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USP denuncia pesquisador que criou a ‘pílula do câncer’ por curandeirismo

Gilberto Chierice foi ouvido nesta quarta pela Polícia Civil de São Carlos.
Fosfoetanolamina foi distribuída, mas ainda não tem eficácia comprovada.

Gilberto Chierice desenvolveu a fosfoetanolamina sintética na USP São Carlos (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
Gilberto Chierice desenvolveu a fosfoetanolamina sintética na USP São Carlos (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)

A Procuradoria da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, denunciou à Polícia Civil o químico Gilberto Chierice, pesquisador que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética, a chamada ‘pílula do câncer’, nos laboratórios do Instituto de Química. A universidade alega que ele cometeu crime de curandeirismo, que é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar substância para cura de doenças.

O pesquisador foi chamado para prestar depoimento na delegacia na tarde desta quarta-feira (30). A USP foi procurada, mas não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem. Chierice preferiu não comentar a denúncia.

Desenvolvida para o tratamento de tumor maligno, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisae seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecido.

Inquérito apura dois crimes
Segundo documentos obtidos pela EPTV, a USP denunciou o pesquisador por curandeirismo e por expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto iminente, previstos como crimes nos artigos 284 e 132 do Código Penal, respectivamente. A pena para o primeiro é de prisão de 6 meses a 3 anos e, para o segundo, de 3 meses a 1 ano.

A denúncia foi feita inicialmente para a Polícia Federal, que encaminhou o caso para a Polícia Civil de São Carlos. O delegado seccional Geraldo Souza Filho informou que um inquérito foi aberto no dia 15 de fevereiro para apuração.

Além de Chierice, foram ouvidos também o pesquisador Salvador Claro Neto e o diretor do Instituto de Química, Germano Tremiliosi Filho. Também devem ser ouvidos pacientes com câncer que usaram a substância.

(Conteúdo parcial de matéria publicada no dia 30 de março, pelo G1 São Carlos e Araraquara)

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