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Dono de farmácia que hoje faz palestras

Dono de farmácia que hoje faz palestras

Eduardo Carvalho, de Mococa, começou neste segmento fazendo faxina e cresceu

 

O entrevistado do último programa Questão de Oportunidade, da 88+FM de São José do Rio Pardo, foi o consultor, palestrante e empresário do ramo farmacêutico Eduardo Carvalho, que começou sua carreira como faxineiro em uma farmácia.

Em 1987 a mãe dele estava tomando injeção em uma farmácia de Mococa e perguntou ao dono se não precisava de alguém para fazer limpeza e a resposta foi positiva. No mesmo dia Eduardo, com 12 para 13 anos, foi lá conversar com ele e no dia seguinte já começou a trabalhar na farmácia.

“Foi paixão à primeira vista”, assegura, referindo-se à impressão que teve da farmácia e do ambiente. “Gosto de conviver com pessoas, de entendê-las, pois nossa vida é um relacionamento constante e nossos resultados até como empresários dependem do número de pessoas que conhecemos”.

Mente aberta

No segmento farmacêutico isso é ainda mais verdadeiro, segundo Eduardo, já que grandes incorporações têm entrado neste mercado nas capitais e agora estão invadindo o interior. “Isso exige dos comerciantes do setor e dos empresários uma mente aberta, já que, na base da tradição e dos anos que se passaram, ficará difícil sobreviver”, prosseguiu o entrevistado.

Dez anos após começar a fazer faxina na farmácia Eduardo montou sua própria empresa do setor, mas em sociedade com seu patrão, e, algum tempo depois, comprou a parte dele. Agora já se passaram 32 anos que ele tem sua farmácia em Mococa e, desse período, observando a concorrência e outros segmentos comerciais, tirou a seguinte lição: “A zona de conforto é o local mais próximo do abismo e depois para se recuperar é muito difícil. O empresário que se isola, que se fecha em seu mundo, ele tem grande chance de vender cada vez menos e a empresa dele terá problemas. Em nosso caso, fizemos o contrário”.

Associativismo

Aderindo a um grupo associativista, a farmácia dele faz parte de 470 lojas integradas que compram medicamentos juntas, o que lhes dá uma condição de compra muito diferenciada. Esta e outras experiências fizeram com que Eduardo partisse para palestras empresariais, aprendesse com outros e, a partir daí, também iniciasse a ministração de suas próprias palestras. Seu foco é sempre levar pensamentos positivos aos donos de lojas do setor e mostrar-lhes que o negativismo gera sentimentos ruins e estes resultam em atitudes ruins.

“As pessoas reclamam para ter um ganho secundário da compaixão dos outros, para que fiquem com dó delas, mas as coisas tendem a ficar sempre piores. Por outro lado, a cultura da gratidão é que pode mudar as situações. Comece a agradecer, mesmo que as coisas ainda não estejam de acordo com o que você imagina, e verá os resultados”, asseverou.

Lema de vida

Voltando a falar sobre sua experiência inicial em farmácia, Eduardo disse que seguiu um lema que ouviu de um cliente idoso: tudo o que fizer faça com amor e não se conforme em ser o que é agora, mas almeje ser melhor sempre. Após 10 anos, como já mencionado antes, montou sua própria farmácia.

Depois formou-se em Administração (ele não é farmacêutico), fez inúmeros cursos dentro e fora do Brasil, adquiriu conhecimentos e decidiu fazer palestras voluntárias na Associação Comercial de Mococa. Só algum tempo depois é que montou uma estrutura que lhe possibilitou ser remunerado pelas palestras que passou a ministrar. Ele também foi presidente da Associação Comercial de lá durante quatro anos.

“Tudo na vida é uma questão de treinamento. Um exemplo: eu não toco violino, mas se eu pegar para aprender e tocar oito horas por dia, vou aprender a tocar. Alguém diz: não tenho perfil empresarial. Mas se tiver uma pré-disposição e partir para o aprendizado e treinamento, se tornará um empresário”, comparou, mencionando que faz parte da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

Formar hábitos

No final da entrevista, convidado a deixar uma mensagem, citou a Bíblia, mencionando que em Romanos 12: 2 está escrito para “não nos conformarmos com este século, mas transformar-nos pela renovação da nossa mente”. E então comentou: “O grande segredo de nossa vida é renovar a nossa mente de forma constante. Mas aí eu te pergunto: diante de uma televisão, sentado ou deitado no sofá e assistindo um jornal, uma novela, nós vamos crescer, vamos nos desenvolver? Comece a ler. E se você não gosta de ler? Ler é hábito. Comece com 5 minutos, na semana seguinte 10, depois 15, até que não consiga mais ficar sem ler. Busque conhecimento naquilo que você faz, torne-se um especialista naquilo que você se propôs a fazer. Outra coisa: ande com pessoas que tenham o mesmo propósito que você. Outro fator: seja proativo, não espero o mundo lhe dar oportunidade, mas corra atrás dela. Existe muito dinheiro esperando boas ideias”.

