vermelha) e ainda da batata (variedades de alta resistência a doenças e que necessitam de menor uso de defensivos, reduzindo assim o custo de produção) .

 

Duas variedades e um híbrido de cebola de verão já apresentam resultados positivos

 

Pesquisas sobre a cultura da batata, incluindo a doce, também estão sendo desenvolvidas

 

Sistema agroflorestal com cinco meses pós implantação na Fundação de Pesquisa

 

O foco principal é fazer experimentos com variedades de cebola de verão, para ajuda ao produtor

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