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Longevidade: São José do Rio Pardo fica em 13º no país

Pesquisa inédita de IDL, da Fundação Getúlio Vargas, aponta Santos e São João da Boa Vista campeãs

São José do Rio Pardo ficou bem avaliada entre 498 cidades brasileiras incluídas na pesquisa

Foto: arquivo

Em uma pesquisa que utilizou metodologia inédita no país, a Fundação Getúlio Vargas e o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon acabam de divulgar o recém-criado Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), que avaliou 498 cidades brasileiras de grande e pequeno portes, com notas de 0 a 100. O levantamento das informações aconteceu entre 2015 e 2016, quando o Brasil estava com 46,8 milhões de idosos, e o resultado está sendo divulgado agora, em março de 2017.

São José do Rio Pardo está bem classificada nos três rankings avaliados: 13º para “envelhecimento da população em geral”, 15º para “pessoas com idade entre 60 e 75 anos” e 18º para “pessoas acima de 75 anos”. A cidade campeã em qualidade de vida em todo o Brasil, porém, dentre os municípios considerados de porte pequeno na pesquisa, é São João da Boa Vista e, dentre as grandes cidades, Santos é a vencedora. As melhores avaliações, aliás, ficaram com cidades paulistas.

O IDL analisou sete variáveis: Indicadores Gerais, Cuidados de Saúde, Bem-Estar, Finanças, Habitação, Educação/Trabalho e Cultura/Engajamento e mais de 60 indicadores das 498 cidades pesquisadas, levando em conta ainda o clima. E chegou aos três rankings citados anteriormente: um para o envelhecimento da população em geral, um para pessoas com idade entre 60 e 75 anos e um para aquelas acima de 75 anos.

Santos e São João

Foi dessa forma que Santos e São João da Boa Vista passaram a ter mais uma coisa em comum além de estarem situadas no Estado de São Paulo: elas são agora as cidades brasileiras que oferecem melhor qualidade de vida para pessoas com mais de 60 anos de idade, segundo o IDL. Em contrapartida, as piores cidades avaliadas na pesquisa para idosos brasileiros morarem são Marabá, no Pará, com 266 mil habitantes e classificada em 150º lugar (entre as 150 grandes cidades pesquisadas) e Portel, também no Pará, com 59 mil habitantes e que ficou em 347º lugar (última colocada entre cidades menores).

“O IDL é mais do que apenas um ranking”, afirma Wesley Mendes da Silva, que coordenou a pesquisa na FGV. “Trata-se de uma proposta de mudança de visão e atitude, implicando em políticas e práticas na promoção de um envelhecimento ativo”. O relatório, complementa Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto, “vem ao encontro da nossa missão de apontar caminhos para que os brasileiros possam viver mais e melhor”.

“Se os adultos mais velhos são em número cada vez maior e habitam principalmente as cidades, mapear e entender o que influencia seu bem-estar nesses espaços é fundamental”, pondera Noya. “Há evidências de que os ambientes físico e social podem apoiar ou inibir a saúde, o engajamento, a produtividade e o propósito de vida perseguido pelas pessoas no curso de seu envelhecimento”, destaca Silva.

Na seleção dos melhores lugares do Brasil para envelhecer, a FGV encontrou algumas características comuns, tanto nas grandes quanto nas pequenas cidades: força econômica, certa abundância de serviços de saúde, estilo de vida ativo e oportunidades de estímulo intelectual, além de relativa qualidade da estrutura de habitação, com índices de violência menores, se comparados às demais.

Santos ficou em 1º lugar nos três rankings já mencionados, obtendo notas superiores a 98 nos três; São João da Boa Vista também ficou em 1º em dois dos rankings avaliados e em 2º no terceiro (nota 96 neste;  nos outros dois, nota 99), com Vinhedo vencendo neste ranking, com nota 99,49; São José do Rio Pardo obteve 89,05 no primeiro ranking, 90,26 no segundo e 86,76 no terceiro.

Outras cidades

Nesta região do país as outras cidades melhor avaliadas, depois de São João e São José, foram Mogi Mirim (20º lugar em seu melhor ranking, com nota 87), Mococa (45º em seu melhor ranking e nota 79), Guaxupé e São Sebastião do Paraíso (ambos com nota 75 no ranking em que ficaram melhor avaliadas).

Dentre as maiores cidades do país, Niterói (RJ) ficou em 4º lugar no ranking, com 83 de nota média, seguida de Jundiaí (SP), com 78 de nota média e 9º lugar no ranking; Campinas aparece em 11º e 75 de média, Belo Horizonte (MG) ficou em 21º lugar com 69 de média, São Paulo em 26º com 66 de média. A lista completa das 498 cidades brasileiras avaliadas na pesquisa está no site do IDL: idl.institutomongeralaegon.org . 

Fonte: Gazeta do Rio Pardo – por Eduardo Eron

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