Uma história

Para terminar, Eduardo citou uma história ocorrida 45 anos atrás: “Uma família reunida em uma cozinha, pai, mãe e cinco filhos, sendo dois bem pequenos, discutia a situação gravíssima que passavam. A mãe relatava a gravidade da situação e contava que o dinheiro que aquele pai estava ganhando não era suficiente para colocar o básico naquela mesa. O dinheiro que o filho mais velho ganhava não era suficiente para comprar uma roupa decente ou um chinelo para que aquelas crianças fossem à escola. O ambiente era ruim, carregado e a mulher falava e chorava. O filho mais velho, então, tomou a palavra e disse: ‘Mãe, por que a senhora não faz alguma coisa? Faz coxinha, salgadinho, vai vender!’ Os dois irmãos abaixo dele o repreenderam: ‘Como você fala assim com a mãe, que falta de respeito!’ Mas a mulher pensou, pensou, e disse: ‘Sabe que vou fazer isso mesmo? Vou fazer salgadinho, tenho saúde, posso trabalhar’. No dia seguinte ela buscou as vizinhas, se informou, passou a fazer os salgadinhos e os colocou em frente a sua casa sobre uma mesa, para vender. As pessoas iam passando e comprando.Com o tempo houve encomendas para bares, aniversários, e aquela mulher pode dar melhores condições àquela família, pagou prestação da casa, reformou a casa. Aquela mulher era dona Sofia, minha mãe, que nos ensinou que quando a gente deixa de olhar para o problema e parte para a busca de uma solução, você pode mudar não só a sua vida, mas a vida de quem está ao seu redor. Você muda uma geração. E ela nos falava: ande com pessoas melhores que você, tenha sonhos e sonhe alto, pois é direito nosso sonhar. E busque conhecimentos constantemente”.

 

 

‘Semana da Mulher’ começa falando de fotografia

A Semana da Mulher, iniciativa de Priscila Abreu e Rayra Romero no programa Encontro Marcado da rádio da 88+FM de São José do Rio Pardo, teve início segunda-feira, dia 20 de agosto e recebeu no mesmo dia a fotógrafa Luana de Martini, formada em publicidade e propaganda. A profissional, de 27 anos, conta que já está no mercado há 8 anos e ama o que faz. O gosto pela fotografia surgiu logo na infância, quando visitou um zoológico e usou pela primeira vez uma câmera, que na época, era para fotografias analógicas.
Luana diz que teve muitas inseguranças e dúvidas quanto ao que queria ser na vida, porém mesmo com todas as adversidades conseguiu encontrar sua felicidade na fotografia. Apesar do mercado concorrido e cheio de talentos, a fotógrafa diz que sempre procurou estudar muito e buscar inspirações em todos os lugares, se dedicando ao máximo.

Ela ressalta que não existe concorrência desleal e sim que um concorrente atrai evolução e faz com que o outro profissional se dedique mais para superar os desafios.
A fotógrafa admitiu que no início teve muitas dificuldades financeiras, visto que os equipamentos para fotografia profissional são de alto custo. No começo, para adquirir experiência, ela fotografava amigos, parentes e até seus animais, assim conquistou aprendizados sobre os ensaios fotográficos. “Fotografia não é só foto, a edição é fundamental”, observou.

Luana comenta que evoluiu em todos os aspectos com o tempo, principalmente após fazer a faculdade de publicidade e propaganda, na qual foi alertada para os erros que cometia. “Mas você sai do amadorismo na fotografia quando começa a ganhar dinheiro com isso”, lembra, ressalvando, porém, que o fato de ganhar dinheiro não significa necessariamente que a pessoa é um bom ou mau fotógrafo, porém isso faz subir um degrau na carreira.
Após um bate papo descontraído sobre gafes durante os ensaios e eventos, a fotógrafa dá conselhos valiosos a quem quer entrar nesse meio: que estude bastante, evolua, tenha humildade e não pare no tempo. Ao ser questionada sobre tendências nesse mundo da fotografia, Luana diz que cada um tem seu estilo e esse meio dá diversas possibilidades de criar a própria personalidade.

 

 

 

 

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